Orando… por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho (Efésios 6:18-19).

Um assunto importante

O evangelista D. L. Moody pregava o Evangelho em Chicago. Ao deixar o auditório onde havia dirigido uma reunião, notou um homem escorado em um poste com uma expressão melancólica no rosto. Moody gentilmente colocou a mão sobre o braço do homem e perguntou se ele era cristão. O homem o reconheceu, levantou o punho e gritou furiosamente: “Vá cuidar da sua vida!”

“Desculpe por aborrecê-lo”, respondeu Moody, “mas minha vida é exatamente mostrar às pessoas como podem se livrar da culpa que têm diante de Deus e persuadi-las a crer no Senhor Jesus Cristo”. Então, sentindo que nada mais havia a ser feito no momento, foi embora.

Certa noite, aproximadamente três meses depois, o evangelista foi acordado por alguém batendo à porta de sua casa. “Quem é?”, perguntou, mas não reconheceu o nome da pessoa. “O que você deseja?” – “Eu quero me tornar cristão!” Quando Moody abriu a porta, se deparou com o homem que havia ficado muito irado com seu testemunho na rua. O visitante se desculpou pela maneira com que reagira naquela ocasião e reconheceu que sua consciência não lhe havia dado descanso desde então. O Espírito Santo estivera operando no coração daquele homem, e agora Moody podia mostrar-lhe o caminho para Cristo.

Quando os cristãos convidam outras pessoas a receberem a Cristo como seu Salvador, certamente isso é do interesse deles, ou melhor, é do interesse dEle. Por essa razão rogamos com toda sinceridade aos leitores deste calendário devocional, que compreendam o porquê consideramos a propagação do Evangelho como um assunto urgente e importante

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (João 1:14).

Olhos para ver

O Senhor Jesus, a Palavra viva tornada carne, viveu entre nós cheio de graça e verdade. Esse é o testemunho do apóstolo João. Ele e os demais discípulos contemplaram a glória do Senhor. Essa é a base de sua primeira epístola.

O Filho de Deus, sobre quem todo o Antigo Testamento fala e evidencia em muitos tipos, e a quem incontáveis almas aguardavam pela fé, veio ao mundo. Nesta terra de pecado e morte, Ele revelou Deus como luz e amor e deu Sua vida como resgate por muitos (Marcos 10:45).

A verdadeira luz agora brilha nas trevas, e todos, a cujos olhos Deus abre, contemplam Sua glória como o Unigênito do Pai. Uma era maravilhosa começou então e ainda não terminou: a era da graça.

O apóstolo Paulo orou para que Deus iluminasse os olhos do coração dos efésios a fim de que pudessem conhecer a esperança de Seu chamado e as riquezas da glória da Sua herança nos santos (Efésios 1:18). A Igreja é o Corpo de Cristo, “a plenitude daquele que cumpre tudo em todos” (v. 23). Ele mesmo é o Cabeça desse corpo. A Igreja está sujeita a Ele em todas as coisas.

Mas é necessário ter “olhos para ver”. O Senhor falou a Ezequiel: “Filho do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e não vê, e tem ouvidos para ouvir e não ouve; porque eles são casa rebelde” (cap. 12:2). Se nosso coração está rebelde, nossos olhos não poderão ver. Por outro lado, se nosso coração for sujeito e submisso ao Senhor, então nossos olhos verão a glória de Deus, pois “toda a terra está cheia da sua glória” (Isaías 6:3).

Que vos significam estas pedras? (Josué 4:6).

Meditações sobre o livro de Josué(Leia Josué 4:9-24)

Conforme a ordem do Senhor, Josué deixou tirar doze pedras do leito do rio. Ao mesmo tempo, ele amontoou outras doze pedras que as águas iriam cobrir (v. 9). “Que vos significam estas pedras?” (v. 6). O texto de Romanos 6:5 esclarece o significado delas. Aquelas pedras representam os crentes identificados com Cristo em Sua morte (no fundo do rio), bem como em Sua ressurreição (já em Canaã).

A unidade do povo também é expressa pelas doze pedras (doze tribos) que juntas formavam um único monumento. Não esqueçamos que esse ato poderoso foi realizado em favor de todos os redimidos, mesmo que eles não estejam cientes disso. O duplo memorial permanece como testemunha desse fato.

A cruz tornou disponível para mim três extraordinárias libertações, ilustradas pela páscoa, pelo Mar Vermelho e pelo Jordão. A páscoa ensina que sou liberto do julgamento de Deus. O Mar Vermelho prova que fui liberto dos meus inimigos eternos, Satanás e o mundo. Finalmente, o Jordão declara que tenho autoridade para me considerar morto para a carne, essa tirânica inimiga interna. As duas primeiras verdades são nossas quando nascemos de novo, a terceira corresponde ao que chamamos de santidade

Ouvindo, porém, Jesus que João fora preso, retirou-se para a Galiléia;

Mateus 4:12-25

O versículo 16 cita o profeta Isaías (capítulo 9, versículos 1 e 2), porém com uma pequena variação. Nos tempos do profeta, o povo “andava” em trevas. Agora se lê que “está assentado”, ou seja, jaz firmemente numa condição distante da luz de Deus, tendo perdido todo o ânimo e toda a esperança. Porém, este é o momento ideal para que Deus intervenha. Aquele que é a Luz aparece trazendo libertação. À Sua chamada, atraídos por Seu amor, alguns discípulos unem-se a Ele e O seguem – dois aqui, dois ali: Simão e André; Tiago e João. Foi o momento decisivo na vida destes homens, um momento que mudaria toda a vida deles e do qual jamais esqueceriam (cap. 19:27). Sim, imediatamente, no mesmo instante, deixam seu pai, seu barco e as redes. Deixam tudo para seguir a um Mestre como nunca houve, e para executar uma nova tarefa: a de serem pescadores de homens. No momento devido, o Senhor fará deles evangelistas e apóstolos.

