DAVI também fez casa para si na cidade de Davi; e preparou um lugar para a arca de Deus, e armou-lhe uma tenda.

1 Crônicas 15:1-24 (leia aqui)

Que tenhamos a coragem de reconhecer nossas falhas diante de Deus e dos homens. “Pois, visto que não a levastes na primeira vez, o SENHOR, nosso Deus, irrompeu contra nós, porque, então, não o buscamos, segundo nos fora ordenado” (v. 13), Davi declara aos levitas encarregados de trazer a arca. E, dessa vez, todas as precauções são tomadas “segundo a palavra do SENHOR”. Que cena alegre e digna de louvor! Note o papel que Obede-Edom desempenhou em tudo isso. Ele poderia ter sido egoísta e reclamar quando viu a arca deixando sua casa. Com essa partida ele não perderia uma fonte de bênçãos (13:14)? Porém isso nem lhe passou pela mente. A bênção devia ser compartilhada com o todo Israel, e ele mesmo, um levita dos filhos de Coré, se uniria aos porteiros (v. 18), cantores (v. 19) e porteiros da arca (v. 24). Portanto, a arca não lhe foi tirada completamente. Ao ser fiel no pouco, recebeu o muito (Lucas 16:10). Por ter conduzido bem a própria casa, Deus confiou a Obede-Edom uma posição de responsabilidade em Sua casa (1 Timóteo 3:4-5). Quenanias, chefe dos levitas, era o professor de música, “porque era entendido nisso” (v. 22). Isso nos traz à memória as palavras do apóstolo Paulo: “Cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente” (1 Coríntios 14:15).

Anúncios

ENTÃO Hirão, rei de Tiro, mandou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e pedreiros, e carpinteiros, para lhe edificarem uma casa.

1 Crônicas 14:1-17 (leia aqui)

A glória e a prosperidade de Davi chegaram aos ouvidos dos reinos vizinhos. Alguns, como Hirão e seu povo, buscaram o favor e a amizade do rei de Israel; outros, como os filisteus, não abaixaram as armas. Notemos que, segundo a característica especial de Crônicas, aqui não há menção da associação nada digno de Davi com Aquis (1 Samuel 27-29), exceto pela discreta referência em 1 Crônicas 12:19.

O vitorioso sobre Golias então dispara um ataque contra os filisteus em dois estágios, não sem antes ter consultado ao Senhor em ambas as ocasiões. Enfatizemos novamente essa atitude de humildade. A confiança de Davi não está em sua própria capacidade de liderar o exército; ele não se apóia em sua experiência militar ao decidir as melhores táticas a serem adotadas. Quando o Inimigo “sobe a nossa busca” (v. 8), nossa primeira reação é perguntar a Deus qual é a estratégia para derrotá-lo. Não confiemos em nossa sabedoria. Antes de enfrentar o Inimigo, na verdade antes de qualquer outra decisão, peçamos orientação e ajuda ao Senhor Jesus. A maioria de nossas derrotas nas mãos de nosso grande Adversário acontece simplesmente porque esquecemos de buscar o conselho do Senhor.