E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mateus 27:46).

Chorem por vocês

Jesus Cristo, o Salvador do mundo, seguia Seu caminho até o Gólgota, lugar da execução. Em Seu nascimento, um anjo proclamou: “Eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2:10-11).

A alegria tinha dado lugar ao choro e lamentação, pois o próprio povo a quem Ele fora enviado O rejeitou; os líderes não descansaram até que o Senhor Jesus fosse condenado à morte.

É sempre uma cena triste quando um criminoso é levado para ser executado. Neste caso, muitos corações ficaram partidos porque o Senhor havia alegrado a tantos com Suas palavras de graça e curado os doentes através do poder divino. As mulheres que lamentavam estavam totalmente corretas!

Porém, a simpatia não é o suficiente. Quando confrontados com os sofrimentos de Cristo, temos de tomar uma posição. Temos de nos perguntar: “O que tudo isso significa para mim?” O Senhor não pensou em Si mesmo. Ele Se comoveu pelo povo, “Seu povo”, cuja rejeição ao Messias teria horríveis conseqüências. Nós também não podemos simplesmente ter apenas uma “simpatia” por Ele: todos somos igualmente culpados de Sua morte. Somente quando nos voltamos a Deus em fé e cremos em Cristo e na obra que Ele realizou é que podemos obter o perdão de nossos pecados. Isso, sim, é o suficiente para a nossa salvação.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome.

1 João 2:12-19

Paulo vê os cristãos como aqueles que formam a igreja de Deus. Já Pedro os vê como os que constituem o povo celestial de Deus e seu rebanho. E João os vê como membros da família de Deus, unidos pela mesma vida que receberam do Pai. Numa família, geralmente os irmãos e irmãs têm idades e etapas de desenvolvimento diferentes, ainda que a relação filial e a parte da herança do caçula sejam as mesmas que as do filho mais velho. O mesmo acontece na família de Deus. Entramos nela pelo novo nascimento (João 3:3), e em seguida normalmente vem o crescimento espiritual. A criancinha que só sabia reconhecer a seu Pai (veja Gálatas 4:6 e Romanos 8:15-17), logo passa à fase da mocidade e seus conflitos. E o que está em jogo nessas lutas é o seu coração: vai apegar-se ao Pai ou ao mundo? “O Maligno” dispõe de três chaves para introduzir o mundo nos corações: “A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida”.

Finalmente, o jovem se torna (ou deveria tornar-se) um pai que tem experiência pessoal com Cristo.

O apóstolo escreve mais extensamente aos filhinhos. Por causa de sua inexperiência estão mais expostos a “todo vento de doutrina” (Efésios 4:14). Atentemos para não permanecer como criancinhas a vida inteira!

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;

1 João 2:1-11

Com referência ao pecado, estes versículos apresentam várias verdades de grande importância: (1) Durante toda nossa vida teremos o pecado em nós (1:8); (por outras palavras, a carne ou a velha natureza). (2)Até nossa conversão, a carne só havia produzido em nós os frutos que se poderiam esperar dela: temos pecado (1:10). (3) O sangue de Cristo nos purifica de todos os atos que cometemos (1:7). (4)Pelo poder da vida que nos foi dada, ser-nos-á possível não pecar mais Se acontecer de pecarmos – e infelizmente a nossa…(2:1). experiência diária confirma que isso acontece – o Senhor Jesus ainda é nosso advogado. Ele não mais intervém como Salvador, que precisa verter seu sangue, mas como o fiel Advogado perante o Pai, para restabelecer a comunhão.

A obediência (vv. 3-6) e o amor pelos irmãos (vv. 7-11) são as duas evidências de que temos a vida divina em nós. Ademais, o amor pelos irmãos é decorrência da obediência (João 13:34). E, se amamos o Senhor, nunca acharemos seus mandamentos “penosos” (5:3). No versículo 6, Deus no dá um padrão ainda mais elevado. Andar como Ele andou significa mais que obedecer a Seus mandamentos. No Evangelho de João, é-nos apresentado o que é verdadeiro em Cristo, e em sua epístola, o que é verdadeiro em nós (v. 8). Trata-se da mesma vida e ela deve evidenciar-se da mesma maneira (4:17).

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

Então José lembrou-se dos sonhos que havia tido deles e disse-lhes: Vós sois espias, e viestes para ver a nudez da terra.

