“Mas o Senhor nas alturas é mais poderoso do que o bramido das grandes águas, do que os poderosos vagalhões do mar. Fidelíssimos são os teus testemunhos; à tua casa convém a santidade, Senhor, para todo o sempre.” (Salmo 93.4-5)

Através de tempestades dentro de nós e ao nosso redor somos humilhados. Para quê? Para que mais e mais sejamos arraigados nEle! Oxalá compreendêssemos melhor as razões por estarmos seguidamente sujeitos a tempestades – tempestados com ventos cada vez mais fortes. A perspectiva divina é assim: quanto mais uma pessoa estiver firme em Jesus Cristo, mais ela estará capacitada a resistir de maneira inabalável e vitoriosa a todos os bramidos das ondas das tempestades e das tentações. A questão de se firmar no Senhor é de vital importância. Justamente em nossos dias, quando os sinais do tempo do fim ficam cada vez mais fortes, quando em espírito escutamos a aproximação de um poderoso furacão de tentações, surge a pergunta temerosa: você está firme no Senhor Jesus? Só poderemos estar firmes no Eterno na medida em que nos deixarmos libertar das coisas terrenas. Quando vêm as ondas poderosas das tentações, não podemos subsistir apoiando-nos em meras teorias. Nessas situações, só um arraigamento profundo no Senhor Jesus é que pode nos ajudar. E se você tiver raízes profundas no Senhor, quando vier o furacão da tentação, você poderá exclamar com alegria: “Todavia, estou sempre contigo.”

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

Anúncios

“Tudo o que falou o Senhor, faremos, e obedeceremos.” (Êxodo 24.7)

O povo de Israel jurou junto ao monte Sinai que cumpriria tudo o que havia prometido ao Senhor, mas, logo depois, todo o povo se desviou de Deus. Deus leva a sério as nossas decisões, e ao nosso querer Ele acrescenta o realizar. Mas em nossa vida tudo continua sendo mera teoria – embora nos firmemos na Palavra de Deus –, se não tivermos uma vida de oração. Em outras palavras: a Palavra de Deus só produz seu efeito poderoso e permanente em nossa vida interior se respondemos ao falar de Deus. Através da Bíblia, Deus fala com você, através da oração você responde a Ele.

Neste instante, peço-lhe para se aquietar por um momento, respondendo as seguintes perguntas: em sua agitação e em meio à sua atividade espiritual você ainda ora? Durante quanto tempo você esteve diante da face do Senhor hoje? Você permaneceu diante da Sua face, ou depois de um rápido “devocional por obrigação” você voltou novamente à ordem do dia sem que a chama do primeiro amor fosse reacendida em seu coração? Meu desejo sincero é que você, depois de ter lido estas linhas, se humilhe diante de Deus e diga: “Nunca mais, Senhor, quero deixar de transformar em prática a minha entrega a Ti. Quero neste instante cumprir os votos e promessas que fiz a Ti!”

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

segundo o evangelho da glória do Deus bendito, do qual fui encarregado

1 Timóteo 1:12-20

Se alguém podia comparar a servidão da lei com o Evangelho da graça, por certo este era o fariseu Saulo de Tarso, que chegou a ser o apóstolo Paulo. A sua fidelidade à lei de maneira alguma o impediu de ser o principal dos pecadores. Não havia ele perseguido ao Senhor Jesus quando tão duramente perseguia àqueles que Lhe pertenciam? Sem falsa humildade, ele se declara o pior de todos os pecadores enumerados nos vv. 9-10. Mas foram precisamente os culpados, e não os justos, que Jesus Cristo veio salvar (Mateus 9:13). Desde que o principal dos pecadores tinha sido salvo, ninguém pode considerar-se demasiado pecador para não se beneficiar da graça. “Obtive misericórdia”, exclama o apóstolo duas vezes (vv. 13 e 16). Ele mede a grandeza dessa misericórdia com a magnitude de sua própria miserável condição e espontaneamente se eleva à adoração (v. 17).

Se com freqüência gozamos tão pouco da graça, talvez seja porque a nossa convicção de pecado não tem sido suficientemente profunda. “Aquele a quem pouco se perdoa” – ou pelo menos quem assim pensa -, “pouco ama” (Lucas 7:47). E você amigo, que ainda permanece indiferente, a paciência do Senhor tem sido manifestada a você também, até agora. Não O faça esperar mais tempo. Talvez amanhã seja muito tarde.