Nem todos os cristãos são chamados a abandonar seu trabalho ou renunciar os laços familiares, mas todos ouviram algum dia, em seu coração, uma voz que dizia: “Segue-me”. Você atendeu ao chamado?

Os versículos 23 e 24 resumem de modo admirável toda a atitude do amor do Senhor Jesus.

Extraído do “

A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

Mateus 4:1-11

Revestido do poder do Espírito Santo (Mateus 3:16), Jesus está preparado para cumprir Seu ministério. Porém, como todo servo de Deus, é necessário que seja primeiro posto à prova. Eis por que Ele tem de enfrentar o grande Inimigo. Satanás usa principalmente duas táticas para desviar um homem de Deus do caminho da obediência: ou ele apresenta os terríveis obstáculos do caminho (para Cristo isso representava especialmente a agonia do Getsêmani), ou, ao contrário, mostra as atrações que estão ao lado desse caminho. É esta segunda tática que o diabo usa aqui.

Satanás usa a própria Palavra de Deus para dar à sua tentação uma aparência de piedade. Porém, ao citar o Salmo 91:11-12, toma muito cuidado para não incluir o versículo 13, que faz alusão à sua própria derrota: “Pisarás o leão e a áspide, calcarás aos pés o leãozinho e a serpente”. A áspide é a serpente que, conforme Gênesis 3:15, teria sua cabeça ferida pelo “descendente da mulher”, ou seja, Cristo. Foi ainda no Jardim do Éden, onde nada lhe faltava, que o primeiro Adão sofrera tripla derrota seduzido pela concupiscência da carne, pela concupiscência dos olhos e pela soberba da vida. Mas, no deserto, o Homem perfeito, o Segundo Adão, triunfou sobre a antiga serpente, valendo-Se da soberana Palavra de Deus (1 João 2:16; Salmo 17:4). E, por isso, “naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hebreus 2:18).

Extraído do “

Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia:

Mateus 3:1-17

Como um embaixador que precede uma alta autoridade, João Batista proclama a iminente vinda do Rei. Mas este Rei não poderia tomar o Seu lugar entre um povo indiferente a seu estado pecaminoso. Por essa razão, a pregação de João é um chamado ao arrependimento. Porém, aos fariseus, que vinham ao batismo com espírito de justiça própria, ele anunciava o juízo.

Podemos entender por que João ficou embaraçado quando Aquele, cujas sandálias ele sentia que não era digno de levar, apresenta-Se para ser batizado. Mas no versículo 15, ouvimos as primeiras palavras faladas por Jesus neste evangelho: “Deixa por enquanto, porque assim nos convém…”. O homem sabia apenas fazer o mal; por isso convinha permitir que Deus agisse agora por meio de Cristo para “cumprir toda a justiça” (Romanos 10:3). “Então ele o admitiu”, é o que lemos de João, ainda que fosse ele quem estava batizando. Não é sempre vantajoso para nós permitirmos ao Senhor Jesus agir à Sua maneira?

O Senhor Jesus saiu logo da água visto que não tinha nenhuma confissão a fazer (compare v. 6). E então os céus se abriram para render-Lhe um duplo testemunho: o Espírito Santo descendo sobre Ele tal como o óleo da unção que outrora designava o rei (1 Samuel 16:13). E ouvia-se a mensagem maravilhosa de amor e de aprovação que recebeu de Seu Pai.

Extraído do “

E aconteceu que à tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela manhã jazia o orvalho ao redor do arraial.

Êxodo 16:13-31 (leia aqui)

“Nossos pais comeram o maná no deserto…”, disse a multidão ao Senhor Jesus. Mas Jesus lhes responde que Ele mesmo é “o verdadeiro pão… que desce do céu” (João 6:31-33). Cristo é o alimento do crente; Ele lhe dá a vida eterna e o sustenta. O nosso capítulo fornece muitas instruções práticas de grande importância acerca desse tema: 1. A quantidade de maná colhido dependia do apetite das pessoas (v. 18). Desfrutamos Cristo na medida exata em que O desejamos. E nunca podemos desejá-lo mais que a nossa medida! (Salmo 81:10). 2. O maná só satisfaz as necessidades de hoje, não as de amanhã. Cristo deve ser meu alimento, meu sustento e minha força a cada instante. Se, por exemplo, tenho uma necessidade especial de paciência para hoje, devo encontrá-la meditando na perfeita paciência de Jesus. 3. Por último, os filhos de Israel tinham de colher a sua porção de maná a cada manhã antes que ele derretesse no calor do dia. Alimentemo-nos da Palavra de Deus cedo de manhã, antes que venha a agitação do dia e nos roube a oportunidade de fazê-lo. Não deixamos passar um dia sem alimentarmos o nosso corpo. Assim, nunca privemos a nossa alma do único alimento que pode torná-la viva e próspera: Jesus, o Pão da vida