Quem há entre vós que tema ao Senhor, e ouça a voz do seu Servo que andou em trevas sem nenhuma luz, e ainda assim confiou em o nome do Senhor e se firmou sobre o seu Deus?

30 de Agosto

“Quem há entre vós que tema ao Senhor, e ouça a voz do seu Servo que andou em trevas sem nenhuma luz, e ainda assim confiou em o nome do Senhor e se firmou sobre o seu Deus?” Isaías 50.10

As tentações espirituais são profundas e muito fortes. Para obter vitória contra essas tentações é necessário primeiro a vitória sobre as emoções. O espírito humano é a sede do Espírito de Deus. Nosso espírito capta o Eterno. Por isso, o alvo do inimigo é nos conduzir para a escuridão espiritual para que nos desesperemos. O Senhor permite essas tentações para termos a oportunidade de confirmar a autoridade da vitória de Jesus: “Eis aí vos dei autoridade… sobre todo o poder do inimigo.” Mas o que podemos fazer na prática, quando nosso espírito é conduzido por uma escuridão inimaginável? Confiar no Senhor – mesmo não sentindo nada! Se não vem resposta do alto, se parece estarmos sem saída, e se em nosso íntimo nos sentimos no fundo do poço, devemos fazer o que diz Isaías: [Confie] em o nome do Senhor e se [firme] sobre o seu Deus.” Se nos firmamos no Senhor, assumimos a postura vitoriosa de Jó, que exclamou: “…eu sei que o meu Redentor vive.”

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja

Colossenses 1:24-29; 2:1-5

Paulo era ministro do Evangelho (v. 23b), mas também da Igreja (v. 25). À custa de muitos sofrimentos ele trabalhava e se esforçava por ela (vv. 28-29). Ele anunciava os divinos mistérios, escondidos dos sábios e dos entendidos, mas revelados ao mais jovem crente (v. 26; 2:2b; comparar Efésios 3).

Nesta ocasião, observemos as numerosas semelhanças entre esta epístola aos colossenses e a escrita aos efésios. Mas, enquanto nesta última o crente é visto assentado nas regiões celestiais em Cristo (Efésios 2:6), a epístola aos Colossenses o considera estando ainda na
terra, tendo Cristo nele: a esperança da glória (v. 27). Que maravilhoso pensamento! Ele, a quem “aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude” (v. 19), habita agora no coração dos Seus. Compreendemos que, antes de mencionar os “raciocínios falazes” (Colossenses 2:4) e as imaginações do espírito humano, o apóstolo começa apresentando as excelentes realidades cristãs como para fazer notar o contraste. Sim, verdadeiramente temos em Cristo “toda riqueza da forte convicção do entendimento” e “todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (vv. 2-3). Poderíamos encontrar alguma coisa mais fora dEle?

ENTÃO Moisés convocou toda a congregação dos filhos de Israel, e disse-lhes: Estas são as palavras que o Senhor ordenou que se cumprissem.

Êxodo 35:1-19 (leia aqui)

O tabernáculo está prestes a ser construído. Nessa ocasião, os seus vários materiais são especificados e relacionados uma segunda vez, como para nos recordar de que saber é uma coisa, mas fazer é outra. Enquanto isso, antes  que a obra comece, resta ainda o assunto do sábado (vv. 1-3). Antes de ocupar-nos com qualquer serviço, é necessário termos passado algum tempo na presença do Senhor, estarmos “sentados” diante dEle, com a alma e o espírito em repouso, em total dependência. Foi aos pés de Jesus que Maria aprendeu a servir com inteligência (Lucas 10:39). Ela também sabia qual era o momento exato para trazer seu ungüento (veja v. 8) e ungir os pés do Mestre.

Observemos a variedade de coisas que os israelitas tinham de trazer, desde ouro e pedras preciosas até as estacas do tabernáculo e as suas cordas que serviriam como suporte para a construção (para sustentar a verdade). Nesta longa lista, cada um encontraria algo que pudesse ofertar. E você também, caro amigo que conhece o Senhor, pode contribuir para a edificação da Sua igreja. Um discreto serviço prestado, o alegre exercício da misericórdia (Romanos 12:8) e as orações diárias em favor do testemunho cristão estão ao alcance de todos e são agradáveis ao Senhor.

