Porventura, não te escrevi excelentes coisas acerca de todo conselho e conhecimento, para te fazer saber a certeza das palavras de verdade? (Provérbios 22:20-21).

Meditações sobre o livro de Josué (Leia Josué 5:1-15)

Agora estamos na praia da ressurreição! O que descobrimos? Em primeiro lugar, descobrimos que, para nossa aflição, os inimigos externos reapareceram. Coragem! Eles são fracos (v. 1), já foram vencidos por Cristo na cruz (Colossenses 2:15). Nossa inimiga interna, a carne, também está presente. Mas eles todos não foram pronunciados mortos e enterrados nas profundezas do Jordão? Certamente! Aos olhos de Deus, é lá que eles estão. No entanto, temos de considerar a nós mesmos mortos para o pecado (Romanos 6:11), reconhecendo que o pecado não mais tem autoridade para nos dominar. A circuncisão representa esse julgamento com o qual temos de julgar cada manifestação da carne em nós. Quando isso é feito, descobrimos quais recursos e alegria nos esperam na “praia” dos lugares celestiais. Em primeiro lugar.

Então, a novidade da terra, que substituiu o maná, é uma figura do Cristo glorificado por meio do qual cada redimido é alimentado. Vem a páscoa; ela foi celebrada sob as muralhas de Jericó. “Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários” (Salmo 23:5). Por fim, havia um Anjo prometido pelo Senhor (Êxodo 23:23). Ele também é uma figura de Jesus que está nos céus agindo em nosso favor e comandando nossas batalhas.

Anúncios

Esconderam-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? (Gênesis 3:8-9).

“Onde estás?”

Aqui está algo que nos faz parar e pensar: nosso grande e sublime Deus, o Criador de todo o universo, chamando por Sua criatura. Isso é incompreensível para muitos. Eles imaginam que, se Deus existe, simplesmente é impossível que Ele se interesse por cada indivíduo que habita este planeta. Que enorme erro! Um deus, para quem algo seja impossível, não pode ser deus. Então essa objeção na verdade é uma negação do próprio Deus.

Deus nos chama. Assim como Ele não entregou o primeiro casal humano à própria sorte, também hoje não quer “que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9). Naquela ocasião, Deus cobriu Adão e Eva com a pele de um animal. Agora Ele nos oferece “roupas de salvação… manto de justiça” (Isaías 61:10), isto é, o perdão dos pecados por meio do Senhor Jesus Cristo.

“Onde estás?” é a pergunta de Deus para você neste dia. Não O ignore, mesmo se isso for constrangedor. Adão e Eva não ficaram nem um pouco felizes por ouvir a voz de Deus os chamando. Contudo, é imprescindível ouvi-la para que possamos acertar nossa vida com Ele e evitar a condenação eterna.

A maioria das pessoas vive em total desconsideração para com Deus. Outros ouviram sobre Ele na infância ou juventude, e se afastaram apenas para voltarem como filhos pródigos. Também existem os que imaginam que não precisam dEle por terem sucesso e reputação. Por fim, há os que reconhecem o próprio estado de absoluta corrupção e a desesperada necessidade que têm da misericórdia de Deus. Em qual categoria você se encaixa?

Tu, ó Deus perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-te, e grande em beneficência, tu não os desamparaste (Neemias 9:17)

Complexo de culpa?

O perdão é uma coisa tremenda. Significa remissão da culpa. Ele nos faz respirar livremente e nos concede a paz. Assim acontece nos relacionamentos humanos normais, quando uma pessoa perdoa outra que lhe fez o mal. Imagine então no nosso relacionamento com Deus!

Mas o perdão requer o reconhecimento da culpa pela parte culpada. E é aí que nossa dificuldade começa.

Um garoto se aproximou de seu pai e perguntou: “Pai, você me perdoa pelo que eu fiz?” O pai perguntou: “Sim, mas o que você fez, filho?” O menino repetiu: “O que eu fiz”. O pai insistiu: “Se você não me disser o que fez, eu não posso lhe perdoar. Eu tenho de saber o que você fez”. O garoto então percebeu que não havia outro jeito a não ser admitir e confessar o erro.

Nós também temos de admitir nossa culpa diante de Deus e confessar nossos pecados para obtermos o perdão.

Muitos dizem que a fé cristã desencadeia um complexo de culpa nas pessoas, porque sempre se fala sobre culpa e pecado. Mas o oposto é que é verdade: a fé no Senhor Jesus nos livra de toda culpa e de todo complexo, pois nosso Deus é “perdoador, clemente e misericordioso”.

Quem já experimentou o perdão divino por meio da fé na obra de redenção que Cristo realizou pôde sentir o maravilhoso sentimento de liberdade expresso em Romanos 5:1: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”. Culpa confessada e perdoada não gera complexo, mas a escondida e mascarada, sim. Portanto um cristão verdadeiro jamais padecerá desse mal.

E até à velhice eu serei o mesmo, e ainda até às cãs eu vos carregarei; eu vos fiz, e eu vos levarei, e eu vos trarei, e vos livrarei (Isaías 46:4)

A terrível experiência de ser idosa

Uma jornalista jovem queria fazer uma matéria sobre como era ser idoso hoje em dia. Maquiada e vestida por profissionais de teatro, a aparência dela ficou bastante convincente. Esse foi o relato: “Lá estava eu, uma aposentada anônima, levemente corcunda, andando de bengala, não muito doente nem totalmente saudável”.

