Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta.

Tiago 1:13-27

Nos versículos 2 e 12, a palavra tentação significa uma prova externa, a qual Deus permite acontecer para nosso bem e, ao final, para nosso gozo. No versículo 13, ser tentado possui um significado diferente: a palavra supõe o mal. Interiormente, somos atraídos às tentações por nossa própria concupiscência. Como poderia Deus ser a causa disto? Não há trevas no “Pai das luzes” (vide 1 João 1:5). Aquele que nos enviou Seu próprio Filho nos dá juntamente com Ele “toda boa dádiva” (Romanos 8:32). A fonte do mal se encontra em nós mesmos: pensamentos malignos que dão origem a palavras e ações más. Todavia, não basta apenas ter consciência disto, caso contrário, seremos semelhantes àquele que vê sua face suja em um espelho mas não a lava logo. A palavra de Deus é o espelho. Ela mostra o homem tal como ele é; ela o ensina a fazer o bem (4:17) – mas não pode fazê-lo em seu lugar.

Em que consiste a “pura religião” reconhecida por Deus, o Pai? Não são os cerimoniais vazios aos quais o homem chama de “religião”. Ela nasce de duas posições que o Senhor deixou a Seu povo: no mundo – para manifestar o Seu amor; não do mundo – preservando-se puro de sua influência (v. 27; João 17:11, 14, 16).

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

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