Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz… Aprovando o que é agradável ao Senhor (Efésios 5:8,10).

Fazendo a própria obra ou a obra de Deus?

As crianças geralmente começam a andar por volta de um ano de idade. Mas são necessários alguns anos até que possam desenvolver plenamente a habilidade manual para desenhar ou cortar algo com a tesoura, por exemplo.

Isso é algo muito similar ao que acontece com o desenvolvimento espiritual normal dos filhos de Deus. Primeiro os crentes colocam sua fé no Senhor, depois têm de aprender a andar com Ele. Esse relacionamento deve preceder as atividades e as boas obras. No entanto, como é comum os jovens crentes desejarem fazer algo pequeno e até mesmo grande para o Senhor antes de aprenderem a viver como cristãos no mundo.

Não devemos ser inativos como filhos de Deus. Tendo em vista o número de pessoas que ainda não se reconciliaram com Deus, certamente precisamos ser “firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor” (1 Coríntios 15:58).

Temos de nos perguntar: Tenho um relacionamento sólido com Deus? A obra que faço para Ele está de acordo com a vontade e a mente do próprio Deus? Estou realmente fazendo a tarefa que Ele designou para mim? O que faço é fruto do meu relacionamento com o Senhor Jesus? Se todas as respostas forem sim, então tudo está em ordem. Se não, você está se esforçando em vão, está fazendo a sua própria obra e não a do Senhor. A conseqüência final disso? Você está edificando com “madeira, feno, palha” (1 Coríntios 3:12), materiais que não resistem ao fogo quando chegar o tempo em que todas as obras forem julgadas. Nossas obras têm de ser resultado de uma íntima comunhão com o Senhor e Mestre. Somente assim teremos Sua aprovação e a bênção dEle nos acompanhará.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado,

1 Pedro 4:1-11

O Senhor Jesus fatigou-se grandemente com o pecado que teve de enfrentar. Ele agora descansa após ter vencido o pecado por meio de Sua morte. Da mesma forma, o cristão deve acabar com as paixões dos homens. Queridos amigos, não nos basta o tempo precioso que desperdiçamos, antes de nossa conversão, no nadar insensato rumo à morte? Vivamos agora o resto de nossa vida “segundo a vontade de Deus”. Nosso novo comportamento certamente contrastará com o do mundo ao nosso redor. O mundo estranhará a nossa abstenção dos prazeres corruptos. Sofreremos pressão, seremos motivos de chacota e dirão coisas horríveis a nosso respeito. Por quê? Porque o mundo se sente condenado pela nossa separação, visto que serão condenados pelo grande Juiz (v. 5). Justamente por causa da iminência deste julgamento é que devemos controlar nossa conduta, buscando a moderação, a vigilância, a oração e o amor fervoroso (final do versículo 22 do capítulo 1). O amor, por sua vez, é expresso de várias maneiras: buscando a restauração de nossos irmãos (final do v. 8), sendo hospitaleiros sem murmuração, usando os dons da multiforme graça de Deus para o benefício mútuo. É dessa forma que, no céu, o Senhor Jesus segue glorificando ao Pai aqui na Terra (este é o Seu maior desejo) por meio da vida dos Seus remidos (v. 11; João 17:4, 11 e 15:8).

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

E partiram de Betel; e havia ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, e deu à luz Raquel, e ela teve trabalho em seu parto.

Esta é uma nova fase na vida de Jacó. Durante sua peregrinação, acontecem simultaneamente o nascimento de Benjamim e a morte de Raquel. Na jornada cristã também se alternam alegrias e tristezas. Como Jacó, o cristão pode “levantar colunas” — erigir marcos memoriais (vv. 14, 20).

Cada um dos nomes dado à criança nos fala do Senhor Jesus. Benoni, o filho de minha aflição, é o nome dAquele que Israel pranteará “como quem pranteia por um unigênito” (Zacarias 12:10). É o nome dAquele que fora afligido na terra, Homem de dores, que Se submeteu ao sofrimento. Mas ao mesmo tempo Ele é o verdadeiro Benjamim, o Filho à destra de Deus, a quem foi dito da parte de Deus: “Assenta-te à minha direita” (Salmo 110:1, um versículo citado muitas vezes no Novo Testamento). Os dois nomes são inseparáveis e atribuídos à mesma pessoa. Eles nos lembram que os sofrimentos e as glórias de Cristo não pode ser separados (1 Pedro 1:11).

Ainda outro nome em nossa leitura nos faz pensar em Jesus: Belém (v. 19), onde o Salvador deveria nascer. Ali está a sepultura de Raquel, o lugar de grande pranto mencionado no começo do evangelho de Mateus (2:18), mas também o lugar onde haveria de ser anunciado o maior motivo de alegria de todos os tempos (Lucas 2:10-11).

“E a vós outros também, que outrora éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte…” (Colossenses 1.21-22)

Aqui temos a terceira conseqüência da morte de Jesus: a relação com a nossa culpa. Se Romanos 5.10 diz que somos reconciliados com Deus pela morte de Seu Filho, então perguntamos: mas o que acontece com nossos incontáveis pecados que praticamos? Diante dessa questão, eu fico imensamente grato a Deus por termos na Bíblia a passagem de 1 Coríntios 15.3, que fala expressamente no plural: “…que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras.” Por isso você e eu podemos saber com absoluta certeza: a morte, o sangue de Jesus derramado apagou toda a nossa grande culpa. A esse respeito lemos em Colossenses 2.13-14: “…perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós…” Isso não é maravilhoso? O sangue imaculado do Filho de Deus apaga os nossos pecados, e de tal maneira como se nossos pecados nunca tivessem existido! O próprio Deus pagou o mais alto preço com o sangue de Seu próprio Filho amado! Por isso, as Escrituras repetem tantas vezes que Ele “morreu por nós” e que “…Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.”

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)