Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia:

Mateus 3:1-17

Como um embaixador que precede uma alta autoridade, João Batista proclama a iminente vinda do Rei. Mas este Rei não poderia tomar o Seu lugar entre um povo indiferente a seu estado pecaminoso. Por essa razão, a pregação de João é um chamado ao arrependimento. Porém, aos fariseus, que vinham ao batismo com espírito de justiça própria, ele anunciava o juízo.

Podemos entender por que João ficou embaraçado quando Aquele, cujas sandálias ele sentia que não era digno de levar, apresenta-Se para ser batizado. Mas no versículo 15, ouvimos as primeiras palavras faladas por Jesus neste evangelho: “Deixa por enquanto, porque assim nos convém…”. O homem sabia apenas fazer o mal; por isso convinha permitir que Deus agisse agora por meio de Cristo para “cumprir toda a justiça” (Romanos 10:3). “Então ele o admitiu”, é o que lemos de João, ainda que fosse ele quem estava batizando. Não é sempre vantajoso para nós permitirmos ao Senhor Jesus agir à Sua maneira?

O Senhor Jesus saiu logo da água visto que não tinha nenhuma confissão a fazer (compare v. 6). E então os céus se abriram para render-Lhe um duplo testemunho: o Espírito Santo descendo sobre Ele tal como o óleo da unção que outrora designava o rei (1 Samuel 16:13). E ouvia-se a mensagem maravilhosa de amor e de aprovação que recebeu de Seu Pai.

Extraído do “