Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará. Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? (Marcos 8:35-36).

Abrindo mão

Essa é uma história sobre um homem rico o bastante para comprar tudo o que sonhasse e que certo dia foi visitado por um homem piedoso, o qual fizera um voto de pobreza.

O rico expressou sua admiração e respeito: “A quantas coisas você renunciou!”

O piedoso respondeu: “Mas você renunciou a muito mais!”

“Do que você está falando? Só pode ser brincadeira!”

“Não; não estou brincando mesmo. Eu renunciei apenas a este mundo visível. Você está renunciando ao mundo vindouro.”

Sabemos que as riquezas não impedem a entrada no céu e que tampouco a pobreza abre os portões celestes. Essa é a conclusão superficial dos que pensam que o sofrimento nesse mundo será compensado por alegrias no céu. No entanto, o amor pelos bens terrenos e a prioridade dada ao que é material e temporário são obstáculos para muitos.

O jovem rico que procurou o Senhor Jesus tinha a melhor das intenções. Mas se desfazer de sua fortuna para seguir um Mestre desprezado – ah, isso é pedir demais! Por quê? Porque o Senhor Jesus não significava quase nada comparado a todo o dinheiro que aquele jovem possuía.

Abrir mão voluntariamente de nossas cobiças por amor ao Senhor Jesus Cristo, certamente redundará em intimidade com Ele. E renunciar não quer dizer deixar de ter, e sim, de amar as riquezas.. É por isso que no Reino dos céus haverá também pessoas que neste mundo foram ricas.

Extraído do devocional “