Se eu disser: Eu me esquecerei da minha queixa, e mudarei o meu aspecto e tomarei alento, receio todas as minhas dores, porque bem sei que não me terás por inocente (Jó 9:27-28).

Dor amiga

“A dor é amiga do paciente”, disse um famoso cirurgião alemão. Mas ninguém quer sentir dor, e nenhum médico deseja isso para seus pacientes. Todos sabemos o sofrimento que a dor física causa. Contudo, a dor é um sinal de alarme do nosso corpo, pois indica desordens orgânicas e nos preserva de conseqüências mais sérias.

Deus tem dado ao homem outro sinal de alarme também: nossa consciência. Ela nos incomoda com o objetivo de nos avisar quando algo em nossa vida não está em ordem. Quando pecamos, o alarme dispara. O rei Davi pecou gravemente e disse: “Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia” (Salmo 32:3).

A dor física nos faz ir ao médico. A dor na consciência deveria nos fazer ir ao grande Médico das almas: Deus. Em um mundo tão pervertido, é uma bênção se esse alarme ainda funciona dentro de nós, se ainda somos capazes de sentir dor ao pecarmos. Assim podemos recorrer ao Senhor Jesus, que morreu no Calvário para nos redimir de nossos pecados.

Da mesma maneira que existem remédios para diminuir, mascarar ou bloquear a dor física, também existem meios para fazer o mesmo com as dores na consciência. Por isso, é necessário que cada um de nós afie a própria consciência regularmente aplicando a Palavra de Deus à nossa vida.

Extraído do devocional “