A ABSOLUTA IMPORTÂNCIA DO MOTIVO

Texto: Lucas 16:15; Salmos 7:9, 139:23 A prova pela qual toda conduta será finalmente julgada é o motivo. Pense, você concorda com essa frase?

Como a água não pode subir mais alto do que o nível da sua fonte, assim a qualidade moral de um ato nunca pode ser mais elevada do que o motivo que o inspira. Ou seja, nenhum ato procedente de um motivo mau pode ser bom, ainda que algum bem pareça resultar dele.

Infelizmente, no Reino de Deus podemos ser pegos realizando algo por motivos maus, como a raiva, a inveja, a ambição, a vaidade e a avareza. Toda atividade desse tipo é essencialmente má e como tal será avaliada no Julgamento.

Nesta questão de motivos, como em muitas outras, os fariseus dão-nos exemplos claros. Eles continuam sendo o mais triste fracasso religioso do mundo, não por causa de erro doutrinário, nem porque eram pessoas de vida abertamente dissoluta. Todo o problema deles estava na qualidade dos seus motivos religiosos. Veja:

Dissimulados (Mt 3:2,7-8) – desejavam o batismo para forjar uma aparência.

Hipócritas (Mt 15:1-7) – Contribuíam para o serviço do templo, porém, às vezes, o faziam para escapar do seu dever para com os seus pais, e isto era um mal, um pecado. E ainda, Mt 6 diz àqueles que oram para serem ouvidos pelos homens que tal oração está arruinada e inútil pelo motivo.

Os fariseus condenavam o pecado e se levantavam contra ele, quando o viam nos outros, mas o faziam motivados por sua justiça própria e por sua dureza de coração. Isso caracterizava quase tudo o que faziam. Suas atividades eram cercadas por aparência de santidade; e essas mesmas atividades, se fossem realizadas por motivos puros, seriam boas e louváveis. Toda a fraqueza dos fariseus estava na qualidade dos seus motivos. (Mt 16:12, Lucas 15:2, 16:14; João9:16)

Dessa forma, devemos refletir sobre nossos atos e sobre nosso trabalrfô no Reino de Deus. Atos religiosos praticados por motivos vis são duplamente maus – maus em si mesmos e maus porque são praticados em nome de Deus. Isto equivale a pecar em nome dAquele Ser que é impecável, a mentir em nome dAquele que não pode mentir e a odiarem nome dAquele cuja natureza é amor.

Por isso, você que é um obreiro na casa de Deus deve frequentemente separar tempo para sondar a sua alma, a fim de certificarem-se dos seus motivos. (Salmos 139:23-24). Muito solo é cantado para exibição; muitos sermões são pregados para mostrar talento; muitas igrejas são fundadas como um insulto contra outra igreja. Mesmo a atividade missionária pode tomar-se competitiva, tomando-se uma espécie de marketing eclesiástico, para satisfazer a carne. Não esqueçam: os fariseus eram grandes missionários, e rodeavam o mar e a terra para fazer um converso (Mt 23:15).

Um bom modo de evitar a armadilha da atividade religiosa vazia é comparecer diante de Deus, sempre que possível, com a nossa Bíblia aberta ern ICoríntios 13. Esta passagem, embora seja considerada uma das mais belas da Bíblia, é também uma das mais severas dentre as que se acham nas Escrituras Sagradas. O apóstolo toma o serviço religioso mais elevado e o ordena à futilidade, se não for motivado pelo amor. Sem amor, profetas, mestres, oradores, filantropos e mártires são despedidos sem recompensas.

Resumindo, podemos dizer que, aos olhos de Deus, somos julgados não tanto pelo que fazemos e sim por nossos motivos para fazê-lo. Não “o quê”, mas “por quê” será a pergunta importante que ouviremos, quando nós comparecermos no tribunal, a fim de prestarmos contas dos atos praticados enquanto estávamos no corpo.

Texto de A. W. Tozer modificado e adaptado por Danieia Rezende dos Santos.

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E sucedeu, ao fim de vinte anos, que Salomão edificara as duas casas; a casa do Senhor e a casa do rei

1 Reis 9:10-28 (leia aqui)

Salomão cometeu um grave erro ao dar ao rei de Tiro cidades que faziam parte do reino de Israel. Da mesma maneira, isso acontece conosco quando abandonamos parte de nossa herança celestial para obter os benefícios do mundo. Tomemos como exemplo a forma como passamos o dia do Senhor – o domingo. Não é comum ficarmos o dia inteiro visitando amigos ou parentes? Tais concessões são ruins para ambas as partes. Como podemos pensar em trazer alguém para conhecer as verdades divinas e perceber os privilégios cristãos se nós mesmos não os valorizamos? Observe Hirão! Ele nem mesmo apreciou o gesto de Salomão.

O final do capítulo nos mostra o rei, como sábio administrador, fortalecendo e organizando seu reino. De um lado ele mantém seu relacionamento com Deus (v. 25), e de outro com os vários países e povos que faziam fronteira com Israel. Pela primeira vez, desde os tempos de Josué, todos os cananeus estão sob sujeição. Lembremos que eles são tipos dos inimigos de nossa alma. Será que os inimigos de sua alma estão em liberdade, ou você encontrou em Cristo a força para subjugá-los totalmente?