Então Arão fará chegar o bode, sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá para expiação do pecado (Levítico 16:9).

Dois bodes e a glória de Cristo (1)

O primeiro dos dois bodes que o povo de Israel tinha de oferecer no grande dia da expiação, tipifica a morte de Cristo em um aspecto particular. Esse bode era “a sorte pelo Senhor”, e a razão para o sacrifício eram os pecados do povo. Nesse simbolismo reconhecemos como as justas exigências de Deus foram perfeitamente satisfeitas pela morte do Senhor Jesus.

Deus tem Sua própria porção na obra de propiciação realizada por Seu Filho. O mérito de tal porção repercutirá por toda a eternidade. Para entender plenamente o significado disso, temos de considerar como Deus foi desonrado aqui na terra. Sua verdade foi escarnecida, Sua autoridade, desprezada e Sua lei, quebrada. Aboliram Seus direitos, blasfemaram de Seu Nome e não Lhe deram qualquer honra.

A morte de Jesus resgatou tudo isso. Na cruz, Ele revelou a grandeza, a verdade, a santidade e a majestade divinas, para que Deus fosse glorificado pela obra de Cristo em relação ao pecado. Além disso, expiando o pecado, Ele providenciou a solução para toda a destruição que o próprio pecado causou. “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Salmo 85:10).

A morte de Cristo, portanto, é a base para que Deus possa oferecer Sua graça aos pecadores. A obra de expiação feita pelo Senhor Jesus satisfez e glorificou a Deus plenamente. Não há como explorarmos todos os aspectos da insondável obra que Cristo realizou naquela rude cruz. De todos os lados que a observarmos, veremos cada vez mais glória. “Sê exaltado, ó Deus, sobre os céus; e seja a tua glória sobre toda a terra” (Salmo 57:11).

(continua)

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

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