Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas (Filipenses 3:18-19).

Falsos cristãos

Uma coisa em especial entristecia o apóstolo Paulo: aqueles que se diziam cristãos mas, de fato, eram inimigos da cruz de Cristo. Estes não estavam preparados para enfrentar a vergonha e a auto-renúncia que resultam dela.

Eram pessoas que foram atraídas pela doutrina do cristianismo e exteriormente a professavam. Mas não tinham verdadeiramente nascido de novo e não estavam preparadas para ter a vida moldada por Cristo e pela cruz.

Ao contrário, a conduta deles era marcada por coisas vergonhosas e pela busca de prazeres, pois pensam somente nos desfrutes terrenos. Apesar de se proclamarem cristãos, o final deles, afirma Paulo catego ricamente, é a total destruição.

Devemos sempre nos fazer a seguinte pergunta: o que a cruz de Cristo significa para mim? Será que na minha vida ela é a revelação da justiça, da santidade, do amor e da graça de Deus? É onde minha consciência encontra paz e o meu coração é purificado pelo sangue derramado de Cristo? Os que consideram a cruz de Cristo loucura estão destinados à perdição (1 Coríntios 1:18). Tais pessoas são inimigas da cruz de Cristo.

Talvez você até tenha alguma simpatia por Jesus Cristo, o Justo que fez tanto bem, mas a idéia da cruz lhe dá horror. No entanto, foi lá que Ele enfrentou o julgamento de Deus por causa dos seus pecados e dos meus. Assim, todo o que aceita pela fé o sacrifício feito na cruz recebe o perdão dos pecados e tem acesso a Deus.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

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Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus. E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo

2 Timóteo 2:1-13

“Fortifica-te na graça”, recomenda o apóstolo a seu querido discípulo. Ele mesmo havia aprendido este segredo diretamente do Senhor: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9). Três exemplos – o soldado, o atleta e o lavrador – ilustram a renúncia, a obediência e a paciência do cristão. Estas são as características de um bom soldado: ele não se sobrecarrega com bagagem desnecessária; é disciplinado, a fim de agradar a seus superiores; sabe que o ofício de um soldado implica inevitavelmente sofrimentos, perigos, golpes que precedem às recomendações honoríficas e condecorações. Isto é certo e toda a Escritura confirma: o nosso comportamento atual terá sua contrapartida eterna. Hoje, os sofrimentos e a morte com Cristo; amanhã, a vida com Ele, o reino e a glória eterna. Queridos amigos crentes, Jesus Cristo nos arregimenta sob Sua bandeira. Infelizmente, pode achar-se num exército desertores que renegam sua bandeira e o capitão (v. 12; Judas 4). Existem mil maneiras, incluindo as silenciosas, de trair o nosso Capitão. Que o desejo de obter Sua aprovação, secreta hoje, pública amanhã, faça de nós bons soldados, aptos para combater “o bom combate” (4:7-8 e 1 Timóteo 6:12)!

Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.


Gênesis 6:13-22 (
leia aqui)

Embora Noé, em comparação com os homens de seu tempo, seja chamado de “homem justo e íntegro” (v. 9), não é por seu mérito, mas somente pela graça que ele é poupado (v. 8). Agora chegou o momento para Deus lhe comunicar os Seus intentos e lhe fazer saber as Suas instruções. É fácil ser compreendido por aqueles com quem andamos no mesmo caminho. E assim vemos Noé corresponder a essas comunicações pela fé. “Pela fé, Noé, divinamente instruído… sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa” (Hebreus 11:7). Ele não dispunha de nada mais que a palavra de Deus a lhe revelar que o juízo estava à porta. Isto era suficiente para ele. Ele constrói a arca, pela qualcondena o mundo. Cada golpe de seu martelo advertia aos contemporâneos que o juízo se aproximava. Enquanto a arca estava em construção, a longanimidade de Deus aguardou (1 Pedro 3:20). Porém, quantas pessoas se valeram dela? Aparentemente ninguém, fora a família do patriarca! Só indiferença e escárnio saudavam as fiéis advertências do “pregador da justiça”. Hoje também é grande é o número dos escarnecedores que não crêem nem na volta do Senhor nem no Seu juízo (2 Pedro 2:5; 3:3-6). Estesdeliberadamente ignoram o que a Bíblia diz acerca do dilúvio, considerando este relato uma lenda.

“Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.” (Oséias 2.14)

O Senhor quer falar conosco! Um verdadeiro filho de Deus aceita e não se irrita quando o Senhor repetidamente coloca diante dos seus olhos um sinal vermelho de alerta: “Pare! Descanse um pouco!” “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus”. Em outras palavras: “Medite!” Oh! Essas horas abençoadas e solenes aos pés de Jesus! A impaciência diante das circunstâncias exteriores e diante das pessoas mostra o quanto somos incapazes de nos aquietarmos interiormente diante do Senhor. Quanta paciência temos? Tanta até ao momento em que necessitamos dela! Mas a Bíblia fala de termos paciência com alegria. No versículo acima, lemos que o Senhor leva seu povo ao deserto a fim de falar-lhe ao coração. No deserto tudo é silêncio: “…e a diligenciardes por viver tranqüilamente”. Só assim conseguimos chegar ao Santo dos Santos. Você tem paciência para isso? Seja bem honesto: você não sente uma grande vontade de trabalhar e fica cheio de energia bem no momento em que se põe a orar? Quanto tempo você esteve hoje na presença de Deus em oração? Será que você se calou em seu interior para que Deus de fato pudesse falar com você? Permita que esta palavra de Deus sirva como um sinal de alerta, pois Deus quer falar com você. A agitação será afastada, e você começará o dia como uma pessoa que está acima das circunstâncias.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)