E não podia fazer ali obras maravilhosas; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. E estava admirado da incredulidade deles (Marcos 6:5-6).

Algo que faz o Criador se admirar

É espantoso lermos que Jesus Cristo, o qual deu provas de ser Senhor sobre a vida e a morte ao ressuscitar mortos, que expulsou demônios, a quem as ondas e o vento obedeceram, não pôde fazer nenhuma obra poderosa em Sua cidade natal, Nazaré. Qual foi o obstáculo?

Ao examinarmos toda essa passagem, o que recomendamos aos nossos leitores, descobrimos a razão: havia ali uma concentração de incredulidade e resistência, quase uma total rejeição à Sua Pessoa. “De onde lhe vêm estas coisas?… Não é este o carpinteiro?” (vv. 2 e 3). Essas palavras exalam desconfiança.

A causa naturalmente não era a incapacidade do Senhor. Isso fica claro no comentário do evangelista Marcos: “somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos”. O relato parece contrastar tais curas e as poderosas obras, como se aquelas fossem insignificantes para Jesus. Mas elas eram tão grandes quanto as outras. O significado dessa passagem é que Jesus Cristo, embora sendo o Salvador do mundo, foi impedido de realizar mais milagres ali.

Em outras palavras: Deus não pode ajudar alguém que recusa a salvação que Ele oferece à humanidade por meio da obra de Seu Filho, Jesus Cristo, na cruz do Calvário. No entanto, é desejo do próprio Jesus Cristo ver o resultado do maior milagre de todos: os pecadores libertos do fardo de seus pecados pela fé em Seu sangue derramado. Foi por esse motivo que Ele veio ao mundo. As curas, os milagres, as grandes obras que Ele realizou – e ainda hoje realiza – são meios para demonstrar a bondade e o favor de Deus para conosco.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo;

1 Pedro 4:12-19

No céu, não cansaremos de meditar nos sofrimentos do Senhor Jesus; eles serão o inesgotável tema de nossa canção. Contudo, a oportunidade de participar destes sofrimentos aqui na terra terá acabado. Sofrer com Cristo é uma experiência mais íntima e mais intensa do que sofrer por Ele. Participar de Suas dores, conhecer a ingratidão, o desprezo, a contradição, a injúria (v. 14), a ostensiva oposição que Ele encontrou, é realmente conhecê-LO em todos os sentimentos que teve. O desejo ardente de Paulo era “o conhecer… e a comunhão dos seus sofrimentos…” (Filipenses 3:10). Mas existe um tipo de aflição que Cristo não podia experimentar: a aflição dos que praticam o mal. Não podemos escapar das conseqüências de nossos erros. Um cristão desonesto colherá o que semeou e se ele se meter em negócio alheio poderá ser punido. A parte mais triste não é a confusão em que nos metemos, mas a desonra atribuída ao nome do Senhor. Por outro lado, sofrer como cristão, a saber, como Cristo sofreu, equivale a glorificar a Deus com esse nome maravilhoso (v. 16; Atos 4:17, 21).

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

E ESTAS são as gerações de Esaú (que é Edom).

Gênesis 36:1-28 (leia aqui)

A família de Jacó está agora completa com o nascimento de Benjamim (35:24). Mas paralelamente a família de Esaú também está prosperando. Inclui numerosos príncipes como também reis (vv. 15-19). Alguns jovens estão ávidos por se tornarem líderes, mas quanto é melhor obedecer ao Senhor e servir os Seus do que ter autoridade sobre um grande número de pessoas. O Senhor ensina este princípio a Seus discípulos: “Sabeis que os julgam ser príncipes das gentes delas se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre; elas mas entre vós não será assim; antes… qualquer que, dentre vós, quiser ser o primeiro será servo de todos” (Marcos 10:42-44).

Entre os poderosos mencionados neste capítulo, um deles “achou as caldas no deserto”, uma figura de todas as decepções deste mundo e daquilo que nunca saciará a sede de alguém (v. 24). Outro, Amaleque, se tornaria um dos mais encarniçados inimigos de Israel, e com o qual o povo terá de lidar durante toda a sua história.

O final do versículo 8 nos recorda que Esaú é Edom! O nome de Jacó, o enganador, fora mudado para Israel, que quer dizer o príncipe de Deus, enquanto o nome de Esaú fora mudado para Edom (25:30), o qual significa “vermelho”. Que terrível ironia! Este homem e seus descendentes, de geração em geração, foram condenados a levar o nome de um prato de comida pelo qual ele trocou a sua bênção.

“Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.” (1 João 2.15-16)

Se temos em mente a quarta conseqüência da morte de Jesus por nós, então também devemos nos perguntar quem é, afinal, o dominador, o deus do mundo em que vivemos. O deus deste mundo é Satanás. Mas justamente bem no centro deste mundo, o Filho de Deus morreu e venceu Satanás. Portanto, aquele que crê na crucificação e na morte de Jesus também deve se considerar crucificado e morto para as coisas do mundo, e protegido do espírito que o rege. Essa é a finalidade da morte de Jesus, como diz Gálatas 1.4: “…o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai.” Você não acha terrível que ainda existam cristãos que se recusem a se separar e afastar deste mundo perdido? Qualquer entrelaçamento e mistura consciente com o espírito e com a maneira de pensar deste mundo significa crucificar Jesus outra vez. Ao tornar-se crente, a pessoa entra numa nova dimensão através do renascimento, pois está escrito: “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” Na prática, apesar de continuarmos vivendo neste mundo, pelo poder da morte de Jesus não mais fazemos parte dele.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)