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pelo mandato de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança,

. 1 Timóteo 1:1-11

Conhecemos Timóteo no capítulo 16 de Atos. Preciosos eram os vínculos de Paulo com seu “verdadeiro filho na fé”. Contudo, ele lhe escreve na qualidade de apóstolo, para enfatizar a autoridade que ele lhe confere. A esse jovem discípulo foi confiada uma difícil tarefa: conduzir cada um à maneira em que deve proceder na igreja (3:15). Um mandamento, cujo fim era o amor, tinha sido dado a ele. Do mesmo modo que os tribunais não são para as pessoas honestas, a lei não é mais pertinente aos justificados (v. 9). O conveniente de aí em diante é o amor, cuja fonte está em Deus. Este foi derramado em nosso coração pelo Espírito (Romanos 5:5). Para que não permaneça em nós como água estancada, mas antes flua através de nós e jorre para o proveito dos demais, nenhum canal deve estar obstruído. O amor brota de um “coração puro”: o qual está desvencilhado de todo ídolo; de uma “consciência boa”: a qual não tem nada pelo que condenar em si mesma (Atos 24:16); e de uma “fé sem hipocrisia”: livre de toda a forma de hipocrisia (2 Timóteo 1:5). Se essas condições não são cumpridas, o nosso cristianismo não será nada mais que uma “loquacidade frívola” (v. 6).

Quão maravilhoso é o contraste entre a lei que amaldiçoa o pecador e a graça que o transporta ao gozo da glória e da felicidade de Deus!

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.

Gênesis 2:15-25 (leia aqui)

Deus colocou o homem no centro de Sua bela criação para administrá-la como um gerente. Ele só lhe deu uma proibição: comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Dessa forma ele pôs sua obediência à prova, o que, aliás, condiz com sua posição de criatura responsável. O homem não está, como o animal, sujeito aos impulsos irracionais. Ele foi criado homem livre, mas como tal tem a obrigação de obedecer ao Criador. Então vemos o primeiro ato administrativo de Adão: dar nomes a todos os seres vivos. Estes foram nomeados para servir ao homem, contudo, embora alguns tenham um grau de inteligência maior que outros, nenhum deles corresponde às faculdades mais superiores de Adão, aos anseios mais íntimos de seus afetos. A solidão não é algo bom para o homem. Ele precisa de alguém com quem compartilhar seus pensamentos, desfrutar os dons de Deus e exaltar o Autor dessas dádivas. O amor de Deus compreende esta necessidade e mostra-se sensível a ela, dando ao homem uma companheira, uma ajuda inteligente, dotada dos mesmos anseios.

Aqui temos, de igual forma, o mistério da Igreja, a noiva de Cristo. Ele entrou, em modo similar, no sono da morte para agora recebê-la das mãos de Deus para alimentá-la e cuidá-la (Efésios 5:29). “Grande é este mistério”, exclama o apóstolo: “somos membros do seu corpo”.

ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados.

Gênesis 2:1-14 (leia aqui)

“Em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento” (Êxodo 31:17). Ele mesmo se alegra no gozo que tem preparado para Sua criatura.

Na criação, admiramos o poder de Deus, hábil em dispor milhares de milhões de estrelas na vasta extensão dos céus, hábil em impor limites ao mar, hábil em controlar as forças dos raios e dos ventos, sim, hábil até para formar o homem de um punhado de pó da terra (Salmo 8:3). Também admiramos Sua Sabedoria; Ele delimitou os tempos e as estações; estabeleceu equilíbrio em toda a natureza, deu leis às plantas e instintos aos animais (Salmo 104:24). Mas admiremos também a Sua bondade. Ele fez os céus, estendeu a terra sobre as águas, e fez os grandes luminares…, “porque a sua misericórdia dura para sempre” (Salmo 136:5-7). Com a ternura de uma mãe que prepara antecipadamente tudo o que for necessário para a criança que trará ao mundo, assim Deus estabeleceu o homem em condições perfeitas. Colocou-o num jardim aprazível, onde tudo o que tinha de fazer era desfrutar do descanso e do repouso de seu Criador. E, ao soprar nas suas narinas “o fôlego de vida” (v. 7), Deus o fez (diferente dos animais) uma alma vivente e imortal, que presta contas a Ele.

Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos (João 15:13).

Um maltrapilho no banquete

Enquanto caminhava apressado para pegar o metrô, um cartaz promocional me chamou a atenção: “Não existe amor, só as provas do amor”. Quem poderia usar tal frase para fazer propaganda? Parei e decepcionado constatei que era de uma famosa joalheria. Essa frase me fez mergulhar em várias recordações. Quando era um jovem estudante, eu tinha uma visão muito triste do mundo: um lugar de permanentes conflitos de interesses egoístas, uma tela em branco e preto, sem calor e sem esperança. Quanto a Deus, duvidava de Seu amor: como Ele podia ver tanto mal e não intervir?

Assim, meu mundo interior se tornava cada vez mais escuro e sombrio. Porém, certa vez resolvi ler sobre a vida de Jesus. Então um pensamento se apoderou de mim: “se tal homem viveu aqui, ainda tenho esperança. E mais: se ele ainda está vivo, minha vida também pode ter sentido. Se Deus enviou ao mundo tal modelo de perfeição, isso é a prova de Seu amor”.

No entanto, existe algo mais. Jesus não foi perfeito apenas para a Sua própria glória, mas por amor a Deus e a nós. Amou os homens, totalmente maus por natureza. Amou tanto que abriu mão de tudo para salvá-los.

Assim, Deus revelou a importância que temos para Ele e o quanto deseja nossa salvação. A cruz é prova indelével de Seu amor.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br