E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.

Gênesis 2:15-25 (leia aqui)

Deus colocou o homem no centro de Sua bela criação para administrá-la como um gerente. Ele só lhe deu uma proibição: comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Dessa forma ele pôs sua obediência à prova, o que, aliás, condiz com sua posição de criatura responsável. O homem não está, como o animal, sujeito aos impulsos irracionais. Ele foi criado homem livre, mas como tal tem a obrigação de obedecer ao Criador. Então vemos o primeiro ato administrativo de Adão: dar nomes a todos os seres vivos. Estes foram nomeados para servir ao homem, contudo, embora alguns tenham um grau de inteligência maior que outros, nenhum deles corresponde às faculdades mais superiores de Adão, aos anseios mais íntimos de seus afetos. A solidão não é algo bom para o homem. Ele precisa de alguém com quem compartilhar seus pensamentos, desfrutar os dons de Deus e exaltar o Autor dessas dádivas. O amor de Deus compreende esta necessidade e mostra-se sensível a ela, dando ao homem uma companheira, uma ajuda inteligente, dotada dos mesmos anseios.

Aqui temos, de igual forma, o mistério da Igreja, a noiva de Cristo. Ele entrou, em modo similar, no sono da morte para agora recebê-la das mãos de Deus para alimentá-la e cuidá-la (Efésios 5:29). “Grande é este mistério”, exclama o apóstolo: “somos membros do seu corpo”.

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