Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos (Jeremias 15:16).

Jenny Lind

Jenny Lind (1820-1887), uma talentosa cantora de ópera, conhecida como “o rouxinol sueco”, ficou famosa internacionalmente. Ela conquistou distinção e honra da parte de muitos nobres da Europa, e seu talento lhe trouxe grande fortuna. Repentinamente, ela desistiu no auge da carreira e se isolou do mundo.

Um jornalista escreveu: “Nada é mais fantástico em relação à carreira de Jenny Lind que sua curta duração. Por dois anos ela cantou nos teatros da Inglaterra. Cinco anos após sua primeira aparição em Londres, Jenny virtualmente se aposentou. Ela subiu ao palco ocasionalmente nos anos seguintes, em geral para se apresentar em eventos de caridade”.

Por que essa extraordinária artista desistiu da carreira tão subitamente para viver em reclusão até sua morte, aos 67 anos de idade? Um amigo dela explica a razão. Certa vez ele a encontrou sentada, lendo a Bíblia e lhe perguntou: “Me diga, por que você largou os palcos no auge do sucesso?” Jenny deu uma resposta surpreendente: “Gradativamente ficou claro para mim que o palco e a vida social estavam se transformando em um fardo para minha fé, e que tinha menos e menos tempo para este Livro aqui”, falou, colocando a mão sobre a Bíblia. “Então, o que mais eu podia fazer?”

Que resposta perfeita! Ela agiu com a convicção, agiu de acordo com aquilo que cria. Trocou todos os aplausos do mundo para servir ao seu Senhor de perto. A alegria daquela mulher era a presença de Jesus Cristo.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles.

Hebreus 2:10-18

Convinha a Deus aperfeiçoar “por meio de sofrimentos, o Autor da salvação”. “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar”, registra Isaías 53:10. E com que propósito? Para trazer muitos filhos à glória. “Quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade”, acrescenta o profeta. Estes filhos que Deus deu a Cristo a fim de que sejam Seus companheiros na glória são os amados redimidos. “Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos” (v. 11). Mas para que pudesse tratar das causas destes, Ele mesmo teve de se tornar semelhante a eles, assumindo a forma de Homem (v. 14). O capítulo 2 nos dá algumas razões inestimáveis para esse grande mistério:

(1) O Senhor Jesus entrou em nossa natureza para glorificar a Deus e permitir-lhe cumprir todos os Seus propósitos em relação à humanidade.

(2)Ele se encarnou para que pudesse morrer e assim triunfar sobre o príncipe da morte na própria fortaleza do inimigo.

(3) Jesus revestiu-se da nossa humanidade a fim de penetrar nas aflições e compreendê-las do ponto de vista do coração humano. Sua própria experiência do sofrimento permite-lhe simpatizar totalmente com nossas provações como fiel e misericordioso Sumo Sacerdote que é. Que grande consolo para os aflitos!

Então veio um, que escapara, e o contou a Abrão, o hebreu; ele habitava junto dos carvalhais de Manre, o amorreu, irmão de Escol, e irmão de Aner; eles eram confederados de Abrão.

Gênesis 14:13-24 (leia aqui)

Até agora Abrão tem evitado intervir e tomar parte num conflito que não lhe diz respeito (Provérbios 26:17). Mas assim que ele ouve que seu sobrinho foi feito prisioneiro, nada mais o detém para ir ajudá-lo. Ele poderia ter inventado uma desculpa para permanecer neutro, argumentado que seus recursos eram deficientes diante de uma confederação de reis vitoriosos, ou simplesmente mencionado que Ló merecia tudo o que estava acontecendo. Mas este não é o caso. O amor por seu “irmão”, sua fé e perseverança alcançam a vitória e libertam o cativo. Mas agora ele enfrenta um adversário ainda mais perigoso que os quatro reis, embora esse tal tivesse sido derrotado. Trata-se do rei de Sodoma. Ele chega com presentes a Abrão, tentando fazê-lo dever-lhe favores. Mas Deus vela Abrão e, com o fim de fortalecer o Seu servo, Ele lhe envia, justamente antes desse encontro, um misterioso visitante – Melquisedeque. Também este é rei e, ao mesmo tempo, sacerdote — um tipo do Senhor Jesus (Hebreus 7:1-10) Alimentado e abençoado por Melquisedeque, Abrão rejeita firmemente a oferta do rei de Sodoma. Um coração saciado de Cristo é o segredo para se resistir às ofertas de Satanás. Ló, por outro lado, não aprende nada desta lição divina. Ele volta a viver em Sodoma e ali ainda terá de passar por outras experiências trágicas.

“…Embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do inimigo. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” (Efésios 6.16-17

Para Paulo, com certeza, foi a maior alegria escrever aos tessalonicenses: “…a vossa fé cresce sobremaneira.” Como a fé dos tessalonicenses havia crescido dessa maneira? Por sua contínua proximidade ao Senhor! Quanto mais nos aproximamos dEle interiormente, tanto mais cresce nossa fé. Naturalmente a subida é íngreme e as dificuldades aumentam, mas ao perder toda a firmeza e a segurança com que estávamos acostumados, encontramos nossa segurança nEle. Abraão se fortaleceu na fé e deu a honra a Deus. Ele tinha plena certeza de que Deus cumpriria tudo o que prometera.

