E ACONTECEU depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

Gênesis 22:1-12 (leia aqui)

Sabemos que esta história é uma figura da cruz. Quem é o Filho unigênito, que o Pai ama, senão o Senhor Jesus? Ele teve de ser oferecido como holocausto. Nos eternos conselhos de Deus, o lugar já tinha sido visto de longe. É o monte Moriá, onde Davi anos depois ofereceria o sacrifício de expiação e onde o templo haveria de ser construído (2 Crônicas 3:1). Este lugar dos sacrifícios é também, ao mesmo tempo, o lugar de adoração (v. 5). Quantos motivos encontramos ali para adorar tanto ao Pai como ao Filho, que caminhavam ambos juntos, em plena sintonia de pensamentos, para realizar a obra da salvação! A obediência de Isaque nos faz lembrar a obediência do Senhor no Getsêmani: “Não seja o que eu quero, e sim o que tu queres” (Marcos 14:36). Porém, em contraste com Isaque, que se submeteu simplesmente à vontade de seu pai, o Filho Se ofereceu espontaneamente ao Pai: “Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hebreus 10:9). Em contraste com Isaque, que não sabia o que seu pai tencionava fazer, nos é dito: “Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se” (João 18:4). Finalmente, em contraste com o grito do Anjo do Senhor que impedira a mão de Abraão de deferir o golpe, não se ouviu no Gólgota nenhuma voz que desviasse a espada do juízo que se abateria sobre o Filho de Deus.

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