Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências,

1 Pedro 2:1-12

Logo ao nascer, um recém-nascido precisa ser alimentado. Semelhantemente, a Palavra de Deus, após gerar vida (1:23), também fornece o alimento necessário para nos manter vivos. É o alimento completo para a alma, “o leite espiritual” do qual Cristo é a substância. Depois de termos experimentado o quanto o Senhor é bom, não podemos viver mais sem este alimento divino (v. 3; Salmo 34:8).

Depois da semente viva (e da esperança viva do capítulo 1), encontramos aqui referência às pedras vivas. Juntas, elas são edificadas sobre Aquele que é a pedra angular, preciosa tanto para Deus quanto para nós que cremos (v. 7), a fim de formar um santuário espiritual (ver Efésios 2:20-22). O Senhor disse a Simão Barjonas que ele também era uma destas pedras (Mateus 16:18). Tais privilégios, contudo, também trazem consigo suas responsabilidades. Se somos sacerdócio real, é para que ofereçamos sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus. Se somos raça eleita (um povo que espera sua posse), devemos proclamar o Seu louvor (Isaías 43:21).

Tendo sido chamados “das trevas para sua maravilhosa luz”, como podemos então permitir que as paixões carnais tenham lugar em nossa mente? No entanto, basta um olhar para atiçá-las e iniciar uma guerra na alma (v. 11).

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

JACÓ também seguiu o seu caminho, e encontraram-no os anjos de Deus.

Gênesis 32:1-21 (leia aqui)

Hebreus 1:14 nos ensina que o serviço dos anjos acontece em favor dos crentes. Ele geralmente ocorre sem que estes últimos saibam disto. Mas quando Jacó estava deixando Canaã, Deus quis, de alguma maneira, apresentar-lhe aqueles que seriam usados para cuidar dele enquanto estivesse no exílio (28:12). Agora, por ocasião de seu regresso, os anjos de Maanaim dão as boas vindas ao patriarca na terra prometida. Mas Jacó não está em condições de se regozijar na bondade do Deus que ouviu o voto feito muito antes (28:20-21). Na verdade, seu coração não está livre do temor do homem. Embora não tenha mais Labão no seu encalço, Jacó ainda tem Esaú na sua frente e por isso treme diante da expectativa de encontrá-lo. Sim, Jacó havia recorrido à oração (vv. 9-12) mas, em seguida, tomou todas as precauções que se possa imaginar, como se de fato não cresse que Deus fosse capaz de livrá-lo. Não nos assemelhamos a ele algumas vezes? Observe também a atitude servil de Jacó (vv. 18, 20), embora as bênçãos de seu pai o tivessem colocado acima de seu irmão. Não teria sido melhor, em lugar de toda essa encenação, de todas essas prudentes arrumações, que Jacó fosse em frente de seu povo e, confiando em Deus, pedisse corajosamente perdão a seu irmão, a quem ele tinha ofendido?

“…Resgatados… pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo.” (1 Pedro 1.18-19)

Por que Jesus é chamado de Cordeiro de Deus?

1. Ele é chamado de Cordeiro de Deus a fim de nos revelar a Sua natureza. Sabemos que um cordeiro é o símbolo da inocência e da pureza. Assim, Jesus é verdadeiro homem em todas as coisas, “tentado… à nossa semelhança, mas sem pecado.”

2. Ele é chamado de Cordeiro de Deus a fim de nos indicar o caminho. Ele veio a essa terra com um alvo claramente estabelecido por Deus que era ser morto pelos nossos pecados. “…Digno é o Cordeiro, que foi morto.” Ele não foi surpreendido ao ser executado, pois disse com santa determinação: “…mas precisamente com este propósito vim para esta hora.”

3. Jesus é chamado de Cordeiro de Deus para revelar o caráter da Sua vitória. A vitória de Jesus é, portanto, a vitória do Cordeiro. Pois há algo mais desamparado e dependente do que um cordeiro? O ser mais fraco realiza o ato mais grandioso que se possa imaginar. O cordeiro na sua fragilidade carrega o mais pesado fardo. Jesus conquistou a vitória totalmente além de qualquer esforço humano. De fato, ele “foi crucificado em fraqueza”, mas ressuscitou em poder. Por isso, a expressão “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” é tão poderosa em sua aparente contradição!

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

Tendo Jesus dito isto, turbou-se em espírito, e afirmou, dizendo: Na verdade, na verdade vos digo que um de vós me há de trair (João 13:21).

O traidor

Aqui o Senhor Jesus falava sobre Judas Iscariotes, o traidor, um dos mais sombrios personagens de toda a Bíblia. É impressionante o fato dele ter andado com o Senhor Jesus por três anos e meio, testemunhado Seus milagres e ouvido Suas palavras e não ter mudado de vida. Ele permaneceu o mesmo: uma pessoa infame. O Senhor o conhecia, e ainda assim lhe mostrou todo o Seu amor. A ele foi confiado a administração do dinheiro, e Judas se aproveitou disso. Esqueceu-se de que nada fica oculto aos olhos do Senhor.

