Todo Dia Com as Escrituras

Êxodo 35:1-19 (leia aqui)

O tabernáculo está prestes a ser construído. Nessa ocasião, os seus vários materiais são especificados e relacionados uma segunda vez, como para nos recordar de que saber é uma coisa, mas fazer é outra. Enquanto isso, antes  que a obra comece, resta ainda o assunto do sábado (vv. 1-3). Antes de ocupar-nos com qualquer serviço, é necessário termos passado algum tempo na presença do Senhor, estarmos “sentados” diante dEle, com a alma e o espírito em repouso, em total dependência. Foi aos pés de Jesus que Maria aprendeu a servir com inteligência (Lucas 10:39). Ela também sabia qual era o momento exato para trazer seu ungüento (veja v. 8) e ungir os pés do Mestre.

Observemos a variedade de coisas que os israelitas tinham de trazer, desde ouro e pedras preciosas até as estacas do tabernáculo e as suas cordas que serviriam como suporte para a construção (para sustentar a verdade). Nesta longa lista, cada um encontraria algo que pudesse ofertar. E você também, caro amigo que conhece o Senhor, pode contribuir para a edificação da Sua igreja. Um discreto serviço prestado, o alegre exercício da misericórdia (Romanos 12:8) e as orações diárias em favor do testemunho cristão estão ao alcance de todos e são agradáveis ao Senhor.

Todo Dia Com as Escrituras

Êxodo 34:27-35 (leia aqui)

Não é possível estar em contato com Deus, desfrutar das revelações de Sua graça, sem que haja uma negação de si mesmo externamente. A face de Moisés brilhava, embora ele mesmo não soubesse disso. Através da alegria em sua face, cada filho de Deus deveria naturalmente manifestar às pessoas à  sua volta a felicidade que possui. Que o mundo veja em nós algum reflexo do amor de Jesus! Paulo explica aos coríntios por que Moisés colocou um véu sobre sua face. Antes de o Senhor descer à terra, nem mesmo o reflexo da glória divina podia ser suportado pelo homem pecador e precisava ser ocultado. Mas o véu, “em Cristo, é removido”. De fato, quando Jesus veio, Deus pôde finalmente ser visto nEle em toda a glória de Sua graça. Conseqüentemente, contemplamos agora, pela fé, o Senhor Jesus com a face descoberta e somos transformados moralmente passo a passo na Sua gloriosa imagem (2 Coríntios 3:14-18).

Outro privilégio de Moisés foi “falar com ele” (v. 35). Esta expressão ocorre três vezes nestes poucos versículos. Que honra para este homem de Deus, e que prova de íntimo relacionamento com Deus! Não há uma ligação entre o fato de uma comunhão ininterrupta com o Senhor e uma face irradiante? Que Deus nos capacite a compreender tanto uma como outra!

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Êxodo 34:12-26 (leia aqui)

Pela segunda vez Moisés está com o Senhor no monte por quarenta dias. Comoconseqüência do que tinha acontecido, Deus se faz conhecido como um “Deus zeloso” (v. 14), que deseja ser o único objeto de Seu povo. Não que um ídolo pudesse fazer algum mal a Ele. Que rivalidade poderia existir entre o Criador dos mundos e os deuses de ouro, de pedra ou de madeira, obra de mãos de homens? Mas Ele é “zeloso” porque sabe que a felicidade dos Seus consiste em amar a ninguém mais que a Ele mesmo e que a idolatria sempre conduzirá à frustração. Também é porque o fraco amor deles tem um grande lugar em Seu coração. A primeira epístola de João, a qual fala muitíssimo de amor, termina com a exortação: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” (1 João 5:21).

“Abstém-te de fazer aliança com os moradores da terra para onde vais, para que te não sejam por cilada”, adverte o Senhor, que conhece a existência de cilada e a probabilidade de cairmos nela (v. 12). Ele acrescenta: “Não suceda que… alguém te convide, e comas dos seus sacrifícios” (v. 15). Tenhamos a coragem de recusar os convites de amigos e colegas mundanos. Melhor ainda, demonstremos um comportamento tal que ninguém queira ou nem mesmo pense em nos convidar a tomar parte em seu comportamento mundano (1 Reis 1:9-10).

O Senhor repete aqui algumas instruções dadas nos capítulos 21 a 23 acerca do que Lhe é devido.

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Êxodo 34:1-11 (leia aqui)

Ao pedir ao Senhor que lhe mostre a Sua glória, Moisés estava sem dúvida esperando uma surpreendente visão, tal como aquela descrita em 24:10. Mas Deus irá lhe mostrar algo precioso de um modo diferente: “a glória de sua graça” (Efésios 1:6). Ele se revela a Seu servo como o Deus compassivo, grande em misericórdia e graça (v. 6). A graça, que está associada ao nome do Senhor, é proclamada diante de Moisés. É como se Deus estivesse dizendo: “Ostento um Nome que me impele a demonstrar graça”. Mas observe que há duas condições para que possamos desfrutar dessa graça. 1) “Prepara-te para amanhã”, ordena o Senhor a Moisés, e a cada um de nós. Que o Senhor nos dê, manhã após manhã, essa necessária preparação de coração, a fim de que experimentemos de Sua graça (leia Salmo 63:1-3)! 2). É na fenda da penha que o homem de Deus tem de permanecer: figura de um Cristo ferido, que agora diz aos Seus: “permanecei em mim”(João 15:4). Porém a graça de Deus deveria não nos deixar esquecer Seu governo. No mesmo versículo 7, descobrimos que Ele perdoa a iniqüidade (isto representa Sua graça) e ao mesmo tempo não inocenta o culpado (isto representa Seu governo fiel).

