Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo (2 Coríntios 5:17).

O filho de Sam (2)

“Meu novo amigo tentava ler ou me falar algo sobre a Bíblia todos os dias. No início eu apenas ouvia. Mas gradualmente passei a me sentir muito afetado pelo que ouvia. Por fim, ele me deu uma edição bíblica que continha o Novo Testamento e os Salmos, pedindo que eu mesmo lesse, em especial, os Salmos.

Concordei com a sugestão dele, abri o livro e fui capturado pelos Salmos. Os salmos de Davi prenderam minha atenção de um modo particular. Era como se esse homem de Deus estivesse falando comigo pessoalmente, pois ele também havia experimentado momentos de depressão. Sua vida sempre era cheia de problemas e ele não via a saída.

Senti que aquele homem tinha sofrido de verdade. Sempre pensei que na vida de um rei tudo corria bem. Agora eu lia sobre as necessidades dele e como clamava a Deus na angústia.

Eu também não estava em uma situação caótica? A oração de Davi por ajuda e salvação se aplicava a mim. Não demorou muito para eu reconhecer minha culpa por todos os atos errados que cometera e me sentir envergonhado de mim mesmo. Naquele dia de 1987, me ajoelhei na cela e derramei meu coração diante de Jesus Cristo. Disse que tinha arruinado minha vida por causa do pecado e que eu estava cansado do crime. Pedi que perdoasse todos os meus pecados.

Quando levantei, senti como se uma cadeia pesada e invisível que me acorrentara por tantos anos tivesse se partido e fosse arrancada de mim. Uma paz real entrou em meu coração. Naquela época não entendi direito o que havia acontecido, mas foi onde tudo mudou na minha vida.”

(concluído)

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

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Eis que faço novas todas as coisas (Apocalipse 21:5).

O filho de Sam (1)

Há alguns anos, foi feito um filme chamado “O Filho de Sam”. Era a história de um assassino em série cuja vida era cheia de degradação moral e violência. No entanto, esse mesmo homem tinha outra história para contar. Aqui está o relato do próprio “herói”:

“A polícia e os leitores de jornal me chamavam de ‘o filho de Sam’, mas Deus já me deu um novo nome – filho da esperança – porque minha vida mudou e agora tenho esperança. Louvado seja Deus!

Estive preso por 23 anos. Os primeiros dez foram cheios de desespero e trevas. Não via sentido em viver e na minha total miséria só pensava em suicídio.

Quando a polícia me prendeu em 1977, eu tinha 24 anos. Fui sentenciado à prisão perpétua. Na penitenciária de New York, tentaram me matar cortando a minha garganta com uma lâmina de barbear. Escapei da morte por um fio. Era um candidato ao inferno, mas Deus tinha outros planos para mim. Jesus Cristo queria me alcançar por intermédio de Seu amor, bondade e afeição. Jamais conhecera tais coisas até então.

Em uma noite de inverno, enquanto caminhava no pátio da prisão, outro prisioneiro veio até mim e me disse que o Senhor Jesus me amava e queria me perdoar. Ri e zombei dele: não podia imaginar que Deus me amava ou sequer faria algo por mim. Mas aquele homem possuía um estranho olhar de alegria, embora ele também tivesse uma ficha criminal. Ignorando minha reação, ele continuou a demonstrar interesse em mim, e nos tornamos amigos.”

(continua)

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós;

2 Tessalonicenses 3:1-18

Paulo pede as orações dos santos: “Orai por nós” (v. 1; 1 Tessalonicenses 5:25). Ele mesmo não cessava de orar por eles (1:11). E contava com o fiel Senhor para fortalecê-los e guardá-los do mal. Também contava com a obediência deles e esta incluía simplesmente o cumprimento de suas tarefas cotidianas. Mas alguns em Tessalônica haviam deixado de trabalhar. Já que o Senhor estava vindo – pensavam eles – para que cultivar o campo e ocupar-se com os negócios da vida presente? O triste resultado era que eles estavam intrometendo-se na vida alheia (v. 11; ver 1 Timóteo 5:13). Paulo protestou com veemência. Nada em seu ensinamento podia dar pretexto a semelhante desordem (vv. 6-7 e 11; comparar 1 Tessalonicenses 4:11). Ao contrário, Paulo havia trabalhado com as próprias mãos exemplarmente, a fim de não ser um peso a ninguém (v. 8). E o exemplo supremo é “constância de Cristo” (v. 5), que permanece à espera do momento em que haverá de apresentar-Se à Sua amada igreja.

