E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno (Mateus 5:30).

Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia! (1 Coríntios 6:12).

Somos escravos de nossas atividades?

A parábola de Lucas 14:15-24 nos conta a história de um homem que oferece um banquete. Ilustra o convite que Deus faz a todos os seres humanos, porque Ele deseja encher o céu, esse glorioso lugar de felicidade. Porém – que coisa estranha! –, os convidados parecem competir entre si para ver quem acha a desculpa mais esfarrapada. Um deles explica: “Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado”. Às vezes agimos como essa pessoa. O homem moderno se acha tão imerso em suas atividades que permanece surdo ao convite divino. Em nossos dias, essas cinco juntas de bois podem ser novas máquinas, um carro, um computador, etc. Que tipo de coisa nos impede de acertar nossa vida com Deus? Sacrificaremos a felicidade eterna por uma ocupação passageira? Isso nos faz pensar em Esaú, que trocou a bênção divina por um prato de comida.

Para nós que cremos no Senhor Jesus, o Salvador do mundo, será que alguma atividade, por mais apaixonante que seja, está atrapalhando nosso relacionamento com Deus? O perigo é que tais coisas passem a ocupar tanto lugar em nossa vida que se tornem ídolos aos quais sacrificamos nosso tempo livre!

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

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Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia.

Hebreus 11:8-16

Mais uma vez na Bíblia, Abraão e sua família são escolhidos por Deus, desta vez para nos ensinar o que é a fé. “Abraão, quando chamado, obedeceu.” Obedecer a alguém sem conhecer suas intenções é prova de inteira confiança. Quando é Deus que manda, a fé é capaz de “ir” (v. 8), mas também de ficar (v. 9).

O patriarca decidiu “habitar em Harã” (Atos 7:4) quando deveria ter ido para Canaã; decidiu descer ao Egito quando deveria ficar na terra onde morava (Gênesis 12:10). Mas Deus preferiu não levar em conta estes erros, da mesma maneira que preferiu permanecer em silêncio sobre o riso de Sara, sobre o triste fim da história de Isaque e sobre a triste partida de Jacó. Da vida de Seu povo, Ele lembra somente o que pode glorificá-lo, e isto apenas a fé pode fazer.

É impossível ter duas pátrias ao mesmo tempo. Por isso, a promessa de uma cidade celestial fez de Abraão e de sua família estrangeiros neste mundo. Eles não temeram confessar tal coisa (v. 13; Gênesis 23:4), mostrando claramente esse fato ao habitarem em tendas (2 Coríntios 4:18; 5:1). Não tiveram vergonha de seu Deus, razão pela qual Deus não teve vergonha deles. Ele identifica-se como o “Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó” (Êxodo 3:6; Marcos 12:26). Querido leitor, você tem o direito de chamá-lo de “meu Deus”?

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

E ERA Abraão já velho e adiantado em idade, e o Senhor havia abençoado a Abraão em tudo.

Gênesis 24:1-14 (leia aqui)

A morte de Sara é uma alusão ao fato de Israel (povo do qual descendeu o verdadeiro Isaque) ter sido posto de lado depois da ressurreição do Senhor (capítulo 22). Para assegurar que a semente da promessa seja preservada, Abraão, o “pai de numerosas nações”, tem um grande plano cuja execução nos é relatada em detalhes: providenciar uma esposa para seu filho. É então que uma terceira pessoa entra em cena, o mais antigo servo da casa de Abraão, seu administrador, uma impressionante figura do Espírito Santo que foi enviado à terra para reunir os que formarão a Igreja, a noiva de Cristo. Assim vemos que o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que operaram juntos na obra da criação, também atuam juntos na escolha, no chamado e na reunião dos redimidos que hão de se unir ao Cristo ressuscitado. Esta noiva é procurada em terras longínquas. Dentre os “que antes estáveis longe” é que Deus escolheu e chamou companheiros para Seu Filho (Efésios 2:13).

Que modelo de dependência temos neste servo de Abraão! Na casa de seu amo, ele aprendeu a conhecer o Senhor, com quem agora se relaciona pessoalmente. Ele apresenta sua oração perante Deus (Salmo 5:3). Não nos esqueçamos, antes de empreender qualquer obra, de primeiro falar ao Senhor sobre o assunto.

O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Tessalonicenses 5.23)

Aqui o chamado de Deus a você é descrito de maneira muito clara. Esse chamado não é algo que se realiza de maneira imediata e concreta, mas Deus chama você a uma santificação cada vez mais profunda. Em outras palavras: Deus chama você a fim de fazer as obras que “Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Por isso Paulo diz que ser santificado “em tudo” inclui o chamado de Deus para nos colocarmos totalmente à disposição do Senhor. Santificação significa uma intensiva e constante concentração em descobrir a vontade de Deus para sua vida. Dessa forma, todas as forças do corpo, da alma e do espírito serão mobilizadas preparando você para o alvo e para a finalidade que Deus planejou para sua vida. Geralmente nos importamos pouco com a expressão “santificação”. Mas eu pergunto: você está disposto a pagar o preço da santificação? Ela lhe custará grandes restrições em todos os seus interesses particulares, mas significará uma enorme ampliação de todos os seus interesses na causa de Deus.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)