Por que Jesus aceitou ser sustentado por mulheres?

Muito-dinheiro

Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres ajudavam a sustentá-los com os seus bens” (Lucas 8:1-3).

Talvez você já tenha lido o relato de Lucas 8:1-3 e se perguntado: “Por que Jesus aceitou ser sustentado pelas contribuições de mulheres?” Ou talvez sua pergunta tenha sido ainda mais ampla: “Por que Jesus aceitou ser sustentado por contribuições?”  Afinal, ele não multiplicou pães por duas vezes e alimentou uma multidão de milhares de pessoas? Ele não fez o milagre da pesca maravilhosa? Ele não fez Pedro achar uma moeda na boca de um peixe para consegui pagar imposto? Diante de todo esse poder, por que Jesus precisaria de contribuições?

Seguramente, ele não precisava de contribuição alguma. Contudo, ao permitir que pessoas contribuíssem para o seu ministério, Jesus estava proporcionando uma oportunidade para que essas pessoas expressassem sua gratidão, sua fé e sua generosidade. O poder de Jesus era suficiente para sustentá-lo, mas o seu amor e seu propósito em nos transformar nos concede a oportunidade de sermos gratos, generosos e de exercitarmos nossa fé em Deus.

1. Uma expressão de gratidão –  Lucas registra que as mulheres que serviam a Jesus com seus bens tinham uma característica em comum: elas haviam sido curadas de enfermidades de libertas de espíritos malignos. Quando lemos esse registro, não há como não perceber que contribuição dessas mulheres partia de um coração grato pela libertação que haviam recebido. E Jesus de forma alguma limitaria essa expressão de gratidão.

Curiosamente, no capítulo anterior (Lucas 7:36-50), é relatada a história de uma mulher que ungiu com perfume os pés de Jesus. Ao olhos de alguns, essa oferta poderia parecer desnecessária, uma excentricidade. Porém, o Mestre não apenas a recebe como também destacou que a motivação da daquela  mulher era o seu amor e sua gratidão por saber que havia sido muito perdoada (Lc. 7:36-50). Jesus não poderia impedir aquela mulher de demonstrar seu coração grato.

2. Uma expressão de fé – O Antigo Testamento nos conta que, durante um período de extrema seca em Israel, e após ter sido alimentado pelos corvos, o profeta Elias recebeu a seguinte ordem do Senhor: “Vá imediatamente para a cidade de Sarepta de Sidom e fique por lá. Ordenei a uma viúva daquele lugar que lhe forneça comida” (I Reis 17:9). Contudo, em vez de levá-lo à casa de uma viúva rica, o Senhor conduziu o profeta à casa de uma mulher que não tinha sequer um pedaço de pão, mas uma quantidade de farinha e  azeite suficiente apenas para preparar a última refeição para si e seu filho, e assim ambos morrerem. Contudo, aquela mulher creu na palavra, e tendo servido primeiramente ao profeta, viu o azeite e a farinha se multiplicarem, garantindo assim o alimento por muitos dias. Alguém poderia pensar que oferta da viúva de Sarepta ao profeta Elias era uma loucura. Mas, na verdade, foi um ato de fé, uma expressão de confiança no Deus que é poderoso para suprir qualquer necessidade. E,embora no primeiro momento tenha servido ao profeta, a maior beneficiada pela oferta foi a própria viúva.

No mesmo sentido, Paulo, ao agradecer pela oferta que havia recebido dos filipenses, destaca que estes estavam sendo beneficiados pela oportunidade de ofertar: “Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês. Recebi tudo, e o que tenho é mais que suficiente. Estou amplamente suprido, agora que recebi de Epafrodito os donativos que vocês enviaram. Elas são uma oferta de aroma suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus. O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus” (Filipenses 4:17-19).

3. Uma expressão de generosidade – O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. A avareza é idolatria. É só há uma forma de combater essa mal: pela prática da generosidade. E gesta é uma prática necessária aos ricos e também aos pobres.

Sobre os ricos Paulo diz: “Ordene-lhes que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos para repartir.
Dessa forma, eles acumularão um tesouro para si mesmos, um firme fundamento para a era que há de vir, e assim alcançarão a verdadeira vida” (I Timóteo 6:18-19).

Acerca dos cristãos pobres da Macedônia que ofertaram em socorro dos irmãos da Judéia, Paulo destaca:“No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade. Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos. E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus” (II Coríntios 8:2-5).

Portanto, diante do que foi exposto até aqui, podemos concluir que Jesus aceitou a contribuição das mulheres em Lucas 8:1-3, não porque precisava, mas porque isso fazia parte de sua obra transformadora naquelas vidas, dando-lhes uma oportunidade para expressarem gratidão, fé e generosidade.

Da mesma forma, hoje, todas as vezes que contribuímos para a obra de Deus, abençoamos o serviço da comunidade local em que congregamos, ou simplesmente servimos um copo de água para um discípulo de Jesus, estamos demonstrando ao Senhor nossa gratidão, nossa fé de que Ele é quem nos sustenta e que nosso coração não está preso ao dinheiro.

“E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que não perderá a sua recompensa” (Mateus10:42).

Em Cristo,

Anderson Paz
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