Com as epístolas aos Tessalonicenses chegamos ao fim das cartas que Paulo escreveu a sete igrejas muito diferentes. Nelas, são tratados vários aspectos da vida e da doutrina cristã, desde a aquisição da salvação na epístola aos Romanos até a glória vindoura em Tessalonicenses. Todos estes ensinamentos são de grande valor para nós. Que o Senhor nos ajude a retê-las a fim de que possamos permanecer “firmes” (2:15).

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra.

Gênesis 1:20-31 (leia aqui)

Um relógio testifica a habilidade do artesão relojoeiro que o fez. Assim também “os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmo 19:1). “Observai as aves do céu… Considerai como crescem os lírios do campo” (Mateus 6:26, 28). Infelizmente, quantas pessoas estão cegas a estas belezas da natureza e não reconhecem nelas “o seu eterno poder, como também a sua própria divindade” (Romanos 1:20)! Os descrentes buscam substituir estes versículos tão inequívocos por suas próprias teorias, particularmente a da evolução. Porém jamais precisamos temer que alguma especulação da mente humana ou as descobertas geológicas possam abalar alguma das declarações divinas. Recordemos que, neste âmbito, não é a ciência que pode ensinar, nem a inteligência que pode entender. É a Palavra que ensina e a que compreende (leia Hebreus 11:3).

Que contraste há agora com o versículo 2! Ali, onde as trevas reinavam, Deus fez com que brilhasse a luz . A partir de um cenário de desolação, Ele criou um mundo ordenado e habitável. Mas, neste ponto, a terra ainda está vazia. E “o Deus que formou a terra… não a criou para ser um caos, mas para ser habitada” (Isaías 45:18). Por meio de um último ato de soberania, Ele criou o homem e o fez à Sua imagem, isto quer dizer, Seu representante e cabeça de toda a criação.

NO princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.

Gênesis 1:1-19 (leia aqui)

Deus, que não tem princípio nem fim, já estava ali, antes que qualquer coisa de todo o universo conhecido hoje existisse. E Ele nos permite como que presenciar o desenrolar de seus feitos como Criador. Quando desejamos fabricar algum objeto, precisamos primeiro de algum material. Mas, para Deus, bastou que Ele falasse para fazer com que todas as coisas surgissem do nada. Deus falou e passaram a existir os céus, a Terra, a luz, as nuvens, os mares, a terra seca, o firmamento com seus luzeiros – o sol, a lua e as inúmeras estrelas –, uma enorme variedade de plantas e animais; coisas infinitamente grande e infinitamente pequenas.

Este relato, tão majestoso e ao mesmo tempo tão simples, é para nós a resposta definitiva à grande pergunta que as pessoas de todas as épocas sempre repetiram: “Quem… mediu as águas e tomou a medida dos céus a palmos… e pesou os montes?… Quem criou estas coisas?” (Isaías 40:12,26; Provérbios 30:4). Sim, quem concebeu o perfeito desenho dos flocos de neve? Quem projetou a delicada e extraordinária estrutura do inseto mais simples ou escolheu a cor e o perfume da flor mais comum? Hebreus 1:2-3 nos dá a resposta: Jesus, o Autor de nossa salvação, é também o Criador de todas essas maravilhas (veja também Provérbios 8:27-31).

“Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu na terra; portanto sejam poucas as tuas palavras.” (Eclesiastes 5.2)

“Nunca mais”, dizemos diante da face do Senhor em oração, e eis que logo depois fazemos o mesmo erro outra vez. “Nunca mais, Senhor, quero cometer este pecado”, mas, no fundo, não abandonamos justamente esse pecado, e continuamos preso a ele. Por que será que seguidamente prometemos muitas coisas ao Senhor, mas não as cumprimos? Porque nossas decisões foram tomadas na esfera dos sentimentos. Nada é mais volúvel e inconstante do que os nossos sentimentos. Por isso logo esquecemos o Senhor e esquecemos mais ainda aquilo que dissemos e prometemos a Ele. “Pois bem”, você diz, “a culpa não é minha, afinal, eu sou assim mesmo”. Isso não é desculpa! Você pode ser instável e esquecido, mas não precisa continuar sendo instável por toda a vida. O Senhor deu a você uma arma potente e maravilhosa para libertá-lo dessa maneira emotiva de ser: a espada da Palavra de Deus que separa alma e espírito. Mas uma coisa deve ser enfatizada: a concordância apenas teórica com a Palavra de Deus não produz o efeito esperado. Mas quando praticamos o que diz a Palavra, nossas promessas e votos diante da face de Deus adquirem peso eterno.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)