E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as

Sábado 30 Agosto

E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as

(Efésios 5:11).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE NÚMEROS (Leia Números 19:11-22)

A virtude da água que continha as cinzas da novilha correspondia às varias circunstâncias possíveis de contaminação durante a jornada no deserto. Tocar um corpo morto ou os ossos humanos corresponde, em nosso caso, a ter contato com a corrupção e violência deste mundo. A carne pode se mostrar na família (a tenda, v. 14), então é necessária atenção especial com as crianças, os “vasos abertos”, tão facilmente passíveis de influência (v. 15, Lucas 17:2)! Ela pode se manifestar fora; por exemplo, na esfera de nosso trabalho (em campo aberto, v. 16). Uma pequena trapaça, uma calúnia, uma palavra tola ou uma piada indecente (Efésios 5:4); cada um de nós pode ter sua própria lista de “pequenos ossos”: manifestações carnais que sempre ignoramos sem realmente prestar atenção. Mas consideremos sempre: tais faltas maculam o crente! Elas não parecem muito importantes para quem não conhece ao Senhor Jesus. Mas nós que O amamos devemos levá-las a sério, pois foi para coisas como estas que Ele teve de sofrer e morrer. Temos de atualizar-nos renovadamente no que diz respeito ao processo de purificação descrito aqui: sempre julgar a nós mesmos à luz da Palavra de Deus, e renovar a nossa compreensão da eficácia da obra de Cristo.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz;

Colossenses 1:12-23

O verdadeiro cristianismo não é uma religião nem um conjunto de verdades professadas. É o conhecimento experimental de Alguém. Cristianismo é Cristo conhecido e vivido. Somos colocados em relacionamento com uma Pessoa incomparável: o amado Filho do Pai, que nos tornou aptos a participar da herança na luz e nos deu um lugar no reino, a redenção, o perdão dos pecados, a paz que Cristo fez pelo Seu próprio sangue (v. 20)… Mas o que determina a grandeza de semelhante obra é a grandeza dAquele que a realizou. O apóstolo enumera, num único fôlego, por assim dizer, as glórias do Amado: o que Ele é, o que chegou a ser e o que tem feito de nós. Ele afirma Sua dupla primazia: sobre o universo criado e sobre a Igreja; assim como Seu duplo título de Primogênito de toda a criação (a saber, de herdeiro universal) e de Primogênito de entre os mortos. Por meio dEle a vida saiu do nada na criação e também saiu da sepultura na redenção. Ele é o Criador de todas as coisas no céu e na terra (v. 16). É o Reconciliador de todas as coisas na terra e no céu (v. 20). Finalmente, Ele é o Cabeça, quem deve ter a preeminência em todas as coisas: nos céus, na terra e em nosso coração (v. 18).

PAULO, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo

Colossenses 1:1-11

Esta epístola é dirigida a uma igreja que Paulo nunca havia visitado (2:1). Colossos parece ter recebido o Evangelho por intermédio de Epafras, um servo de Deus de quem é dado aqui (vv. 7-8) e no capítulo 4:12-13 notável testemunho. Segundo a sua prática, o apóstolo destaca em primeiro lugar todas as coisas
boas possíveis que se distinguem nos crentes a quem escreve. Inspiremo-nos em seu exemplo. A fé, a esperança e o amor eram o triplo e completo fruto produzido pelo Evangelho em Colossos (vv. 4-5). Mas o que alimenta a fé, sustenta a esperança e renova o amor é o conhecimento de Deus (v. 10). Ademais, o apóstolo pede em sua oração que os colossenses sejam cheios desse conhecimento. A conduta cristã deles – e a nossa – deve obedecer a um duplo motivo: frente aos outros, mostremo-nos dignos dAquele a quem confessamos pertencer; e sobre tudo, frente ao Senhor, se O amamos, busquemos agradar-Lhe em tudo.

Veja finalmente no v. 11 por que toda a força do Senhor é exigida. Não é para um combate espetacular, nem mesmo para proclamar o Evangelho. É simplesmente para ter paciência e longanimidade… com gozo. Estas são vitórias que temos a oportunidade de experimentar a cada dia.

Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade.

Filipenses 4:10-23

Sem dúvida, Paulo recorda sua primeira visita a Filipos, a prisão e os cânticos que ali cantou com Silas (Atos 16:24-25). Uma vez mais ele se encontra preso, mas nada pode tirar-lhe o gozo, porque nada pode tirar-lhe Cristo. O mesmo acontece com a sua força. “Tudo posso”, disse ele, apesar de suas cadeias – “naquele que me fortalece” (v. 13; comparar 2 Coríntios 6:10). Como ele, aprendamos a estar contentes, quaisquer que sejam as nossas circunstâncias: sucesso ou dificuldades, saúde ou doença, bom ou mau tempo… se nos alegramos no Senhor.

Ainda que muito pobres, os filipenses, pelas mãos de Epafrodito, acabam de mandar nova ajuda ao apóstolo (leia 2 Coríntios 8:1-5). O apóstolo lhes assegura de sua própria experiência: “O meu Deus… há de suprir… cada uma de vossas necessidades”, mas não a todas as “vossas” cobiças. Ele compromete a responsabilidade de seu Deus, como se endossasse um cheque em branco, sabendo que dispõe, para ele e seus amigos, de crédito ilimitado: nada menos que “sua riqueza em glória” (v. 19; Efésios 3:16). Que Deus nos conceda experimentar o segredo do bem-aventurado apóstolo: a plena suficiência do Senhor Jesus Cristo até que por fim se cumpra o desejo expresso no Salmo: “Eu, porém… contemplarei a tua face; quando acordar eu me satisfarei com a tua semelhança” (Salmo 17:15).