Então veio a cena final. O Senhor Jesus Se sentou com Seus discípulos. Judas ainda estava presente. O Senhor falou com a voz embargada pela emoção sobre aquele que iria entregá-Lo para os inimigos. Os outros ficaram perplexos, mas Judas sabia que Jesus conseguia ver além dele. Até então, ele havia feito o papel de enganador. Mas Cristo tentou pela última vez tocar o coração de Seu discípulo. Em vão.

Como pode alguém ser tão insensível a esse tipo de amor! Mas Judas não foi o único. Antes da instituição da Ceia, ele deixou o cenáculo – talvez por temer que as coisas ficassem pior – para se encontrar com os líderes religiosos em Jerusalém a fim de acertar os detalhes da traição. O preço foi ínfimo.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo.

1 Pedro 1:13-25

A verdade, tal qual apresentada pelo apóstolo nestes versículos, não apenas nos diz respeito, mas também nos afeta. Ela é o cinto que firma e fortalece nosso entendimento e controla nossos pensamentos (v. 13; Efésios 6:14). Ela é também a verdade à qual devemos obediência (v. 22). Nós que outrora éramos “filhos da desobediência” (Colossenses 3:6-7) nos tornamos filhos obedientes (v. 14). Esta obediência não deve ser apenas a Cristo, mas também de Cristo (v. 2), ou seja, semelhante à Sua obediência, motivada pelo amor ao Pai (João 8:29; 14:31). Além disso, aqui tudo está em contraste com o Velho Testamento. Nem dinheiro nem ouro, nada pode redimir-nos (Êxodo 30:11-16; Número 31:50) a não ser o precioso sangue de Cristo. Ao contrário de um israelita, o nascimento natural não nos qualifica a herdar os direitos e privilégios do povo de Deus. Ninguém deve se considerar filho de Deus pelo fato de ser filho de pais cristãos! Nós nascemos de novo pela Palavra de Deus que é incorruptível, viva e eterna. A santidade que é necessária em nossa conduta é resultado de nossa nova natureza; nós chamamos o santo Deus de Pai (vv. 15-17). A santidade é também conseqüência do grande valor que Deus reconhece no sacrifício do Cordeiro perfeito.

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

E no terceiro dia foi anunciado a Labão que Jacó tinha fugido.

Quando avisam Labão sobre a fuga de Jacó, Labão parte depressa em busca dele e o alcança na montanha de Gileade. Como homem mundano, astuto e hipócrita, Labão usa de palavras lisonjeiras (v. 27), embora seu coração estivesse cheio de inveja e suspeita. Ele finge ter grande afeição por suas filhas e por seus netos, embora só fosse solícito mesmo para com os seus próprios interesses (v. 15). Finge ter temor a Deus (vv. 29 e 53) enquanto procura avidamente pelos seus falsos deuses.

É triste ver Raquel atribuir valor aos ídolos. Podemos afirmar com certeza que Rebeca havia deixado aqueles objetos para trás, quando partira com o servo de Abraão. Em nosso caso, os ídolos do lar correspondem às coisas do mundo que não decidimos abandonar, as quais cremos poder carregar conosco na caminhada rumo à nossa pátria celestial. É até possível escondê-las por algum tempo dos olhos de todos no mais profundo de nosso coração. Que Deus, que a tudo vê, possa nos conceder discernimento para e rejeitar resolutamente tudo aquilo ao que dedicamos os nossos afetos e que rouba o lugar pertencente ao Senhor Jesus! Essas coisas é que são nossos ídolos!

Por fim, Jacó e Labão se separam um do outro. O “montão” representa a fronteira entre eles (v. 46). Não há um território comum para o crente e o homem do mundo, mesmo entre integrantes de uma mesma família.

A saber, que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.” (2 Coríntios 5.19)

O que significa o sangue de Jesus Cristo para você? Não se trata de pensar apenas de maneira abstrata sobre o assunto. É necessário que nossos corações sejam comovidos profundamente por esse fato, pois: “…sem derramamento de sangue não há remissão.” A primeira e fundamental afirmação desse versículo se refere sem dúvida ao sacrifício expiatório do nosso Senhor Jesus. Mas, ao mesmo tempo, também se refere diretamente a nós. Será que realmente já nos demos conta do que a Bíblia entende pelo sangue de Jesus Cristo? Sangue e vida são unidos inseparavelmente. Muitas vezes consideramos o sangue de Jesus como um remédio que faz milagres. Mas, na verdade, através do derramamento do Seu sangue precioso Jesus realizou completa expiação!

Você sabe o tamanho da responsabilidade que temos quando aprendemos a conhecer o maravilhoso poder do sangue de Jesus, mas não estamos dispostos a arcar com as conseqüências de um discipulado sério? Pois o Senhor Jesus transpôs o abismo intransponível entre Deus e sua alma, por meio de Sua própria morte. Mas você, alguma vez, já cruzou essa ponte e exclamou de todo coração: “Meu Deus, estou decidido a ser Teu por toda a eternidade!”?

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)