ENTÃO disse Eliseu: Ouvi a palavra do Senhor; assim diz o Senhor: Amanhã, quase a este tempo, haverá uma medida de farinha por um siclo, e duas medidas de cevada por um siclo, à porta de Samaria.

2 Reis 7:1-8 (leia aqui)

 

Os habitantes de Samaria chegaram às profundezas do desespero. Agora é a hora de Deus agir. Por sua parte, Eliseu, o profeta da graça, responde à tentativa de o rei assassiná-lo anunciando a libertação. A salvação ainda é proclamada hoje. No entanto, quantos respondem como o capitão: com descrença e zombaria!

 

Quatro leprosos foram usados para trazer as novidades da salvação (1 Coríntios 1:28). Sem nenhuma intervenção humana, o exército sírio foi derrotado. O Senhor conquistou a vitória sozinho. Assim foi na cruz, onde Jesus triunfou sozinho sobre todos os nossos inimigos. Somos iguais aos pobres leprosos, pecadores em uma situação desesperada, condenados à morte certa e eterna. Mas essa morte foi destruída. Para os que crêem, em vez de morte, há vida, paz, liberdade e riquezas espirituais abundantes tanto para o presente quanto para o futuro. Tais são os frutos da vitória de Cristo na cruz do Calvário. O inimigo foi completamente aniquilado. Note que é necessário apenas se levantar e tomar posse dessas coisas (v. 5; Lucas 15:18). Você já fez isso? Ou permanece assentado “em trevas… na região e sombra da morte” (Mateus 4:16)?

E, como desceram a ele, Eliseu orou ao Senhor e disse: Fere, peço-te, esta gente de cegueira. E feriu-a de cegueira, conforme a palavra de Eliseu.

2 Reis 6:18-33 (leia aqui)

 

Três vezes neste capítulo, em resposta às orações do profeta, olhos são abertos (vv. 17, 20), ou, ao contrário, são cegados (v. 18). Peçamos ao Senhor para abrir nossos olhos a fim de que não percamos a visão, como o servo de Eliseu, do poder que está à nossa disposição. “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor” (Salmo 121:1-2). Elias foi um profeta apenas de julgamento. Eliseu teve o privilégio de usar uma arma ainda mais eficiente: a graça. Ele demonstrou misericórdia para com seus inimigos e venceu o mal com o bem. Nossos pensamentos se voltam para Jesus. Ele usou habilmente tanto o poder quanto a graça. Após ter feito com uma única palavra cair no chão Seus perseguidores, Ele curou o servo cuja orelha Pedro cortara (João 18:6; Lucas 22:51).

 

Essa grande festa nos remete à “grande ceia” da graça (Lucas 14:17). Deus convida até Seus inimigos para o banquete.

 

Infelizmente, o generoso ato de Eliseu não teve resposta! Os sírios sitiaram Samaria e causaram uma fome com pavorosas conseqüências. Porém o Senhor utilizaria esse evento para demonstrar ao mesmo tempo Seu poder e Sua graça.

E DISSERAM os filhos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face, nos é estreito.

2 Reis 6:1-17 (leia aqui)

 

“Disseram os discípulos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos contigo é estreito demais para nós.” É isso o que se ouve acerca do cristianismo. Aos olhos do mundo, a vida cristã realmente parece muito restritiva, pois muitas coisas são proibidas. Se pensamos assim, é porque nosso olhar está direcionado para o lado errado. O céu e toda a sua vastidão estão diante de nós.

 

O pequeno incidente que se segue é de uma simplicidade comovente. Eliseu se preocupou tanto em devolver a ferramenta ao que a havia perdido quanto em devolver à mãe o garoto morto. Da mesma maneira, vemos o Senhor da glória lavando os pés dos discípulos e preparando uma refeição para eles (João 13:5; 21:13). Nada é pequeno demais para o Senhor Jesus. Cada um de nós certamente já passou por essa experiência.

 

A guerra começa entre Israel e os sírios. Porém havia um terceiro exército nas proximidades, de cuja existência somente o profeta tinha conhecimento. Eram os guerreiros celestiais: anjos que Deus havia colocado como uma muralha de fogo em torno de Seu servo (Salmo 34:7). Para vê-los, era necessário ter olhos de fé. Assim como Eliseu, também Jesus no Getsêmani disse a Pedro que o Pai poderia enviar doze legiões de anjos para defendê-Lo se Ele o pedisse (Mateus 26:53).