Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.

Apocalipse 13:1-18

Tendo sido lançado para a terra, o diabo aproveita seu pouco tempo. Ele se valerá de dois instrumentos, duas “bestas” (V. 1 e 11), termo que demonstra que elas não têm nenhuma relação com Deus. A primeira corresponde ao império romano reconstituído. Nele reúnem-se as características dos três impérios precedentes: a rapidez do leopardo (Grécia), a tenacidade do urso (Pérsia), a voracidade do leão (Babilônia) (veja Daniel 7:4-6) . No deserto, o Senhor Jesus recusara receber de presente os reinos do mundo. Agora Satanás os dá ao imperador romano e, em troca, assegura para si a adoração de todo o mundo (V. 4; Lucas 4:5-8).

A segunda besta é uma imitação do Cordeiro, mas sua linguagem a atraiçoa, revelando quem ela realmente é, a saber, o Anticristo. Este exercerá o poder religioso, realizará milagres e sustentará a primeira besta. A vasta multidão de homens que ele seduzirá será marcada como gado com o selo da besta romana. Esses homens são chamados “todos os que habitam sobre a terra” (V. 8,14; 3:10; 6:10; 8:13; 11:10) porque seus interesses e todas as suas aspirações estão na terra. Quão numerosa é essa classe de pessoas hoje em dia! Em contraste, o versículo 6 menciona “os que habitam no céu” (Filipenses 3:19,20). Que nós, os cristãos, demonstremos sem equívoco onde está a nossa morada (Hebreus 11:13,14).

Extraído do “