Então disse Eliaquim, filho de Hilquias, e Sebna e Joá, a Rabsaqué: Rogamos-te que fales aos teus servos em siríaco; porque bem o entendemos; e não nos fales em judaico, aos ouvidos do povo que está em cima do muro.

2 Reis 18:26-37 (leia aqui)

O grande copeiro continua seu discurso falando sobre ameaças, ridicularização e mentiras. Ele falsamente disse ter recebido uma ordem do Senhor para ir contra Judá e destruí-lo (v. 25). Por um momento tenta usar a sedução. Falando a língua do povo (Satanás conhece-a muito bem), ele pinta um encantador quadro das riquezas da Assíria, para onde lhes propõe que sejam transportados trigo, pão, azeite, vinhas etc. Em resumo, ele lhes assegura que a terra seria como a deles (v. 32). De fato, se compararmos os recursos da Assíria com os de Canaã (Deuteronômio 8:7-8), aparentemente há pouca diferença. Porém, há uma diferença vital: a terra do inimigo não é como a terra do Senhor, “terra de ribeiros de águas, de fontes e de abismos, que saem dos vales e das montanhas”. Uma terra como a nossa? Certamente não! Jesus não dá como o mundo dá (João 14:27). Se não for capaz de induzir o crente a aceitar seus ilusórios recursos, o Inimigo procurará desviá-lo do Supremo Recurso: seu poderoso Deus (vv. 33-35). Que resposta o cristão deve dar? Nenhuma! Nem sequer uma única palavra (v. 36)! Não temos de discutir com o Diabo!

Porém no ano décimo quarto do rei Ezequias subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortificadas de Judá, e as tomou.

2 Reis 18:13-25 (leia aqui)

Ezequias bravamente tomou posição ao lado do Senhor. Mas sua fé ainda não tinha sido testada. Era necessário que isso acontecesse. E, da mesma maneira, cada cristão deve demonstrar, mais cedo ou mais tarde, se seus atos são atos de fé ou não. Como recontado em Isaías, a fé de Ezequias começou a vacilar diante de tão formidável ataque do rei da Assíria. Ele pensou que se livraria de problemas ao enviar enorme quantidade de prata e ouro a Senaqueribe. Foi isso o que Joás fez anteriormente. Mas Deus ensinaria ao rei (e a nós também) que o livramento e a verdadeira paz não são obtidos mediante concessões. E Inimigo sempre engana e ilude. Senaqueribe, em vez de se retirar, envia grande exército contra Ezequias e os habitantes de Jerusalém. Ele manda simultaneamente três perigosos enviados, cada um com um papel especial: seu general para derrotá-los, seu ministro para amansá-los e, por fim, seu copeiro para seduzi-los com palavras lisonjeiras. Temos de desconfiar de tais pessoas que Satanás nos envia às vezes com a mesma missão! A forma com que falam as denuncia!

Rabsaqué começa seu discurso bombástico, ridicularizando a fé que o rei tinha no Senhor.