E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda (Mateus 7:26-27).

A história de Johann Sutter

O relato a seguir só poderia ter ocorrido na “terra das oportunidades”. O aventureiro suíço, Johann August Sutter (1803-1880), emigrou para a Califórnia e, beneficiado por circunstâncias favoráveis aliadas à sua habilidade, conseguiu ganhar uma grande fortuna como proprietário de terras e criador de gado. Ele era um homem de talento a quem aparentemente não faltava nada.

Certo dia, alguém descobriu ouro em um rio que ficava próximo à casa de Sutter. Esse foi o início de sua decadência. Na corrida do ouro que se seguiu, milhares de pessoas ocuparam suas terras e as devastaram. Roubo e assassinato eram comuns. Por fim, o infeliz suíço foi obrigado a abandonar suas propriedades. Ele buscou justiça nos tribunais, mas ninguém o apoiou. Sutter morreu na miséria.

Hoje a próspera cidade de San Francisco está situada nas terras que pertenciam a ele. Essa famosa e chocante história verídica deveria nos fazer refletir. Hoje também é imprescindível construir uma casa sobre uma fundação sólida. Mas não estamos nos referindo aos bens materiais, tão instáveis.

Ainda na mesma parábola, Jesus Cristo falou sobre uma pessoa que ouve Suas palavras e as obedece. Ele compara tal indivíduo com um homem que construiu sua casa sobre uma rocha firme.

Ouvir a Palavra de Deus e colocá-la em prática são duas coisas bem diferentes. Quem não cumpre ambos os requisitos é chamado de “insensato”. Johann Sutter trabalhou tanto… mas em vão. Assim acontecerá com os insensatos que viverem só para si mesmos e para este mundo. Será grande a queda deles, pois ninguém escapa da morte e ninguém escapa de Deus. “Louco! Esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12:20).

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada:

1 Pedro 5:1-14

“Apascenta os meus cordeiros… apascenta as minhas ovelhas”, disse o Senhor a Pedro (João 21:15-17). Longe de assumir uma postura presunçosa em função dessas afirmações, Pedro foi superior a outros cristãos (uma posição que o cristianismo lhe atribuiu). O apóstolo, no entanto, se descreve simplesmente como um presbítero (ou supervisor) entre vários outros presbíteros, e os exorta a não se comportar como
dominadores sobre o rebanho do bom Pastor, mas como exemplos (v. 3). As ovelhas não pertencem a eles; eles são responsáveis por elas perante o soberano Pastor. Isto não diminui a responsabilidade dos jovens em se submeter aos presbíteros nem a de todos em se revestir de humildade, a qual pode ser traduzida como “colocar o avental de servo” (v. 5; vide 3:8). A graça é dada ao humilde pelo “Deus de toda graça”.

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”, acrescenta o apóstolo (v. 7). Esta confiança e esta entrega a Deus, entretanto, não nos eximem de ser vigilantes. Satanás, nosso adversário implacável, está à espreita do menor deslize de nossa parte, e resistir a ele significa mais sofrimento (vv. 8-9). Finalmente, as Escrituras nos encorajam a suportar as aflições, seguindo o Exemplo divino, por mais um pouco, antes de experimentarmos a glória vindoura (v. 10; final do versículo 11 do capítulo 1).

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

E JACÓ habitou na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.

Gênesis 37:1-17 (leia aqui)

Começamos hoje com a bela história de José. Provavelmente não há nenhuma outra personagem em toda a Bíblia que retrate de maneira mais completa o caráter do Senhor Jesus. José é o objeto de um grande amor de seu pai e ao mesmo tempo vítima do ódio e ciúmes de seus irmãos, os filhos de Israel (compare João 3:19; Mateus 21:38). Ele testemunhava da maldade deles junto a seu pai (v. 2) e junto a eles acerca de sua futura ascensão, na qual eles se recusavam a acreditar. Do mesmo modo que Cristo, o centro das profecias que dizem respeito à terra (v. 7) e ao céu (v. 9), era a testemunha fiel e verdadeira das obras malignas do mundo (João 7:7) e diante do mundo acerca de Sua glória futura (Mateus 26:64). Jacó fez para José “uma túnica talar de mangas compridas” (v. 3), um sinal visível de seu favor, que nos lembra que Jesus era publicamente apresentado como o objeto das delícias do Pai (Mateus 3:17; Atos 2:22). José é para todos nós um modelo de obediência. “Eis-me aqui”, respondeu ele (v. 13), quando seu pai o manda visitar seus irmãos que, entretanto, o odiavam. Mas quanto maior é o exemplo do Senhor Jesus! Em perfeita obediência, Ele se colocou à disposição quando o Pai Lhe quis enviar: “Eis aqui venho… Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu” (Salmo 40:7-8).

“Onde está, ó morte, a tua vitória? onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.” (1 Coríntios 15.55-57)

Como quinta conseqüência consideremos o efeito da morte de Jesus em relação à morte. A morte é uma realidade terrível. Isso milhares de pessoas já experimentaram quando se encontravam ao lado da sepultura de algum ente querido. Também o Senhor Jesus jamais ignorou a realidade da morte. Quando Ele chegou para ressuscitar seu amigo Lázaro que já se encontrava quatro dias na sepultura, Ele até chorou ao lado do sepulcro. Mas assim como a morte é uma dura realidade, existe uma outra realidade que é maravilhosa: essa mesma morte que nos inspira tanto pavor perdeu seu poder e sua força por meio da morte de Jesus. Embora o crente fique cada vez mais velho, e esteja se aproximando inexoravelmente do dia em que partirá deste mundo, a pessoa que crê em Jesus se encontra dentro do raio de ação da promessa do Salmo 92. E, conforme as palavras do apóstolo Paulo, essa pessoa constantemente rejuvenesce em seu interior: “…mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia.” Essa pessoa é possuidora da juventude eterna, pois no Salmo 103.5 está escrito que nos renovamos como a águia. Esse é o fato maravilhoso: através da Sua morte, Jesus Cristo nos reconciliou com Deus! Ele nos libertou do poder de Satanás, Ele nos salvou do caráter deste mundo e nos deu a vida eterna.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)