NO ano duodécimo de Acaz, rei de Judá, começou a reinar Oséias, filho de Elá, e reinou sobre Israel, em Samaria, nove anos.

2 Reis 17:1-18 (leia aqui)

Oséias, assassino e sucessor de Peca, foi o último rei de Israel. Israel não aproveitou o adiamento da sentença dada pelo Senhor por alguns anos. No nono ano do reinado de Oséias houve a conquista de Samaria e a subseqüente deportação das dez tribos. Mas Deus em Sua justiça não quis dar esse passo final sem antes mostrar claramente a culpa do povo mais uma vez. Os versículos 7 a 18 resumem as irrefutáveis acusações divinas contra Israel. Assim será diante do grande e terrível trono branco. Os mortos não serão julgados antes que os livros onde estão registradas todas as suas obras sejam abertos, para a completa confusão deles (Apocalipse 20:12-13).

O rei da Assíria continuou com seu plano de expatriar populações. Que coisa vergonhosa ver a bela terra de Canaã ocupada por nações idólatras, mesmo que eternamente elas tenham aprendido a temer o Senhor e prestar-Lhe culto além do culto a seus próprios deuses (vv. 23-34).

Chegamos ao momento profetizado por Oséias, quando o Senhor pronuncia sobre Israel as solenes palavras “Lo-amni” (ou seja, “não meu povo”) com a réplica: “Põe-lhe o nome de Não-Meu-Povo, porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus” (Oséias 1:9).

NO ano dezessete de Peca, filho de Remalias, começou a reinar Acaz, filho de Jotão, rei de Judá.

2 Reis 16:1-20 (leia aqui)

Durante o reinado de Acaz em Judá (e de Peca em Israel), a Assíria surge nessa história. Deus afirma que irá usá-la como “cetro da minha ira” (Isaías 10:5), para dispersar Israel e castigar Judá. Diante desse formidável inimigo, Acaz age como um talentoso político, mas sem se importar o mínimo com o que o Senhor pensava. No entanto, a mais maravilhosa das revelações veio por meio do profeta Isaías enquanto Acaz reinava (Isaías 7:14). “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” Quantos em nossos dias têm ouvido sobre as notícias do nascimento de nosso Salvador, mas não querem esse Deus que veio estar conosco!

Acaz tomou a liberdade de mudar tudo na casa do Senhor. Mandou construir um altar maior: os homens sempre acham que o que Deus estabeleceu é muito restrito. Então o ímpio rei eliminou os sacrifícios do altar de bronze: o valor da expiação e a eficácia da cruz são negados. Ele remove as bases do mar e da pia, suprimindo assim o autojuízo. Por fim, ele faz alterações na porta e na entrada por causa do rei da Assíria (v. 18): isso é um símbolo da religião que agrada o mundo e se abre completamente para ele.

No ano cinqüenta de Azarias, rei de Judá, começou a reinar Pecaías, filho de Menaém, sobre Israel, em Samaria, e reinou dois anos.

2 Reis 15:23-38 (leia aqui)

Todas as advertências de Deus, incluindo Seu silêncio, foram inúteis para despertar a consciência de Seu povo. Chegou o momento em que o último ato de disciplina deve ser executado. Isso significa a dispersão do povo entre as nações gentias. Foi a última e extrema punição, predita desde o começo da história de Israel (Levítico 26:33; Deuteronômio 28:64) e adiada por séculos de divina paciência. Podemos imaginar o quanto essa decisão custou ao coração de Deus. Ele tirou Seu povo do Egito. Ele os reuniu, os separou e os guiou até a terra prometida. E agora tem de desfazer Seu próprio trabalho e colocar esse infeliz povo sob um jugo do qual Ele mesmo os tirara (Jeremias 45:4). Porém, como último recurso da graça, a dispersão começa de maneira limitada. Ainda havia lugar para arrependimento.

Note: os habitantes de Gileade estão entre as primeiras vítimas. O capítulo 32 de Números relata a desastrosa escolha de duas tribos e meia que se estabeleceram além do Jordão devido a interesses materiais. Os descendentes deles colheram as trágicas conseqüências dessa decisão.

Em Judá reina o fiel Jotão e depois seu filho, Acaz, que foi um dos reis mais perversos.

NO ano vinte e sete de Jeroboão, rei de Israel, começou a reinar Azarias, filho de Amazias, rei de Judá.

2 Reis 15:1-22 (leia aqui)

Azarias, ou Uzias, sobre quem 2 Crônicas 26 nos dá mais informações, termina seu reinado de cinqüenta e dois anos de maneira muito triste. Ele começou a carreira bem. Assim havia sido com seu pai e avô. Lembremos que um bom início na vida cristã não nos garante um final feliz. Jamais confiemos em nossa fidelidade passada ou presente, mas no Senhor, o único capaz de nos guardar da queda (Judas 24).