O Senhor declara no capítulo 33, versículo 3: “Eu não subirei no meio de ti, porque és povo de dura cerviz”. É precisamente por essa razão que Moisés reivindica Sua presença.

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Êxodo 33:12-23 (leia aqui)

Fora do arraial, Moisés podia falar com o Senhor face a face (v. 11). Qual era o assunto dessa conversa? Novamente, a triste condição do povo. Moisés é aqui uma figura de Alguém maior que ele: o Filho falando ao Pai sobre os que tinham sido dados a Ele “deste do mundo” (João 17:6). “Rogo-te que agora me faças saber o teu caminho” (v. 13 — RC), pede o homem de Deus. Então ele roga que a presença do Senhor lhes acompanhe. Compare esses pedidos com a dupla oração do salmista: “Mostra-me o caminho por onde devo andar… guie-me o teu bom Espírito por terreno plano” (Salmo 143:8 e 10). “Sim, suba conosco”, suplica o fiel intercessor. “Não podemos subir sem o Senhor.”

 E então Deus fica à vontade para agir. Ele nunca acha a fé audaciosa demais. Alegramos o Seu coração quando Lhe pedimos coisas difíceis.

Finalmente Moisés faz um terceiro pedido ao Senhor, ainda mais audacioso: que Ele lhe mostre a Sua glória. Moisés só a verá pelas costas (v. 23 — em outrpalavras, nas pegadas deixadas pelo Seu amor). Pensamos no pedido de Jesus a Seu Pai, no qual pedia que onde Ele estivesse, ali estivessem os Seus, as para que vissem  a Sua glória(João 17:24). Esse é o Seu ardente desejo. Será que é também o nosso?

Todo Dia Com as Escrituras

Êxodo 33:1-11 (leia aqui)

Moisés, agitado pela ira, destruiu o bezerro de ouro e ordenou o castigo. Ele então informou ao povo que Deus não subiria com eles. Moisés então faz algo completamente inesperado: arma para si uma tenda fora do arraial, bem longe do povo. Será que deixou de amar aquele povo? Ao contrário, ele havia dado a maior e mais tocante prova de seu amor ao pedir que ele próprio fosse, em lugar do povo, riscado do livro do Senhor. Não: sua motivação é bem diferente. Por causa do pecado cometido, a coluna de nuvem não podia mais descer no acampamento. Assim, com o objetivo de recuperar essa preciosa coluna, uma figura de Cristo, é que Moisés e outros saíram do arraial de Israel.

Fazendo referência a esta passagem, Hebreus 13:13 nos ajuda a entender o apelo: “Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério”. Queridos amigos, é de suma importância que vocês entendam que, em obediência a essa determinação, é que muitos crentes têm separado a si mesmos das religiões convencionais e das igrejas cristãs constituídas, para buscar só e simplesmente a presença do Senhor Jesus(Mateus 18:20). Veja Josué! Embora jovem, ele compreende que a felicidade consistia em nunca estar longe da presença de Deus. Isso é uma figura de incessante comunhão e também do gozo que nos espera no lugar onde o Senhor prometeu Sua presença!

Pérolas Diárias

“Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta.” Mateus 2.5

Nesses dias de Natal, tem-se a impressão de que milhões de pessoas crêem firmemente no cumprimento da profecia bíblica que fala da primeira vinda de Jesus. Mas é interessante observar que essas mesmas pessoas têm dificuldades em crer que hoje, em nossos dias, se cumprem profecias feitas por Deus! É verdade que muitos crêem na Palavra de Deus, mas não crêem no seu cumprimento. A História se repete: por ocasião do nascimento de Jesus, os sumo sacerdotes e escribas criam com fidelidade ferrenha na Palavra de Deus e em seu cumprimento, e até a citaram para responder prontamente quando Herodes timidamente lhes perguntou onde Jesus deveria nascer. “Em Belém da Judéia”, disseram eles. Mas, por outro lado, se negavam a crer que esta promessa poderia estar se cumprindo bem naquele instante. Um exemplo bem oposto são os sábios do Oriente, que não conheciam as Escrituras, porém viram a luz, e, com toda a certeza em seus corações, seguiram a estrela, e, chegando finalmente em Jerusalém, perguntaram: “Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no Oriente.” Os crentes daquela época criam nas Escrituras, mas não criam no seu cumprimento; os gentios ignorantes, pelo contrário, tinham a luz, creram nela, seguiram-na e encontraram Jesus! Assim aconteceu na primeira vinda de Jesus, e acontece ainda hoje: “…muitos primeiros serão últimos: e os últimos, primeiros.”