Gênesis 42:9-24 (leia aqui)

Enquanto esses acontecimentos se davam no Egito, a família de Jacó tinha sido deixada de lado. É como se Deus tivesse dito: “Depois de seu crime e agora que José não está mais entre vós, não tenho mais interesse em narrar a história do que lhes diz respeito”. É assim com a triste história do homem, e em particular de Israel depois de sua rejeição do Salvador. Deus não tem mais nada que dizer ao povo. Mas em Sua infinita paciência, Ele não esqueceu o objeto de Suas fiéis promessas. Ele está apenas esperando o momento certo para restabelecer Seu relacionamento com eles. E o momento certo é o da fome. Se Deus permite aflições, tais como privações e doenças, mesmo aos Seus, é freqüentemente a fim de que Cristo, o verdadeiro José, possa assumir ou reassumir o Seu verdadeiro lugar em nossa vida. Não pensemos que o passar do tempo pode apagar até mesmo o menor pecado; cada um deles está sempre patente aos olhos do Senhor, ainda que os tenhamos esquecido, teremos de prestar contas deles cedo ou tarde ao Senhor.

“Somos homens honestos”, ousaram declarar os irmãos criminosos quando se apresentaram diante daquele que pode provar o contrário e pode causar perplexidade a eles simplesmente ao revelar o seu nome. Como as pessoas podem pensar que são dignas quando na verdade são culpadas de rejeitar a Jesus?

Então acabaram-se os sete anos de fartura que havia na terra do Egito.

Gênesis 41:53-57; 42:1-8 (leia aqui)

Tudo quanto o Senhor prometer certamente será cumprido. Assim acontece com as palavras de José, as quais, na verdade, são do próprio Deus. Acabam os sete anos de fartura e começam os anos de fome.

Deus busca de todos os modos dirigir os pensamentos dos homens para Si. Eis por que neste mundo a paz acaba em guerra, a fartura em privação, e na vida das pessoas a alegria e a aflição vão se alternando. Infelizmente os homens mal pensam em agradecer ao Senhor pelas alegrias que Ele lhes dá, como tampouco, nos momentos de suas aflições, vão a Ele em busca de  socorro. Contudo, do mesmo modo que o Faraó ordenou: “Ide a José” (v. 55), o Espírito de Deus insta os homens a buscar o Salvador. O próprio Salvador chama: “Vinde a mim” (Mateus 11:28). Sim, vamos ao Único que pode dar abundantemente o alimento necessário à nossa alma. Saibamos também tirar proveito dos períodos de abundância espiritual, como por exemplo das reuniões, para encher os “depósitos” de nossa memória e de nosso coração. Em tempos de escassez, de solidão ou de desanimo, aquilo que tivermos estocado nos dará força e alegria no Senhor. Acima de tudo, não esqueçamos o final do versículo 55: “Ide a José; o que ele vos disser fazei” (compare João 2:5).

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo: a tua vara e o teu cajado me consolam.” (Salmo 23.4)

Se pela fé o seu coração encontra consolo nas promessas de Deus, então você segue o caminho dos Seus mandamentos, o que quer dizer que você está interiormente curado da sua incredulidade, como diz o profeta Jeremias. Naturalmente as tentações não deixarão de existir. E evidentemente muitas vezes esse caminho fica escuro, mas “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum.” Em outras palavras: a vereda plana, o caminho da justiça muitas vezes conduz a um vale de sombra e morte. Talvez você, que agora está lendo estas linhas, se encontre bem no meio do vale da sombra da morte. O vale é escuro; você nada pode ver diante de si nem atrás de si. Você só pode olhar para cima. Mas isso basta, pois as Escrituras dizem: “…olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus.” Assim experimentamos e presenciamos o contrário daquilo que o diabo quer. Pois ele quer que você se amedronte no vale da sombra da morte e desanime em meio às dificuldades. Mas o Senhor quer dar a você, no meio do vale escuro, uma profunda comunhão com Ele. Sim, justamente numa hora assim o Senhor é sua luz e sua salvação! Justamente nesse momento você tem motivo para se alegrar ao invés de ficar atemorizado.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

“Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.” (Salmo 23.3)

Aquele que compreende a profundidade dessa promessa se torna forte, confiante e destemido. Se o Senhor conduz você por vereda plana e pelos caminhos da justiça por amor do Seu nome, como seria possível algo estar errado em sua vida? Jamais! Todas as angústias, todo o mau humor, toda insatisfação e todas as queixas vêm da incredulidade. Permita-me dizer a você particularmente: o Senhor só é honrado e glorificado se você aceita as Suas promessas como sendo dEle para você bem pessoalmente. Se aqui está escrito: “Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome”, isso significa por amor ao nome de Jesus. As promessas da Bíblia são garantidas e certas no precioso nome de Jesus, pois está escrito: “Porque quantas são as promessas de Deus tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus.” Essa certeza de ser guiado por vereda plana, por vereda de justiça, consola nosso coração. O mesmo Davi que também tinha essa certeza exclamou: “Percorrerei o caminho dos teus mandamentos, quando me alegrares o coração.” É como um abençoado círculo divino, depois de nos aproximarmos dEle fica mais fácil obedecer ao Senhor.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)