E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés (João 19:39).

Nicodemos (3)

Mal podemos reconhecer Nicodemos neste capítulo! Anteriormente tão temeroso e hesitante, agora esse homem estava em uma situação ainda mais desafiadora. O Senhor havia sido crucificado; os líderes do povo tinham conseguido o que queriam. Confessá-Lo agora, quando até Seus discípulos O haviam abandonado, requeria grande fé e coragem.

No entanto, Deus preparara o coração de dois homens para esse momento. A participação de um deles, José de Arimatéia, já havia sido anunciada em profecia (Isaías 53:9). Após a morte de Jesus Cristo, Deus não permitiu que um incrédulo tocasse o corpo de Seu Ungido. Ao contrário, Ele tomou as devidas providências para que Seu Filho fosse sepultado com toda a dignidade.

José de Arimatéia, um “senador honrado” (Marcos 15:43), foi ousadamente a Pilatos e obteve permissão para colocar o corpo de Jesus em uma tumba nova. Nisso ele foi ajudado por Nicodemos, que agora confessava sem medo o Cristo morto, além de comprar uma mistura bastante cara de especiarias para ungir o corpo do Senhor. Isso fazia parte do ritual de preparação para o sepultamento, de acordo com o costume dos judeus.

A historia de Nicodemos claramente demonstra como uma pessoa é inteiramente transformada ao “nascer de novo” (assunto de uma conversa anterior com o Senhor Jesus). Essa pode ser a experiência de qualquer individuo que crer nEle e na obra que o Messias realizou na cruz do Calvário.

(concluído)

Extraído do devocional “

Nicodemos, que era um deles (o que de noite fora ter com Jesus), disse-lhes: Porventura condena a nossa lei um homem sem primeiro o ouvir e ter conhecimento do que faz? (João 7:50-51).

Nicodemos (2)

A segunda vez que encontramos Nicodemos é no capítulo 7 do Evangelho de João. Os fariseus e os sacerdotes tinham enviado oficiais a fim de prender Jesus em uma das festas que aconteciam em Jerusalém (v. 32). Mas falharam em suas intenções, pois os oficiais não cumpriram a ordem recebida e quando perguntados sobre o motivo, responderam: “Nunca homem algum falou assim como este homem” (v. 46).

Aqueles servos não puderam negar a impressão de que o Senhor Jesus era bem mais do que os fariseus pensavam. Todo desprezo que os fariseus sentiam ficou evidente na pergunta: “Também vós fostes enganados? Creu nele porventura algum dos principais ou dos fariseus? Mas esta multidão, que não sabe a lei, é maldita” (vv. 47-49).

Para a surpresa deles, Nicodemos interveio a favor do Senhor, ainda que hesitante: “Porventura condena a nossa lei um homem sem primeiro o ouvir e ter conhecimento do que faz?”

Nicodemos então percebeu que todo aquele que deseja ficar ao lado do Senhor Jesus tem de compartilhar de Sua rejeição, pois seus companheiros também o reprovaram: “És tu também da Galiléia? Examina, e verás que da Galiléia nenhum profeta surgiu” (v. 52).

Mais tarde, a vida de Nicodemos mostra como a Pessoa de Jesus Cristo causou tão profunda impressão nele a ponto de ser capaz de suportar a zombaria e se tornar um convicto seguidor de do Senhor Jesus.

(continua)

Extraído do devocional “

Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.

Apocalipse 13:1-18

Tendo sido lançado para a terra, o diabo aproveita seu pouco tempo. Ele se valerá de dois instrumentos, duas “bestas” (V. 1 e 11), termo que demonstra que elas não têm nenhuma relação com Deus. A primeira corresponde ao império romano reconstituído. Nele reúnem-se as características dos três impérios precedentes: a rapidez do leopardo (Grécia), a tenacidade do urso (Pérsia), a voracidade do leão (Babilônia) (veja Daniel 7:4-6) . No deserto, o Senhor Jesus recusara receber de presente os reinos do mundo. Agora Satanás os dá ao imperador romano e, em troca, assegura para si a adoração de todo o mundo (V. 4; Lucas 4:5-8).

