Tinha Amom vinte e dois anos de idade quando começou a reinar, e dois anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Mesulemete, filha de Harus, de Jotbá.

2 Reis 21:19-26; 22:1-7 (leia aqui)

Amom sucede Manassés. Depois de dois anos de reinado ímpio, ele morre violentamente. E o pequeno Josias, seu filho, sobe ao trono com oito anos de idade. Esse nome já havia sido mencionado séculos antes pelo profeta que subiu a Betel para falar contra o altar na presença de Jeroboão (1 Reis 13:2). Esse filho necessariamente tinha de nascer da casa de Davi para executar a justiça e o juízo. Vemos que em meio a tanto mal que o cercava, os pensamentos de Deus se voltam a essa criança muitos anos antes. Porém, por toda a eternidade, os pensamentos divinos estão sobre a pequena criança de Belém que se tornou o Salvador do mundo.

O reinado de Josias, como o de seu antecessor Ezequias, corresponde ao que chamamos de reavivamento. No presente estado de dormência da cristandade, o Espírito Santo faz surgir, aqui e ali, reavivamentos semelhantes. O despertar do qual Josias foi instrumento tinha essa característica: um novo interesse pela casa de Deus e um retorno ao Livro sagrado. Por fim, houve uma preocupação em se separar do mal. Teremos oportunidade de detalhar esses pontos nas folhinhas seguintes.

TINHA Manassés doze anos de idade quando começou a reinar, e cinqüenta e cinco anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Hefzibá

2 Reis 21:1-18 (leia aqui)

Ezequias foi o rei mais fiel de todos desde o tempo de Davi. Seu filho, Manassés, seria o mais ímpio. “Prosseguiu em fazer o que era mau perante o Senhor, para o provocar à ira” (v. 6). E, além de todos os outros crimes, aqui se acrescenta a responsabilidade de ser filho do piedoso Ezequias, que dissera: “O pai fará notório aos filhos a tua fidelidade” (Isaías 38:19). Se nas Escrituras apenas estivesse registrado este capítulo falando sobre Manassés, poderíamos afirmar com toda a certeza que ele estaria perdido por toda a eternidade. Mas o segundo livro de Crônicas (33:12-13) nos conta sobre o final da história desse rei e nos ensina que a graça de Deus tem a última palavra. Quem poderia imaginar que tal homem iria se arrepender, orar e receber perdão? De fato, os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos. Nossa salvação não depende na maneira pela qual nos comportamos. É resultado da incomparável graça do Deus de amor. Porém, o que fizemos antes de nossa conversão é tido como abominável diante de Deus. Paulo se autodenominou o principal dos pecadores por ter perseguido a igreja. Mas acrescentou: “Por esta mesma razão me foi concedida misericórdia, para que em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade” (1 Timóteo 1:16).