Ouviste-me, das pontas dos bois selvagens. Então declararei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação (Salmo 22:21-22).

Agradecer a Deus por Cristo

Quando as três horas de trevas acabaram e passou o tempo em que Deus O abandonou, chegou o momento da libertação do Senhor Jesus, quando foi salvo da boca do leão. Aqui entramos na esfera dos imensuráveis resultados da obra do Calvário.

O primeiro deles é a adoração de Cristo ao Deus que O libertara. Em meio aos santos, o Senhor Jesus louva a Deus por salvá-Lo de tal agonia e nos encoraja a tomar parte nessa adoração pelo fato do Pai tê-Lo ressuscitado. Provavelmente, não pensamos muito nisso. Temos, sim, de agradecer a Deus por ter salvo o Senhor Jesus da morte. Se Deus não fizesse isso, não haveria salvação, não haveria nada!

Se tivéssemos mais sensibilidade para compreender o horrendo teste pelo qual Cristo passou, por Seus sofrimentos, Seu desamparo, Seu abandono, essa nota de adoração certamente estaria mais presente em nossa vida. Louvamos a Deus pelo o que Ele fez por nós, mas quase nunca O agradecemos pelo o que Ele fez a Cristo!

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom?

1 Pedro 3:13-22

Cristo padeceu na cruz, o Justo pelos injustos (v. 18). Em retribuição, foi-nos dada a graça de padecer um pouco por Ele (Filipenses 1:29). Ao fazermos o bem, podemos padecer com Ele, assim como Ele padeceu (v. 14). Afinal, o Senhor se compadece de todos os nossos sofrimentos (v. 12).

O verso 14 declara que somos bem-aventurados se viermos a sofrer por causa da justiça (leia também Mateus 5:10). Que Deus nos guarde contra o temor dos homens e nos conceda o Seu temor juntamente com a mansidão para testemunharmos a todo tempo da esperança que temos… Mas será que você também tem esta esperança, caro leitor?

Entretanto, se nos comportarmos indignadamente, nosso evangelismo incitará o desprezo dos homens, o qual nos é devido, contra o próprio Senhor. Que o Espírito de Cristo nos use para advertir nossos companheiros da mesma forma que Ele usou Noé, durante o tempo que construía a arca, para pregar aos descrentes de sua época (vv. 19. 20). O dilúvio é uma figura do julgamento que está prestes a recair sobre o mundo. Esta figura nos fala sobre morte e o salário do pecado. De forma figurativa, os crentes atravessam o dilúvio por meio do batismo e se refugiam na arca, que é Cristo. Foi ele quem padeceu a morte em nosso lugar e com Ele ressuscitamos para uma nova vida (vv. 21, 22).

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

DEPOIS disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel, e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu, quando fugiste da face de Esaú teu irmão.

Gênesis 35:1-15 (leia aqui)

Depois dos vergonhosos eventos ocorridos em sua família, Jacó ficou turbado e desencorajado (34:30). Deus não quer deixá-lo neste estado e fala-lhe uma vez mais: “Levanta-te, sobe a Betel e habita ali; faze ali um altar ao Deus que te apareceu”. Betel, a casa de Deus, é o lugar de Sua presença. Essa mesma voz divina conclama o cristão, a cada primeiro dia da semana, a se desocupar dos negócios terrenos e a se dispor ao lugar onde o Senhor prometeu a Sua presença, para adorá-Lo em espírito e em verdade. Mas, antes que pudesse obedecer, como Jacó bem sabia, algo era essencial. Suas tendas ocultavam coisas impróprias à santa presença de Deus — mesmo que fossem apenas os ídolos domésticos de Labão que permaneciam na tenda de Raquel. Tolerados tanto tempo, esses “deuses estranhos” deviam ser implacavelmente lançados fora antes da apresentação perante o Senhor. Somente então Jacó pôde subir a Betel, um lugar que ele agora não considera mais “terrível”. Ali ele edifica um altar, lembrando com gratidão as bênçãos que tinha recebido, e ouve de Deus a confirmação de todas as Suas promessas. Quando o adorador julga e abandona o que era incompatível com o seu elevado serviço, é coberto na presença de Deus de numerosas bênçãos de imensurável valor (Oséias 14:8).

“Por isso mesmo convinha que, em todas as cousas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas cousas referentes a Deus, e para fazer propiciação pelos pecados do povo.” (Hebreus 2.17)

Essa passagem nos mostra uma segunda conseqüência da morte de Jesus. Ela se refere a Satanás, o grande adversário. Satanás é o inimigo mortal do homem, pois ele seduziu o homem ao pecado. E porque a morte é o salário do pecado, Satanás foi o príncipe e detentor da morte até o Cordeiro morrer. Eu digo expressamente “até” Jesus morrer, pois por meio da Sua morte Ele nos libertou de uma morte tripla.

Em primeiro lugar, Ele nos livrou da terrível morte eterna, pois sem a morte sacrificial de Jesus, depois de nossa morte cairíamos nas mãos de Satanás.

Em segundo lugar, Ele nos libertou do terrível pavor da morte. Durante a vida passamos pelo pavor da morte inúmeras vezes. Mas lemos em Hebreus 2.15: “…e livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.”

Em terceiro lugar, Ele nos livrou de ficarmos para sempre sem a reconciliação com Deus. Quando o Cordeiro de Deus morreu, tudo foi colocado novamente nos devidos lugares: de filhos de Satanás, filhos da morte, passamos a ser filhos de Deus.

Demos graças ao Senhor Jesus que nos reconciliou com Deus, nos libertou das garras de Satanás e do poder que ele tinha sobre nós através do pecado.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)