A segunda besta é uma imitação do Cordeiro, mas sua linguagem a atraiçoa, revelando quem ela realmente é, a saber, o Anticristo. Este exercerá o poder religioso, realizará milagres e sustentará a primeira besta. A vasta multidão de homens que ele seduzirá será marcada como gado com o selo da besta romana. Esses homens são chamados “todos os que habitam sobre a terra” (V. 8,14; 3:10; 6:10; 8:13; 11:10) porque seus interesses e todas as suas aspirações estão na terra. Quão numerosa é essa classe de pessoas hoje em dia! Em contraste, o versículo 6 menciona “os que habitam no céu” (Filipenses 3:19,20). Que nós, os cristãos, demonstremos sem equívoco onde está a nossa morada (Hebreus 11:13,14).

Extraído do “

Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça,

Apocalipse 12:1-18

Esta nova seção é introduzida pelo versículo 19 do capítulo 11. A arca da aliança aparece aí como um sinal de graça que precede os juízos que cairão sobre Israel. Como essa é a nação da qual devia nascer o Messias (representada aqui simbolicamente por uma mulher grávida vestida com o sol), provoca, por isso, a furiosa oposição de Satanás, o grande dragão vermelho. Na Bíblia constatamos que essa inimizade entre a semente da mulher e “a antiga serpente” (V. 9), anunciada já na queda do homem, prosseguiu através de todos os tempos (Veja Gênesis 3:15; Êxodo 1:22; 2 Reis 11:1; Mateus 2:16ss., por exemplo.). Em vão o diabo concentrou os seus esforços para impedir o nascimento e a elevação do Senhor Jesus, e o conseqüente cumprimento dos desígnios de Deus. Cristo e seus santos celestiais – a criança arrebatada para Deus – estão agora fora de seu alcance. Ademais, Satanás logo será atirado do céu para a terra (leia Lucas 10:18; Romanos 16:20), onde vai desencadear sua impotente ira contra o remanescente de Israel. A característica deste remanescente é que “guardam os mandamentos de Deus” (V. 17b). Qual foi para Cristo, e qual é hoje para nós, o segredo do poder e da vitória sobre o Maligno? É ter a Palavra de Deus habitando em nosso coração (Salmos 17:4; Mateus 4:4; 1 João 2:14b).

Extraído do “

ENTÃO disse o Senhor a Moisés: Eis que te tenho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta.

Êxodo 7:1-13 (

Deste modo falou Moisés aos filhos de Israel, mas eles não ouviram a Moisés, por causa da angústia de espírito e da dura servidão.

Êxodo 6:9-30 (

“Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos.” Atos 1.9

A fim de provar o quanto a ressurreição foi real, Jesus permaneceu quarenta dias sobre a terra e se manifestou a muitas testemunhas. Depois Ele foi tomado de seu meio. Para seus discípulos, esses quarenta dias foram como uma escola de fé onde aprenderam a crer na realidade da ressurreição de Jesus. Nosso bendito Senhor também esteve quarenta dias numa “escola de fé” no deserto e deu provas da Sua obediência. Mas depois subiu do Monte das Oliveiras ao céu. O que aconteceu durante a ascensão do Senhor nunca poderemos descrever. Somente a fé imagina o desenrolar dos fatos. Primeiro houve a travessia triunfal da esfera das trevas. Aqui devemos ter em mente o que Paulo disse mais tarde em Efésios 6.12, ou seja, que os principados e potestades estão nas regiões celestes abaixo do céu. Quando o Senhor Jesus subiu ao céu através dessas regiões, todos estes principados e poderes das trevas ficaram imobilizados, pois o Salmo 68 diz: “…levaste cativo o cativeiro.” Isso não significa nada menos que o Vencedor do Calvário tomando em Seu poder os poderes infernais por ocasião da Sua ascensão ao céu. E o episódio final que fecha Sua ascensão ao céu foi Ele se assentando à direita da majestade de Deus.

Extraído do livro “