E dar-vos-ei um coração novo (Ezequiel 36:26).

Problema de coração

Aconteceu em 1967. Pela primeira vez na história da medicina, um paciente recebeu um coração novo. Nunca antes um cirurgião havia arriscado tal procedimento. Para L. Washansky, de 55 anos, nenhum outro tratamento parecia possível: ele tinha uma séria doença cardíaca que certamente o levaria à morte. Então, chegou o dia decisivo. Sábado, 3 de Dezembro: uma equipe médica do Hospital Groote Shur, em Capetown, África do Sul, transplantou o órgão durante uma operação que durou cinco horas.

O procedimento foi um sucesso, não houve complicações. Depois, o mundo inteiro acompanhou a luta do médico contra a rejeição do coração transplantado pelo organismo do paciente. Mas todas as esperanças foram por água abaixo quando Washansky contraiu pneumonia. O primeiro ser humano a receber um coração transplantado morreu dezoito dias após a cirurgia.

Não é à toa que se usa a palavra “coração” como um símbolo da personalidade humana, o centro de nossa vontade. E nesse sentido, temos de admitir que nosso coração é doente, fatalmente doente, devido ao pecado enraizado nele. A Bíblia descreve a situação de maneira bastante clara: “Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco” e “Toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Isaías 1:5; Gênesis 6:5).

Tal situação não precisa continuar assim: a cura, ou melhor, a total mudança é possível. Existe um médico que pode nos auxiliar nesse caso. Ele já transplantou milhões de corações. O resultado não é somente uma sobrevida, mas a vida eterna, uma vida em comunhão com Deus e que não tem fim quando a morte física chega. Esse médico é ninguém menos que o Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus. Para todos os que confessam seus pecados a Ele, crêem na obra expiatória da cruz, e O recebem como Senhor e Salvador, Jesus Cristo dá um novo coração e uma nova natureza que provém de Deus. “E lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne; para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os cumpram; e eles me serão por povo, e eu lhes serei por Deus” (Ezequiel 11:19-20).

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor, quer seja ao rei, como soberano,

1 Pedro 2:13-25

Espera-se que todo cristão respeite a ordem estabelecida, não por medo da lei, mas pelo maior motivo que pode mover seu coração: o amor a Deus (v. 13; João 15:10). Nós somos servos somente do Senhor (v. 16), e é Ele quem dita como devemos agir com os outros. É fato que nem todo chefe é “bonzinho e gentil”, e alguns chegam a ser bem irritantes. Contudo, nosso testemunho é muito mais significativo e expressivo quando enfrentamos dificuldades. As injustiças, os insultos e toda sorte de aflições oferecem aos filhos de Deus ótimas oportunidades para glorificá-LO. Lembrem-se de que Jesus, o Varão de dores, já trilhou este caminho antes de nós. Certamente Cristo nunca teve nem jamais terá imitadores à altura de Sua obra de redenção – “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (v. 24). Por outro lado, em nosso caminhar de justiça (e conseqüentemente de sofrimento), Ele é o nosso exemplo perfeito (1 João 2:6). A oposição e a perversidade dos homens apenas serviram para revelar Sua paciência, bondade, humildade, sabedoria e completa confiança em Deus… Benditos são os passos de quem devemos seguir. Desta forma cumpriremos o mandamento final do Senhor para Pedro: “Segue-me” (João 21:22).

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

E levantou-se aquela mesma noite, e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque.

Gênesis 32:22-32 (leia aqui)

A história de Jacó registra uma segunda noite memorável. A luta de Jacó com o anjo é como um resumo de toda a sua vida passada. Ele sempre buscou as bênçãos mediante seus próprios esforços; opondo-se, desta forma, a Deus. Agora ele precisa constatar que a força do homem não pode triunfar nem prevalecer. Basta um simples toque de Deus (v. 25) e sua força é completamente destruída. Jacó agora é forçado a deixar de confiar em si mesmo. Ele está aprendendo a verdade fundamental da vida cristã: “quando estou  fraco, então, sou forte” (2 Coríntios 12:10). E é nesse momento que ele triunfa ao declarar pela fé: “Não te deixarei ir, se me não abençoares” (v. 26; Oséias 12:40). Esta é a vitória da oração! Jacó obtém a bênção na forma deste novo nome: Israel, o qual é tão importante nos conselhos de Deus, na Escritura e na história. Este nome nos fala de Cristo, o Vitorioso, o Príncipe e verdadeiro Israel de Deus.

Prezados cristãos, Deus quer nos tornar vitoriosos. Se Ele nos detém num caminho segundo nossa própria vontade e remove a nossa força carnal, é com a finalidade de nos conceder Seu poder.

Jacó sempre deveria lembrar-se de Peniel. Sua bengala continuamente o recordaria disto. A juntura de sua coxa fora deslocada, mas sua alma fora libertada (Romanos 7:24-25).

“Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito.” (João 19.30)

A morte de Jesus é um acontecimento tão inconcebível que com palavras humanas jamais poderemos descrevê-lo em toda a sua profundidade. Pois quando Jesus morreu não morria alguém com vida passageira, condicionada pelo tempo e pelo espaço, mas morria o único que tinha a imortalidade dentro de si. Naquela ocasião, Deus morreu em Jesus Cristo; naquela ocasião, morreu a vida eterna. Mas, em essência, a vida eterna não pode morrer – pois seria uma contradição; um poder ainda maior deve ter estado por detrás dos fatos. E esse poder foi o amor dominante e imperioso do Pai e do Filho! Lemos isso de modo profético em Cantares 8.6: “…porque o amor é forte como a morte.” Quando a vida eterna personificada bradou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, Deus se calou: “…calar-se-á por seu amor” (Sf 3.17, ERC). Assim, a palavra da cruz, em toda a sua extensão, no que diz respeito a nós, que seremos salvos, é de fato um poder de Deus, como diz 1 Coríntios 1.18. Mas para o mundo é uma loucura, pois o que um homem natural pode fazer com um Cristo crucificado? Nosso Senhor entregou Sua vida voluntariamente. Ela não lhe foi tirada, pois primeiro Ele inclinou a cabeça, e só depois é que ele morreu.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)