Pelo que ela passou? Como habitante de uma grande cidade, a repórter não tinha grandes expectativas. No entanto, não estava preparada para o que aconteceu, pois superou os piores temores dela. “Era como se eu não existisse. Como se eu fosse vento.” Com dificuldade, conseguiu um lugar em uma lanchonete, só para estar onde as pessoas estavam. Mas ninguém prestou a menor atenção nela. Ela se lembrou de uma frase que havia lido: “A velhice é lúgubre, não por causa das alegrias perdidas, mas porque nossas esperanças acabaram”. A jornalista mal conseguiu completar a experiência.

No entanto, ninguém precisa se sentir sozinho ou abandonado. Se você não tiver nenhuma pessoa neste mundo, nosso grande e misericordioso Deus ainda deseja a sua companhia. Ele irá salvar e guiar você, bem como confortar na solidão. Será que isso é difícil de acreditar?

Muitos cristãos idosos podem confirmar a verdade desse fato. Mas – e este é o ponto decisivo – o caminho para Deus Pai é unicamente através de Jesus Cristo. Sem Ele permanecemos separados de Deus, mergulhados em nossa culpa, sem esperança e solitários. O Senhor Jesus Cristo quer nos tirar dessa situação terrível. Ele é a esperança dos que não têm nenhuma esperança. Ele é o Deus que jamais abandona Seus filhos, não importa a idade que tenham.

Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam;

Mateus 6:19-34

O olho “bom” (ou simples, como dizem algumas traduções) é aquele que se fixa num único assunto. Para o crente, esse assunto, esse “tesouro”, é Cristo. As Escrituras dizem que nós O contemplamos com “o rosto descoberto” e essa visão ilumina todo o nosso interior (2 Coríntios 3:18 e 4:6-7). Nosso coração não pode estar ao mesmo tempo no céu e na Terra. Querer um tesouro celestial, e ao mesmo tempo, acumular riquezas para esse mundo são duas coisas absolutamente incompatíveis. Também é impossível servir a dois senhores (v. 24), pois as ordens recebidas seriam por vezes conflitantes. Mas não estaríamos expondo-nos a privações, correndo o risco de não ter o necessário para o tempo presente, caso renunciássemos às riquezas? O Senhor previne contra essa desculpa. “Não andeis ansiosos pela vossa vida” (v. 25). Abramos nossos olhos, como nos pede o Senhor Jesus. Observemos na criação os inumeráveis pequenos sinais da assistência e da bondade do Pai celestial: os pássaros, as flores… (Salmo 147:9).

Não, Deus nunca ficará em dívida com os que dão prioridade aos interesses dEle, aos que, como Maria, escolhem a boa parte (Lucas 10:42). O primeiro passo, porém, é assumir esta opção.

Extraído do “

Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.

Mateus 6:1-18

Esmolas, (v. 1-4) orações (v. 5-15) e jejuns são três das principais maneiras pelas quais os homens pensam cumprir suas “obrigações religiosas”. Mas, quando se faz isso com a intenção de ser visto pelas pessoas, então a consideração alcançada já é a recompensa (João 5:44). Porém, ah!, o coração humano é tão malicioso que se serve até das melhores coisas para exaltar-se. As mais generosas doações, desde que vistas pelos homens, podem andar de mãos dadas com a pior forma do egoísmo; o rosto pode estampar a prontidão para o arrependimento – mas o coração está orgulhoso de si mesmo.

O Senhor nos ensina a orar. De modo algum, a oração é um ato que nos confere méritos; trata-se, sim, da humilde apresentação de nossas necessidades ao Pai celestial, e isso no secreto de nosso quarto. E qual tem sido o conteúdo de nossas orações? São apenas frases mecânicas, ou tediosas repetições? (Eclesiastes 5:2). Até mesmo a bela oração ensinada por nosso Senhor aos Seus discípulos (que era plenamente adequada às condições daquela época, chamada “Pai Nosso” – v. 9-13) tem sido para muitos uma vã repetição. O filho de Deus tem um privilégio que o israelita não possuía. Através do Espírito, ele pode aproximar-se do trono da graça a qualquer momento pelo nome do Senhor Jesus. Temos aproveitado esse privilégio que Deus nos concedeu?

Extraído do “

Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio.

Mateus 5:31-48

Não esqueçamos que é o Messias, o rei de Israel, quem está falando. Seus ensinamentos têm sido chamados de “carta magna do reino”, pois mostram as regras às quais Seus súditos terão de se submeter. Porém, que diferença das constituições e dos códigos desse mundo, baseados nos direitos individuais e na regra egoísta do “cada um por si”. Em contrapartida, os ensinamentos de Jesus não estabelecem apenas os princípios da não-violência, mas também o amor, a humildade e a renúncia, todos absolutamente estranhos ao espírito deste mundo. Algumas pessoas pensam que estes preceitos são inaplicáveis na Terra em que vivemos agora. Pois, não se tornariam vítimas indefesas de abusos os cristãos que praticassem literalmente tais coisas? Estejamos certos de que Deus saberia como protegê-los em tais circunstâncias. Além disso, uma atitude de amor, humildade e renúncia constitui poderoso testemunho capaz de confundir, e até mesmo converter, os que quisessem prejudicar ao crente.

Os versículos 38 a 48 nos humilham e nos repreendem. Quão longe estamos dAquele que “sofreu por nós, deixando-nos exemplo… pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje, quando maltratado não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (1 Pedro 2:21-24; Tiago 5:6; Isaías 50:6, e muitas outras passagens)!

Extraído do “