E DAVI tomou conselho com os capitães dos milhares, e das centenas, e com todos os líderes.

1 Crônicas 13:1-14 (leia aqui)

Um maravilhoso desejo nasce no coração do novo rei: restaurar a arca ao seu lugar de honra em Israel e envolver todo o povo nesse evento. Tudo parece encaminhar-se da melhor maneira possível. A alegria é unânime. Infelizmente, um único (mas importantíssimo) detalhe foi ignorado, e isso foi o suficiente para matar Uzá, com grande consternação para todos. Em resultado dessa desgraça repentina, a alegria no coração do rei se transformou em um sentimento de temor, e o desgosto tomou o lugar das ações de graças.

A Palavra declara que os levitas deveriam carregar a arca sobre os ombros, e isso não foi feito. Talvez por total ignorância! Eles fizeram o melhor que podiam porque não sabiam agir devidamente. Mas não faz diferença, o rei – que possuía a cópia do livro da Lei – e também os levitas – responsáveis por ensiná-la – deveriam conhecer o mandamento acerca desse assunto (Deuteronômio 17:18; 31:12). Ambos eram indesculpáveis. Nós, que temos a Bíblia em nossas mãos, somos responsáveis por andar e servir ao Senhor de acordo com o ensino que ela contém.

A arca é levada à casa de Obede-Edom e permanece na casa daquele homem por três meses.

Também de Manassés alguns passaram para Davi, quando veio com os filisteus para a batalha contra Saul; todavia Davi não os ajudou, porque os príncipes dos filisteus, tendo feito conselho, o despediram, dizendo: À custa de nossas cabeças passará a Saul, seu senhor.

1 Crônicas 12:19-40 (leia aqui)

Davi, o centro de reunião, vê homens fiéis que o reconheciam como rei vindo a ele de todas as tribos. Daqui e dali, muitos grupos chegavam, alguns mais ansiosos que outros, até que se formou um grande acampamento. Zadoque, um jovem forte e valente, é mencionado com destaque. Sobre quem o Senhor poderia fazer uma menção especial entre Seu povo hoje em dia?

Cada soldado participante do exército tinha uma característica peculiar. Alguns tinham grande coragem e força, outros mais discernimento e sabedoria, outros ainda mais disciplina e retidão. Assim é entre o povo de Deus. Um difere do outro, cada indivíduo se sobressai por meio de uma virtude particular em seu caráter: força, sabedoria, paciência, fé, amor, perseverança etc. E cada uma dessas virtudes é conhecida pelo Senhor, o único que manifestou todas elas.

A cena final deste capítulo nos recorda Lucas 12:37. Porém, o incomparável Mestre não deixará nenhum outro cuidar de Seus escravos fiéis ou de Seus guerreiros cansados, pois “ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá”.

ESTES, porém, são os que vieram a Davi, a Ziclague, estando ele ainda escondido, por causa de Saul, filho de Quis; e eram dos valentes que o ajudaram na guerra.

1 Crônicas 12:1-18 (leia aqui)

A derrota de Saul foi causada pelos arqueiros filisteus, contra os quais ele não se prevenira (10:3). No entanto, aqui nos é dito que ele poderia ter encontrado homens de guerra competentes, que usavam o arco e o estilingue com habilidade, entre seus próprios irmãos da tribo de Benjamim. Infelizmente, tais homens haviam desertado para se juntar a Davi em Ziclague. Eles colocaram seus talentos à disposição daquele que reconheciam, pela fé, como seu único senhor. O que faremos com as habilidades que Deus nos confiou? Em quais obras elas têm sido usadas? Nas de Cristo ou nas do Príncipe deste mundo?

De igual modo, onze guerreiros gaditas de extraordinário calibre se juntaram a Davi, que os encarregou de grandes responsabilidades.

Então chegam os homens de Judá e Benjamim. O rei prova os sentimentos deles em relação a si. Não é realmente magnífica a resposta dada pelo Espírito por meio de Amasai, chefe dos capitães: “Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé!” (v. 18)? Que cada um de nós possa declarar pelo mesmo Espírito: “Eu sou teu, Senhor Jesus. Contigo estou!”. É uma pena que muitos dos redimidos, que certamente pertencem ao Senhor, não queiram a companhia dEle.

