E no terceiro dia foi anunciado a Labão que Jacó tinha fugido.

Quando avisam Labão sobre a fuga de Jacó, Labão parte depressa em busca dele e o alcança na montanha de Gileade. Como homem mundano, astuto e hipócrita, Labão usa de palavras lisonjeiras (v. 27), embora seu coração estivesse cheio de inveja e suspeita. Ele finge ter grande afeição por suas filhas e por seus netos, embora só fosse solícito mesmo para com os seus próprios interesses (v. 15). Finge ter temor a Deus (vv. 29 e 53) enquanto procura avidamente pelos seus falsos deuses.

É triste ver Raquel atribuir valor aos ídolos. Podemos afirmar com certeza que Rebeca havia deixado aqueles objetos para trás, quando partira com o servo de Abraão. Em nosso caso, os ídolos do lar correspondem às coisas do mundo que não decidimos abandonar, as quais cremos poder carregar conosco na caminhada rumo à nossa pátria celestial. É até possível escondê-las por algum tempo dos olhos de todos no mais profundo de nosso coração. Que Deus, que a tudo vê, possa nos conceder discernimento para e rejeitar resolutamente tudo aquilo ao que dedicamos os nossos afetos e que rouba o lugar pertencente ao Senhor Jesus! Essas coisas é que são nossos ídolos!

Por fim, Jacó e Labão se separam um do outro. O “montão” representa a fronteira entre eles (v. 46). Não há um território comum para o crente e o homem do mundo, mesmo entre integrantes de uma mesma família.

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