O coração deste povo está endurecido, e com os ouvidos ouviram pesadamente e fecharam os olhos, para que nunca com os olhos vejam, nem com os ouvidos ouçam, nem do coração entendam, e se convertam, e eu os cure (Atos 28:27)

Meditações sobre o livro de Deuteronômio (Leia Deuteronômio 29:2-17)

Todo Israel estava reunido para ouvir as palavras da aliança. O poder e o amor do Senhor tinham feito grandes milagres a favor do povo. Eles haviam visto cada uma de suas maravilhas (v. 2), mas não com os olhos do coração (v. 4; Efésios 1:18). Os milagres feitos em benefício daquela nação não tiveram nenhum efeito moral sobre a sua consciência. Aconteceu a mesma coisa no período em que o Senhor Jesus esteve no mundo. “Muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome; mas o próprio Jesus não se confiava a eles” (João 2:23-24). Também corremos o risco de nos assemelharmos a eles sempre que nos contentamos apenas com o conhecimento intelectual da verdade.

Contudo, o versículo 4 confirma que até então Deus não tinha dado a Israel ouvidos capazes de ouvir. Portanto, será que a falha foi do povo? Claro que sim! O apóstolo Paulo julga esse povo responsável por ter fechado os ouvidos de livre e espontânea vontade por medo de ouvir e converter-se (Atos 28:27-28). Ele continua: “Tomai, pois, conhecimento de que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão”. O Senhor deseja que isso não seja em vão e que nenhum de nós endureça o coração hoje quando ouvir a Sua voz (Hebreus 3:7, 8, 15; 4:7). Note a freqüente repetição da palavra “hoje” ao longo do livro de Deuteronômio.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera;

1 Tessalonicenses 2:1-12

Os ultrajes e os maus-tratos padecidos por Paulo e Silas em Filipos (Atos 16:12-40), longe de desanimá-los, os impulsionaram a anunciar o Evangelho com ousadia. A furiosa reação do adversário provava precisamente que o trabalho deles não tinha sido em vão (v. 1). Ademais, eles não fizeram uso de nenhum dos métodos habituais da propaganda humana: sedução, fraude, bajulações e desejo de agradar; como escreveu o apóstolo aos coríntios: “… em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2 Coríntios 2:17). Com muita freqüência, hoje em dia, o Evangelho é apresentado sob um aspecto atraente e sentimental ou como o complemento de uma obra social. O ministério de Paulo tampouco foi inspirado por um dos três grandes motivos da atividade humana: busca de glória pessoal, satisfação da carne e aquisição material. Pelo contrário, os sofrimentos do apóstolo testificavam completo desinteresse pessoal (ver Atos 20:35). Dois sentimentos o animavam: a contínua preocupação de agradar a Deus (v. 4) e o amor por aqueles que se tinham tornado “seus filhos”. Como uma mãe, ele lhes havia alimentado e cuidado com ternura (v. 7). Como um pai, ele os exortava, consolava e ensinava a andar (vv. 11-12). Mas antes de tudo queria que eles tivessem plena consciência de suas relações com Deus. Que posição a deles… e a nossa! Deus nos chama nada menos que para Seu próprio reino e glória.

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

Então sacrificaram a páscoa no dia décimo quarto do segundo mês; e os sacerdotes e levitas se envergonharam e se santificaram e trouxeram holocaustos à casa do Senhor

2 Crônicas 30:15-27 (leia aqui)

Como o rei da parábola, Ezequias fez com que a proclamação da graça corresse todo o país: “Eis que já preparei o meu banquete… tudo está pronto; vinde” (Mateus 22:4). Muitos não deram a menor importância. E entre os que vieram, alguns não estavam santificados (v. 17). O que fazer? Eles deveriam ser enviados para casa? Absolutamente não! Assim como os convidados do grande banquete receberam do rei uma roupa de festa, assim a graça de Deus purificou tais israelitas, para torná-los dignos de Sua santa presença. E essa purificação é obtida exatamente por meio da Páscoa que iriam celebrar. O sangue das vítimas sacrificadas seria para a santificação deles. Lembremos o sangue de Jesus, o santo Cordeiro de Deus. Ele nos purifica todo pecado (1 João 1:7).

Quanto ao fraco e ignorante, Ezequias, como figura de Cristo, intercede a favor deles diante de Deus que os perdoa. Então se segue a festa dos pães asmos. Ela fala sobre a santificação prática. Grande alegria toma conta da multidão, provando que a consagração a Deus de forma alguma é sinônimo de tristeza. E a oração dos sacerdotes, os porta-vozes do povo, alcança o objetivo: chega à presença de Deus no céu.

“Se, porém, andarmos na luz como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 João 1.7)

Certa vez, quando me encontrava sobre o Atlântico voando para casa após uma série de conferências nos Estados Unidos, notei claramente: quando se voa da América para a Europa, vamos em direção à luz, uma vez que, no continente europeu, onde vivo, o dia amanhece sete horas antes. Durante o vôo, notei de repente que deixávamos para trás a escuridão, negra como betume, e voávamos diretamente para dentro da luz do dia.

Espiritualmente, como é importante para um filho de Deus que seu caminho vá em direção à luz e não em sentido contrário! E é igualmente importante na sua e na minha vida de fé que fujamos da escuridão. “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Fuja da escuridão! O Senhor fala que Seu servo Jó “se desvia do mal”. Este é um segredo da vitória: escapar e fugir do mal e se colocar na presença do Senhor Jesus, que a tudo ilumina. Apresse-se em direção à luz! Fuja da escuridão, pois o Senhor em breve virá!

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)