E conheceu Caim a sua mulher, e ela concebeu, e deu à luz a Enoque; e ele edificou uma cidade, e chamou o nome da cidade conforme o nome de seu filho Enoque;

Gênesis 4:17-26 (leia aqui)

Caim, condenado a ser errante pela terra, rejeita a porção que Deus lhe havia designado e se estabelece confortavelmente no mundo. Edifica uma cidade para si e seus descendentes, e ali cada um escolhe uma ocupação que lhe agrada. Porém o progresso social não corrige a natureza humana. A descendência de Caim assemelha-se à de seu antecessor. Encontramos a violenta e provocativa natureza do primeiro assassino da história também em seu descendente, Lameque. É um quadro que nos antecipa a condição do mundo atual, que matou o Senhor Jesus, o verdadeiro Abel. Tudo continua como se nada tivesse acontecido, como se a cruz nunca tivesse existido. Tudo é organizado a fim de que a vida na terra seja tão agradável quanto possível. Nada falta aqui: a ciência, a arte, a indústria e até a religião. Só Jesus está ausente.

Mas em paralelo à linhagem de Caim, temos no final do capítulo outra linhagem que surge discretamente no cenário. Sete assume o lugar de Abel, e então se começa a invocar o nome do Senhor. A vida deste homem justo, que foi tomada pela morte, perpetua-se figuradamente na linhagem da fé, e nos mostra como Cristo, o segundo Homem, estabeleceu uma família que leva Seu nome e vive no temor do Senhor.

Leitor, a qual dessas duas descendências você pertence?

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