Durante a longa vida de Azarias, Zacarias, o quarto e último descendente de Jeú, depois Salum, Menaém, Pecaías e Peca, um de cada vez, ocuparam o trono de Israel. O triste refrão que resume esses sucessivos reinados é “Fez o que era mau perante o SENHOR; não se apartou dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel”. Não importa o que a história do mundo registra sobre eles; o que conta de fato acerca da vida de uma pessoa, incluindo a minha e a sua, são os registros divinos. “Eles estabeleceram reis, mas não da minha parte” (Oséias 8:4). É terrível ver no final desse período da história de Israel como o Senhor, cansado de tamanha infidelidade, deixa Seu povo à própria sorte (Oséias 4:17).

E viveu Amazias, filho de Joás, rei de Judá, depois da morte de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, quinze anos.

2 Reis 14:17-29 (leia aqui)

Nada é dito sobre os últimos quinze anos da vida de Amazias. Anos perdidos! Ele não fez nada de valor para Deus que merecesse ser mencionado! Não há períodos assim em nossa vida? Como seu pai, Joás, ele também morreu de morte violenta – um triste fim para um homem que “deixou de seguir ao Senhor” (2 Crônicas 25:27)! Seu filho Azarias, também chamado de Uzias, o sucedeu quando tinha dezesseis anos, enquanto em Israel continuava o longo reinado do terceiro descendente de Jeú: Jeroboão II. Este último, como seus predecessores, manteve sua conexão com os bezerros de ouro feitos pelo primeiro Jeroboão! No entanto, por Sua misericórdia, Deus continua a livrar Seu povo, mesmo quando sob o domínio de um rei perverso. Como são comoventes as seguintes palavras: “Ainda não falara o SENHOR em apagar o nome de Israel de debaixo do céu” (v. 27). Deus, adiando o julgamento, anseia por demonstrar Sua graça toda vez que Sua aliança de justiça Lhe permite.

Ele continua a enviar profetas ao povo durante esse período: Oséias, Amós e por fim Jonas, aqui mencionado (v. 25). Deus multiplica as advertências. Em Hebreus, a Palavra diz que Deus falou “muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hebreus 1:1-2).

NO segundo ano de Jeoás, filho de Jeoacaz, rei de Israel, começou a reinar Amazias, filho de Joás, rei de Judá.

2 Reis 14:1-16 (leia aqui)

Amazias, filho de Joás, sobre ao trono de Judá ao mesmo tempo que Jeoás ocupa o trono de Israel. Notamos mais uma vez a boa influência de uma mãe que pertence ao povo de Deus (v. 2).

Boas coisas são ditas a respeito do novo rei, em particular no que se refere à obediência à Palavra de Deus (v. 6; Deuteronômio 24:16). “Ainda que não como Davi, seu pai” (v. 3), relembrando o exemplo de nosso amado rei.

O ponto de comparação é sempre Jesus, o perfeito exemplo. Somos exortados na primeira epístola de João a retornar ao “que era desde o princípio”. São as primeiras palavras dessa carta! E quais são as últimas? “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” O segundo livro de Crônicas (25:14) nos diz que, no começo de seu reinado, Amazias trouxe consigo da batalha os ídolos dos edomitas e os adorou. Que ingratidão para com o Senhor, que havia dado a vitória sobre aquele mesmo povo! Uma amarga derrota diante de Jeoás, rei de Israel, foi a conseqüência da idolatria e do orgulho de Amazias, que o próprio Jeoás detectara (v. 10). Se atribuímos a nós mesmos o mérito das vitórias que conquistamos, Deus permitirá que percamos a próxima batalha para nos ensinar que temos de confiar somente nEle.

No ano trinta e sete de Joás, rei de Judá, começou a reinar Jeoás, filho de Jeoacaz, sobre Israel, em Samaria, e reinou dezesseis anos.

2 Reis 13:10-25 (leia aqui)

Eliseu, cujo nome significa “meu Deus é salvação”, permaneceu como profeta da graça até o fim de seu longo ministério. Aqui ele anuncia livramento a Jeoás, novo rei de Israel, que o visitava. Hoje onde acharemos graça e salvação se não em Cristo, que morreu por nós?

Jeoás infelizmente não foi capaz de aproveitar toda a graça oferecida a ele. O rei não tinha fé. Não somos como ele? Deus tem ricas bênçãos em reserva e está disposto a nos dar todas. Mas pedimos a Ele como se Deus fosse pobre ou como se não quisesse derramá-las sobre nós. Isso se deve a um conhecimento imperfeito de nosso Pai. As limitações nunca vêm dEle, mas de nossa falta de fé. “Nada tendes, porque não pedis” (Tiago 4:2).

Eliseu morre. Mas sua morte se torna uma fonte de vida para outro. Até mesmo na cova esse notável profeta é também um tipo de Cristo (Mateus 27:52).

O final deste capítulo nos mostra que Deus, compelido a castigar Seu povo, ao mesmo tempo é movido pela compaixão para com Israel (Hebreus 12:6).