Igreja Batista do Morumbi

E três dos trinta capitães desceram à penha, a ter com Davi, na caverna de Adulão; e o exército dos filisteus estava acampado no vale de Refaim.

1 Crônicas 11:15-47 (leia aqui)

Desde o dia de sua ascensão ao poder, Davi não esqueceu seus companheiros da caverna de Adulão. O Senhor esqueceria os que buscaram seguir e servi-Lo aqui neste mundo? Sabemos que isso é impossível. No momento em que estava prestes a dar Sua vida pelos discípulos, enquanto disputavam entre si quem seria o maior, o que o Mestre lhes disse? “Vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações. Assim como meu Pai me confiou um reino, eu vo-lo confio” (Lucas 22:28-29).

Há uma espécie de hierarquia entre esses poderosos homens. Isso não depende da força física, pois todos eram fortes; mas da devoção deles, tanto no que se referia ao serviço, como no caso dos três bravos homens que foram buscar água, quanto aos combates, como no caso de Benaia. O mesmo acontece entre os crentes de hoje. Em todos os círculos cristãos, alguns se destacam dos outros devido ao zelo e amor ao Senhor. Um dia, no céu, aprenderemos sobre os atos de valor deles. Você não deseja estar neste grupo? “Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1:11).

ENTÃO todo o Israel se ajuntou a Davi em Hebrom, dizendo: Eis que somos teus ossos e tua carne.

1 Crônicas 11:1-14 (leia aqui)

Os longos anos de sofrimentos e exílio terminaram para Davi. Seus direitos ao trono são reconhecidos por todo Israel. Ele toma posse da fortaleza de Sião, tão exaltada nos salmos (por exemplo, no Salmo 87:1-3) e que nos fala sobre a graça real. Mas ele não habitaria lá sozinho. Os homens de fé que haviam andado nos desertos e montanhas, vivendo nos antros e cavernas (mas dos quais o mundo não era digno), agora morariam com ele para sempre nessa cidade (Neemias 3:16; Hebreus 11:16, 38). Queridos filhos de Deus, conseguimos vislumbrar no horizonte a maravilhosa cidade de ouro para a qual Jesus nos está conduzindo? Que essa esperança nos fortaleça em nossa caminhada cristã e nas batalhas da fé!

O valente Eleazar lutou contra os filisteus para preservar um campo de cevada. Ele nos lembra aqueles servos do Senhor que têm de batalhar a fim de prover comida espiritual para o povo de Deus. Alguns tiveram de se envolver em sérias controvérsias com os inimigos da verdade. Devemos ser gratos a eles e estar dispostos a defender a sã doutrina que esses heróis preservaram (Judas 3).

E OS filisteus pelejaram com Israel; e os homens de Israel fugiram de diante dos filisteus, e caíram mortos nas montanhas de Gilboa.

1 Crônicas 10:1-14 (leia aqui)

De agora em diante, as Crônicas se ocuparão novamente da história de Davi e seus sucessores, a partir da morte de Saul. Mas o relato apresentará muitas diferenças em relação ao que está registrado nos livros de Samuel e Reis. Alguns fatos foram acrescentados; sobre outros há silêncio. Cada uma dessas variações corresponde exatamente ao propósito que Deus tinha em mente ao escrever tal fato de um novo ângulo: o da Sua soberana graça. Pela mesma razão, Ele nos deu quatro vezes, nos quatro evangelhos, a história de Seu Filho para que pudéssemos observá-Lo em Suas diferentes glórias.

Portanto, não devemos cansar de ler histórias que já nos são familiares, ao contrário devemos buscar perceber o que o Espírito acrescenta e o que propositadamente omite. Não nos desencorajemos, mas nos alegremos de ouvir repetidamente o que Deus fez com a carne. Saul é um símbolo disso. Ele caiu pelas mãos dos filisteus e foi despojado de tudo no monte Gilboa. Sua desgraça foi completa e sua morte é registrada antes de Davi aparecer em cena. Por sua vez, Davi é o homem que cumpre os conselhos de Deus, um verdadeiro tipo do Senhor Jesus.