E Jeosafá, filho de Asa, começou a reinar sobre Judá no quarto ano de Acabe, rei de Israel.

1 Reis 22:41-53 (leia aqui)

O reinado de Josafá é recontado em detalhes no segundo livro de Crônicas. Por hora, terminamos com um incidente muito instrutivo. Josafá fez uma frota de navios para buscar ouro em Ofir. Contudo, a mão de Deus o impediu; seus navios afundaram. Será que ele persistiu? Não, pelo contrario, se submeteu. O rei de Israel ofereceu seus marinheiros para ajudá-lo, mas desta vez Josafá disse “não”!

Todos nós já vivemos a experiência de fazer grandes planos que foram por água abaixo de uma só vez por causa de uma situação inesperada. Esse foi o caso de Jó. Ele clamou: “Os meus dias passaram, e se malograram os meus propósitos, as aspirações do meu coração” (Jó 17:11). Para colocar um fim nesses projetos, Deus usa de vários meios: clima desfavorável, doença, falta de dinheiro, reprovações em exames… E isso é sempre angustiante. Porém, em vez de ficar magoados, ou insistir em nossos planos, perguntemos a Deus se eles realmente estão de acordo com a vontade de dEle. Um espírito quebrantado tem aos olhos de Deus muito mais valor que navios partidos.

O último parágrafo nos traz de volta à corte de Israel. Ali vemos o novo rei, Acazias, servindo a Baal e se prostrando diante dele. Esse é o lamentável final do primeiro livro dos Reis.

Então ele disse: Ouve, pois, a palavra do Senhor: Vi ao Senhor assentado sobre o seu trono, e todo o exército do céu estava junto a ele, à sua mão direita e à sua esquerda.

1 Reis 22:19-49 (leia aqui)

A uma só voz, os quatrocentos profetas fizeram suas predições de acordo com a vontade do rei. Que risco corriam? Se Acabe ganhasse a guerra, a profecia deles se confirmaria. Se não ganhasse, ele não seria capaz de reprová-los. Contra esses mentirosos, um único profeta do Senhor, o fiel Micaías, corajosamente declara a verdade e tem de sofrer por isso. Como no capítulo 18, esse relato nos mostra um sério perigo: julgar alguma coisa boa ou má pelo número de pessoas que a praticam. Os homens de hoje, da mesma maneira que Acabe, não suportam a sã doutrina; pelo contrário, cercam-se de mestres segundo as suas próprias cobiças (2 Timóteo 4:3). Eles não gostam especialmente de ouvir sobre o julgamento eterno e por isso procuram mestres que lhes prometam a felicidade e a prosperidade. Porém, mais cedo ou mais tarde, Deus irá confrontar os mentirosos. Sua Palavra é a verdade (João 17:17).

A fraqueza moral de Josafá quase lhe custou a vida. Ele seguiu Acabe, temendo contrariá-lo. Acabe covardemente pensou poder desviar a atenção e os esforços do inimigo em direção a Josafá. Porém esse plano não pôde enganar o Senhor, que tinha Seus olhos sobre um rei para livrá-lo e sobre outro para executar Seu infalível julgamento (Salmo 7:12-13).

E ESTIVERAM quietos três anos, não havendo guerra entre a Síria e Israel.

1 Reis 22:1-18 (leia aqui)

Ben-Hadade não cumpriu sua palavra (20:34) e dominou Ramote-Gileade. Acabe planeja um esquema para retomá-la e o relata a um ilustre visitante: Josafá, rei de Judá. Quais são nossos primeiros pensamentos em relação a essa visita? Não nos alegramos em ver a amizade restabelecida entre os soberanos dos dois reinos por tanto tempo em conflito? É apenas um passo para a união, atitude muito comum na cristandade atual. Na verdade, aos olhos de Deus, isso corresponde à infidelidade por parte de Josafá. Ele era rei sobre Jerusalém, onde estava o templo do Senhor. Acabe, por outro lado, era um idólatra. “Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos?” (2 Coríntios 6:16). Como o rei de Judá pôde esquecer isso a ponto de declarar a Acabe tal absurdo: “Serei como tu és” (v. 4)?

Veja como Josafá se deixa envolver. Constrangido, ele faz tímidas observações, mas não tem a força necessária para opor-se aos planos de Acabe. