“Se, porém, andarmos na luz como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 João 1.7)

Certa vez, quando me encontrava sobre o Atlântico voando para casa após uma série de conferências nos Estados Unidos, notei claramente: quando se voa da América para a Europa, vamos em direção à luz, uma vez que, no continente europeu, onde vivo, o dia amanhece sete horas antes. Durante o vôo, notei de repente que deixávamos para trás a escuridão, negra como betume, e voávamos diretamente para dentro da luz do dia.

Espiritualmente, como é importante para um filho de Deus que seu caminho vá em direção à luz e não em sentido contrário! E é igualmente importante na sua e na minha vida de fé que fujamos da escuridão. “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Fuja da escuridão! O Senhor fala que Seu servo Jó “se desvia do mal”. Este é um segredo da vitória: escapar e fugir do mal e se colocar na presença do Senhor Jesus, que a tudo ilumina. Apresse-se em direção à luz! Fuja da escuridão, pois o Senhor em breve virá!

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

E tomou Lameque para si duas mulheres… E disse Lameque a suas mulheres… eu matei um homem por me ferir, e um jovem por me pisar (Gênesis 4:19,23).

Você já ouviu falar de Lameque?

Você já ouviu falar desse homem? Talvez não, o que é uma pena, pois podemos aprender algo com ele. Embora tenha se passado milhares de anos desde a época de Lameque, ele parece se encaixar totalmente na cultura moderna. Isso é que torna a Bíblia tão fascinante: ela é sempre atual.

Lameque era descendente de Caim, o primeiro assassino. Ele tinha um caráter marcado pela independência e rebeldia, não se importava com Deus e seguia apenas seu próprio coração enganoso. Fica claro no versículo acima que Lameque sabia alguma coisa sobre Deus, em contraste com a maioria das pessoas de hoje. Pela tradição oral, Lameque conhecia a história de sua família: ele fez alusão a isso no versículo 24.

Em primeiro lugar, esse homem brutal transgrediu o princípio divino para o casamento. Até onde sabemos, foi o pioneiro no pecado da bigamia. Deus contemplou isso em silêncio, mas registrou as atitudes de Lameque. Aprenda algo importante sobre Deus agora: o silêncio divino não significa Sua aprovação!

Pessoas violentas às vezes são celebradas como heróis. Lameque era um homem que facilmente se irava. Não suportava oposição nem contra riedade: se era ferido, vingava-se; considerava a morte de seu oponente um grande feito. E para coroar isso tudo, ele compôs um poema exaltando seus pecados e o recitou para suas esposas. Ele glorificou sua violência. E Deus permaneceu em silêncio.

Não existe aqui nenhum relato de punição, tragédia ou catástrofe que afetasse a vida desse homem. Tudo seguiu o seu curso normal: as pessoas comiam, bebiam, casavam. Então, sem aviso, veio o dilúvio, do qual a família de Lameque não escapou. Muitos prevalecem pela força, outros pelo dinheiro, outros ainda pela opressão. Mas virá um dia, e está mais próximo do que imaginamos, em que todos os ímpios serão eliminados da terra – o dia do Senhor.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede (João 6:35).

Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus (Mateus 4:4).

Nunca mais ter fome nem sede?

Uma multidão cercava o Senhor Jesus. No dia anterior, queriam proclamá-Lo rei porque Ele os suprira com alimento. Mas o Senhor Se retirara para um lugar solitário nas montanhas, pois nenhum homem tinha o direito de conferir tal posto a Ele. Além disso, os motivos daquelas pessoas eram duvidosos: o que desejavam de fato era comida diária. Então Ele lhes disse: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna”, e acrescentou que deveriam crer nAquele que o Pai enviara (João 6:27,29).

O intento deles também era ver mais milagres. Então o Senhor declarou: “Eu sou o pão da vida”, e lhes mostrou que Ele poderia satisfazer as necessidades espirituais para sempre.

A humanidade tem necessidades materiais e espirituais. No entanto, enquanto as pessoas viverem sua vida sem um relacionamento real com Deus, não estarão “vivas” no sentido verdadeiro da palavra. Falta algo interiormente: há uma sede que nada no mundo pode aplacar.

Quem vem ao Senhor Jesus e se rende a Ele obtém a resposta para todos os tipos de necessidades e perguntas. Tudo o que Deus disse e fez é a luz que promove e aumenta o entendimento daquele que crê. Toda a perfeição moral do Senhor Jesus, o Filho de Deus, se torna alimento espiritual para os que O amam. E quem O ama jamais terá fome ou sede novamente.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

E [Jacó] temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! (Gênesis 28:17).

Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós (1 João 1:8).

Como superar o medo (3)

Deus Se revelou a Jacó, um dos patriarcas de Israel, por meio de um sonho no qual havia uma escada que alcançava os céus. Anjos subiam e desciam por ela. Isso mostrava como Jacó contava com o favor de Deus. Impressionante foi o que Jacó sentiu ao ter essa visão: ele ficou totalmente apavorado!

Descobrimos a razão disso ao lermos a história desse homem. Um pouco antes desse episódio, vemos que ele enganou o próprio pai, Isaque, ao se passar pelo irmão mais velho, Esaú. Agora estava fugindo, com medo de Esaú, com medo da repreensão de Deus, pois sua consciência o atormentava.

Há uma importante lição para aprendermos aqui: o pecado e a culpa roubam nossa paz de espírito, massacram nossa consciência e nos cegam para o amor e a bondade de Deus. O coração humano é enganoso e orgulhoso demais para admitir o fracasso e o pecado. Se simplesmente ignorarmos os erros, eles permanecerão vivos em nosso subconsciente e gerarão o medo de sermos descobertos nesta vida e de enfrentarmos a Deus no porvir.

Quem quer se livrar de tais medos tem de revelar sua vida diante de Deus e confessar seus pecados a Ele. Somente assim é possível experimentarmos o perdão divino, a aceitação do Pai e a libertação que os filhos de Deus possuem.

(concluído)

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo, graça e paz a vós outros.

1 Tessalonicenses 1:1-10

Atos 17 nos relata a curta visita de Paulo e Silas (ou Silvano, v. 1) a Tessalônica, onde ele havia proclamado e vivido o Evangelho (v. 5). E os tessalonicenses, tendo-o recebido (v. 6), por sua vez o praticavam. Sua obra era uma prova de  (comparar Tiago 2:18); seu trabalho confirmava seu amor; sua paciência proclamava qual era a grande esperança que por si só podia sustentá-los (v. 3). O resultado foi que todo o mundo sabia que existiam cristãos em Tessalônica (v. 7). Em minha vizinhança ou em meu lugar de trabalho todos sabem que sou crente? A conversão é o sinal público do novo nascimento, é a mudança de direção visível que corresponde à vida divina recebida na alma. Quando uma pessoa dá meia-volta, não tem mais os mesmos objetos diante de si (Gálatas 4:8-9). Daí em diante, os tessalonicenses deram as costas aos falsos e inanimados ídolos, para contemplar e servir a um Deus vivo, o Deus verdadeiro.

Os ídolos de madeira ou pedra do mundo pagão cederam lugar aos ídolos mais refinados do mundo cristianizado. Mas continua sendo verdadeiro que ninguém pode servir a dois senhores (Lucas 16:13). A quem servimos: a Deus ou às nossas cobiças? A quem estamos esperando: ao Filho de Deus ou à ira vindoura?

Quanto à minha situação, Tíquico, irmão amado, e fiel ministro, e conservo no Senhor, de tudo vos informará.

Colossenses 4:7-18

Paulo, prisioneiro em Roma, serve-se do mesmo fiel mensageiro, Tíquico, para levar suas duas cartas aos efésios e aos colossenses (Efésios 6:21-22). Outros irmãos e servos de Deus participavam de seus trabalhos e exercícios de coração: Epafras, que, depois de ter proclamado o Senhor aos colossenses (1:7), falava deles ao Senhor (v. 12); Onésimo, Aristarco, Marcos, Lucas… e também Demas, a princípio estreitamente associado à obra, mas mencionado aqui somente pelo nome.

Podemos imaginar o constrangimento de Arquipo ao ouvir seu nome lido na carta ante à igreja. Qual foi o serviço particular que ele recebera do Senhor? Bastava que ele mesmo o soubesse. Se o Espírito Santo não o determina, é para que cada crente ponha seu nome no lugar do de Arquipo. A trágica condição da igreja de Laodicéia, descrita em Apocalipse 3:17, mostra que nenhum proveito foi tirado desta carta que foi logo comunicada (v. 16). A igreja permaneceu pobre por haver acumulado outras riquezas que não eram “as riquezas da glória” (1:27) e tesouros distintos dos “tesouros da sabedoria e do conhecimento” (2:2-3). A igreja permaneceu nua por não ter sabido revestir-se do novo homem (3:10, 12, 14). Que o Senhor nos ajude a dar atenção às advertências de Sua Palavra! Que ela habite em nós ricamente (3:16)!

Esposas, sede submissas ao próprio marido, como convém no Senhor.

Colossenses 3:18-25; 4:1-6

Os vv. 10-11 do capítulo 3, assim como a passagem de Gálatas 3:27-28, anulam toda a diferença entre as criaturas de Deus para manter apenas a distinção fundamental entre o velho e o novo homem. Mas aqui o cristão, em quem coexistem estas duas naturezas, é considerado em seus relacionamentos com os outros e ao mesmo tempo com o Senhor. Em contraste com o restante da epístola, onde temos de ver com Cristo (nossa vida), aqui Ele é chamado “o Senhor”,com vistas enfatizar Seus direitos e Sua autoridade. Crianças, esposas, maridos, servos ou senhores, cada um tem o seu lugar e, à sua maneira, serve “a Cristo, o Senhor”. Qual deve ser nossa atitude “para com os que são de fora”? Primeiro, devemos andar sabiamente, refletindo a verdade. Logo, nossa linguagem deve ser cheia de graça e firmeza, adaptada às circunstâncias e condição das pessoas envolvidas. Finalmente, devemos orar (v. 3). Paulo pede orações para si mesmo. E notemos que não é a porta da prisão que ele queria ver aberta, mas sim a do Evangelho.

Os versículos mencionados acima correspondem a Efésios 5:22 a 6:9. Nestas passagens “é muito belo ver de que maneira o divino ensinamento entra em todos os detalhes da vida e exala o perfume de sua perfeição sobre todos os deveres e todas as relações” (J. N. Darby).