E SUCEDEU, ao fim de vinte anos, nos quais Salomão edificou a casa do Senhor, e a sua própria casa,

2 Crônicas 8:1-18 (leia aqui)

Salomão fortalece seu reinado. Ele constrói cidades-armazéns e fortificações. Entre elas Bete-Horom, a de cima e a de baixo (v. 5), lembram a vitória extraordinária de Josué (ou melhor, a vitória do Senhor) na estrada que conduzia a essas duas cidades (Josué 10:11). Agora todos os cananeus, sobreviventes, por causa da desobediência de Israel, estão sujeitos a impostos. Em contraste, por causa da obediência à Palavra (Levítico 25:42), os israelitas não estão mais sujeitos a fazer o trabalho reservado aos escravos. O rei, portanto, faz uma clara distinção entre os que pertenciam ao povo de Deus e os que não pertenciam, inclusive no caso de sua própria esposa (v. 11). Não esqueçamos que a mesma distinção ainda perdura hoje em dia.

É verdade que já fomos no passado servos do pecado (Romanos 6:20). Mas aqueles que o Filho liberta de fato são livres (João 8:36) – livres “para louvarem a Deus e servirem… segundo o dever de cada dia” (v. 14). Porém, não são livres para fazer o que quiserem! “Não se desviaram do que ordenara o rei” (v. 15). O versículo 13 menciona os mandamentos de Moisés e o 14 os de Davi. A verdadeira liberdade para o cristão consiste em fazer a vontade do Senhor em amor!

Assim Salomão acabou a casa do Senhor, e a casa do rei, e tudo quanto Salomão intentou fazer na casa do Senhor e na sua casa prosperamente o efetuou.

2 Crônicas 7:11-22 (leia aqui)

A casa foi terminada e inaugurada. Respondendo a Salomão, Deus declara que Ele a tinha santificado e que Seu nome estaria ali para sempre (vv. 16 e 20). Bendita segurança! Hoje a reunião dos crentes, entre os quais o Senhor Jesus prometeu estar presente, é caracterizada por ser feita no nome do
Senhor (Mateus 18:20). Conseqüentemente, há enorme responsabilidade de não se tolerar nada que desonre esse Nome e essa Presença. É essa a advertência que o Senhor faz a Salomão do versículo 19 em diante.

A presença do Senhor no meio dos Seus lhes assegura tudo aquilo de que a alma precisa. Então por que certas reuniões são tão enfadonhas e sem vida? Deve estar faltando alguma coisa, e é obvio que não é o cumprimento da promessa do Senhor. Infelizmente, o que falta é a fé, a minha fé em Sua presença, que é suficiente para me abençoar abundantemente onde quer que eu esteja!

Notemos como a resposta divina se encaixa perfeitamente na oração do rei no capítulo anterior. Comparemos, por exemplo, o versículo 15 deste capítulo com o 40 do capítulo 6. Sim, temos de esperar bênçãos específicas de Deus. Portanto, sejamos também específicos em oração.

E ACABANDO Salomão de orar, desceu o fogo do céu, e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do Senhor encheu a casa.

2 Crônicas 7:1-10 (leia aqui)

Em resposta à oração do rei, fogo desce do céu e consome o holocausto. Pela segunda vez (5:14), a glória do Senhor enche a casa. E até o tempo de Ezequiel (Ezequiel 10:18; 11:23) ela permanece ali.

O temor que tal glória inspira evita a entrada dos sacerdotes na casa (5:14; 7:2). Em contraste, pensemos em nossa posição eterna. O Senhor deseja ter os Seus ao redor de Si em glória. No monte da transfiguração, quando o Senhor se manifestou aos discípulos, Elias e Moisés estavam com Ele na nuvem brilhante, chamada de “Glória Excelsa” (2 Pedro 1:17; Mateus 17:5).

Todo o povo se ajoelhou e irrompeu em canção, que será ouvida no reinado milenar: “Louvai ao Senhor, porque é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre” (v. 3; Salmo 136). Depois disso, foram oferecidos sacrifícios em grande quantidade: 22 mil bois e 120 mil ovelhas. Que contraste entre o que foi oferecido aqui e a “única oferta” pela qual fomos santificados e feitos perfeitos: a “do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez” (Hebreus 10:10, 14). O sangue de Cristo fez o que era impossível ao sangue de touros e bodes (Hebreus 10:4).

Salomão e o povo tiveram o privilégio de oferecer sacrifícios ao Senhor na dedicação do templo. Mas, e nós, cristãos? Nosso privilégio é incomparavelmente maior, pois já não temos de oferecer, mas, sim, de aceitar e crer no sacrifício que o Filho de Deus fez por nós!