E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor (Isaías 11:2).

O Espírito Santo em Isaías, capítulo 11

Os primeiros versículos de Isaías 11 são uma profecia diretamente relacionada a Cristo, o Filho de Davi. Quando veio ao mundo, Ele era o ramo que surgiu da raiz de Jessé. Após Seu batismo no Jordão, o Espírito Santo veio e permaneceu sobre Ele. Ele era Aquele sobre o qual o Espírito de Deus pôde encontrar um lugar permanente nesta terra, pois era absolutamente sem pecado. O versículo de hoje fala desse Espírito e de Suas características peculiares.

Em Isaías 11, o Senhor Jesus não é apresentado simplesmente como um Homem humilde, descendente de Jessé, mas também como futuro Governador e Juiz. “Não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos. Mas julgará com justiça aos pobres” (vv. 3-4).

As características do Espírito mostradas aqui estão relacionadas ao futuro domínio de nosso Senhor. O “espírito de sabedoria e entendimento” fala sobre Suas qualidades pessoais. Ele não é a própria sabedoria personificada (Provérbios 8)?

O “espírito de conselho e fortaleza” se refere ao Seu relacionamento com Seu povo, o qual está sob Sua perfeita liderança.

Por fim, o “espírito de conhecimento e de temor do Senhor” descreve, por um lado, a habilidade de conhecer a Deus e, por outro, o verdadeiro relacionamento do homem com o Deus que se fez conhecido. Aqui vemos Cristo, que, como Homem perfeito, jamais deu um passo que não estivesse em concordância com a vontade de Deus.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

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De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?

Tiago 4:1-12

As disputas entre os filhos de Deus revelam de forma evidente os desejos carnais de ambas as partes. O Senhor nos ensina que isto é, na verdade, um obstáculo para que nossas orações sejam respondidas (leia Marcos 11:25). Existem duas razões para não obtermos resposta: a primeira é porque não pedimos, “pois o que pede, recebe” (Mateus 7:8); a segunda razão é porque pedimos mal. Isto não se refere, contudo, à forma desajeitada de proferir nossas orações (de qualquer modo, “não sabemos o que havemos de pedir como convém” – Romanos 8:26), mas sim a finalidade destas orações. Oramos para glorificar o Senhor ou para satisfazer nossos próprios desejos? Estes são princípios conflitantes. Amar o mundo é trair a causa de nosso Deus, pois o mundo declarou guerra contra Ele ao crucificar Seu Filho; não há espaço para a neutralidade (Mateus 12:30).

A inveja e a luxúria são os ímãs com os quais o mundo nos atrai. Todavia, aos que Lhe pertencem, Deus dá graça infinitamente maior do que o mundo pode oferecer (v. 6; Mateus 13:12). Dela desfrutam os que aprenderam a ser mansos e humildes com o Salvador (Mateus 11:29). Mas, para provar as virtudes da graça devemos primeiramente reconhecer nossa própria miséria (vv. 8-9; veja também Joel 2:12-13).

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

Depois disse Labão a Jacó: Porque tu és meu irmão, hás de servir-me de graça? Declara-me qual será o teu salário.

Gênesis 29:15-35 (leia aqui)

A vida de Jacó é uma história de disciplinas ou, em outras palavras, a de uma escola que Deus faz os Seus cursar. Trata-se de uma escola rígida, pois Hebreus 12:11 declara — e a nossa própria experiência confirma — que nenhuma disciplina no momento parece ser motivo de alegria, mas de tristeza! Mas o objetivo de Deus é o nosso “aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade” (Hebreus 12:10). A “aula” de Jacó durará vinte anos, os quais ele passará em condições próximas à de uma escravidão. E como Deus lhe ensina as lições? Permitindo que lhe sucedam as mesmas coisas que ele fez a outros. Jacó, cujo nome significa “enganador” (um nome que lhe cai bem), será, por sua vez, enganado e despojado. Ele enganara o próprio pai ao fazer-se passar pelo mais filho velho, embora fosse o mais jovem. Agora terá de tratar com um pai que o engana, dando-lhe sua filha mais velha pela mais jovem! Quantas vezes só descobrimos o aborrecimento que causamos ou a maldade de nossas ações quando sofremos a mesma coisa da parte de outros (Juízes 1:7). A única coisa alegre que nos é apresentada neste capítulo é o amor e a devoção de Jacó por Raquel. Faz-nos considerar o amor dAquele que, a fim de nos ganhar, veio a ser o Servo perfeito.

“Pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele.” (Efésios 3.12)

Deus não pode ser experimentado através de nossos cinco sentidos, mas, sim, através da fé em Jesus Cristo. “Mesmo que meus sentimentos me digam mil vezes não, eu quero confiar na Tua Palavra!” Há muito eu teria naufragado se tivesse confiado nos meus sentimentos volúveis e nas minhas emoções muitas vezes destrutivas. Vivo pela fé, muitas vezes sem nada sentir, em meio às maiores tentações e tempestades, mas em comunhão ininterrupta com o Senhor. A fé é um mistério. Mas assim mesmo ela é maravilhosamente simples: ter fé é se entregar ao Senhor poderoso. Então se torna experiência pessoal o que o autor de um conhecido hino expressou da seguinte maneira: “Estou seguro nos seus braços, estou seguro no seu peito.” Porém, essa segurança nos braços de Jesus, essa proximidade ao peito do Senhor só será uma experiência contínua em nossa vida através da leitura bíblica e da oração. Pela Bíblia, Deus fala a nós, e, por meio da oração, nós falamos a Ele.

No fundo é tudo muito simples: recebemos tudo o que Deus nos oferece por meio de Jesus Cristo, em uma confiança infantil, não com o intelecto, mas com o coração. O Senhor diz: “Dá-me, filho meu, o teu coração.” Se você ainda não o fez, faça-o ainda hoje!

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)