Ou pensemos em Davi, que experimentou terríveis desilusões e perseguições, mas justamente por causa disso tinha condições de dizer: “Eu te amo, ó Senhor, força minha. O Senhor é a minha rocha… o meu rochedo em que me refugio.”

Ou de onde Elias obtinha o seu poder? Única e exclusivamente da sua posição em relação ao Senhor, pois ele testificava: “Só eu fiquei dos profetas do Senhor.” Ele havia perdido toda a ajuda que poderia ter dos homens e justamente por isso era arraigado no Senhor de um modo muito mais profundo!

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei (Mateus 11:28).

O melhor gol da minha vida

Nasci em São Paulo, Brasil, em 1971. Minha família era muito pobre e tive uma infância bastante difícil: meu pai era alcoólatra e minha mãe envolveu-se com espiritismo. Meu escape para tal situação era jogar futebol. Alimentava o sonho de me tornar um astro, ganhar muito dinheiro e cair fora daquele pesadelo. Isso se cumpriu quando o São Paulo Futebol Clube me contratou. Tudo o que sempre sonhara agora estava ao meu alcance. A fortuna sorria para mim.

No entanto, percebi que o dinheiro não traz a verdadeira felicidade. Nem a fama nem os prazeres que desfrutava satisfaziam minhas necessidades mais profundas. Então um amigo me convidou para uma reunião de atletas. Fui porque um jogador da Seleção Brasileira, Paulo Silas, estaria presente. Queria conhecê-lo e tirar fotos com ele.

Silas fez muito mais por mim. Ele me falou sobre alguém que tem mudado minha vida inteiramente. Não entendi tudo o que Silas me disse na ocasião, mas entendi o suficiente para me fazer orar ao Senhor Jesus, pedindo que Ele fosse meu Salvador e Orientador. Esse foi o instante que, por assim dizer, fiz o melhor gol da minha vida.

Desde então, tudo mudou consideravelmente. O Senhor Jesus me deu a paz e a alegria que tanto ansiei. Finalmente minha vida fez sentido. E algo maravilhoso aconteceu: o Senhor transformou a minha família e toda a atmosfera que cercava nossa casa.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.

Hebreus 2:1-9

“Deus… nos falou pelo Filho…” “Por esta razão” – inicia o capítulo 2 – “importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas.” Anteriormente, no monte santo, uma voz celestial ordenou solenemente que os três discípulos não ouvissem a Moisés e a Elias, mas sim ao Filho Amado. “Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus” (Mateus 17:5-8).

Nós também, pela fé, “vemos… Jesus” (v. 9). O capítulo 1 nos apresenta Jesus como Criador e Primogênito. Aqui Ele aparece como o Homem glorificado e o Conquistador da morte. No capítulo 1, os anjos de Deus O adoram; no capítulo 2, o Senhor Jesus foi feito um pouco menor que eles pelo infinitamente amargo sofrimento da morte que Ele experimentou (fim do v. 9). Porém, o Salmo 8 citado aqui nos revela todo o propósito de Deus em relação a “Jesus Cristo homem”. Uma coroa de honra e glória está sobre Sua cabeça; o domínio universal Lhe pertence por direito; e em breve todos se prostrarão debaixo de Sua lei. Mas a posição que o “Autor da salvação” presentemente ocupa, proclama a excelência da salvação. E como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? (10:29). Preste atenção: adiar é negligenciar. Corramos com urgência para tomar posse desta “tão grande salvação”.

E ACONTECEU nos dias de Anrafel, rei de Sinar, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim,

Gênesis 14:1-12 (leia aqui)

Em contraste com Abrão, o homem da fé, Ló é o exemplo de um crente que se apóia nas coisas visíveis. Por um longo período ele tinha seguido seu tio, imitando o procedimento dele — assim como fazem muitos jovens que se apóiam na fé de seus pais.

Mas agora, colocado à prova, Ló mostra o que estava em seu coração. Depois de se aproximar cada vez mais de Sodoma (13:12) , ele passa a viver ali (v. 12). Uma vez que enveredamos, conscientemente, por um caminho escorregadio, já não somos capazes de parar por nós mesmos. Como conseqüência de estar num lugar errado, Ló logo se vê enredado numa guerra com a qual nada tem a ver, e é feito prisioneiro juntamente com os habitantes de Sodoma. O relacionamento com pessoas que não temem a Deus expõe o filho de Deus à perda de sua liberdade e, ainda mais, essa companhia sempre será um motivo de dificuldades e angústia para sua alma. 2 Pedro 2:8 chama nossa atenção para esses tormentos de consciência que, para Ló e qualquer outro crente mundano, inevitavelmente o obrigam a levar uma vida dupla. Sendo presa desses conflitos, tanto interna como externamente, tal pessoa só pode ser infeliz. Por outro lado, Abrão está no monte e não tem conhecimento dessas complicações. As coisas deste mundo e todas as suas angústias não lhe dizem respeito. Assemelhamo-nos a Ló ou a Abrão?