ENTÃO falou Salomão: O Senhor disse que habitaria nas trevas.

2 Crônicas 6:1-11 (leia aqui)

Salomão, antes de reunir todo o povo, louva ao Deus de Israel, relembra Seus atos de graça e explica as razões pelas quais o templo foi construído.

O desejo do rei era direcionar o coração do povo ao Senhor. Pensemos no Único que podia declarar, após ter atravessado a morte: “A meus irmãos declararei o teu nome; cantar-te-ei louvores no meio da
congregação” (Salmo 22:22). Algumas vezes receamos orar a Deus Pai. Acreditamos que encontraremos mais compreensão e amor no Senhor Jesus. Isso não é falta de confiança no Deus de amor? “Porque o próprio Pai vos ama”, confirmou o Senhor Jesus aos Seus discípulos (João 16:27). Cristo deseja que conheçamos Seu Pai da mesma maneira que Ele conhece. No entanto, a cruz foi necessária para possibilitar tal relacionamento. Além disso, as primeiras palavras de Jesus após a ressurreição foram: “Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus” (João 20:17). Agora que a obra da redenção foi cumprida, não mais lidamos com um Deus terrível, um Juiz que tem de ser apaziguado. Para nós, Deus é nosso Pai, de quem podemos aproximar-nos sem medo, em nome do Senhor Jesus.

ASSIM se acabou toda a obra que Salomão fez para a casa do Senhor; então trouxe Salomão as coisas que seu pai Davi havia consagrado, a prata, o ouro e todos os objetos, e pô-los entre os tesouros da casa de Deus.

2 Crônicas 5:1-14 (leia aqui)

A magnífica casa está completa. No entanto, está faltando o principal objeto: a arca da Aliança. A introdução dela no “seu lugar, no santuário mais interior do templo, no Santo dos Santos, debaixo das asas dos querubins” (v. 7) atrai nossos olhos para Jesus, sentado nos lugares celestiais, exaltado pelo próprio Deus, o centro do louvor universal, enchendo os céus e a terra com Sua glória. Ele é o objeto da admiração dos anjos (o querubim: 1 Timóteo 3:16) e da adoração do Seu abençoado povo: um som, mas vários instrumentos (v. 13). Há uma só canção: uma nova canção, entoada pela multidão dos redimidos, cada um participando com sua nota individual, mas todos em perfeita harmonia.

Dos três objetos que a arca continha – o maná, a vara de Arão e as tábuas da aliança -, restavam apenas os últimos (v. 10). Durante a jornada dos israelitas no deserto, Deus lhes deu o maná e conduziu o povo a Si mesmo por meio do sacerdote. Agora a arca estava em Sião, o lugar de descanso de Deus, que cumprira Sua promessa. E Ele mesmo, baseado na nova aliança garantida pelas tábuas, descansa em Seu amor no meio do povo redimido (Sofonias 3:17).

TAMBÉM fez um altar de metal, de vinte côvados de comprimento, de vinte côvados de largura e de dez côvados de altura.

2 Crônicas 4:1-22 (leia aqui)

Completamente revestido com ouro, o templo fala sobre a justiça perfeita e pura. Além disso, o adorador não poderia aproximar-se sem antes ter passado pelo altar de bronze do sacrifício. Esse altar era quadrado, e suas dimensões, vinte côvados (cerca de nove metros) de largura, eram idênticas às do Santo dos Santos. Em outras palavras, as glórias do Santo dos Santos correspondem às grandezas e à perfeição do sacrifício representado pelo altar.

E aqui está “o mar”. Os doze bois nos trazem à memória a paciente e perseverante obra de Cristo conforme Efésios 5:26, bem como a firmeza que deve ser demonstrada para resistir às influências externas e manter a pureza. Apenas depois disso outros itens são enumerados: as pias, os candelabros, as mesas, o altar de bronze e vários acessórios dos sacerdotes. Tudo, enfim, relembra que não podemos desfrutar das verdades representadas por tais objetos a menos que tenhamos sido moralmente purificados no “mar de bronze” (Salmo 26:6; 2 Coríntios 7:1).

Com exceção do cálice e do pão da Ceia do Senhor, o adorador no Novo Testamento não tem mais nenhum objeto visível, sacramento ou cerimônia diante de si. Nossa adoração agora é “em espírito e em verdade” (João 4:24). Tudo o que contemplamos é pelos olhos da fé, e não por coisas materiais ou rituais religiosos.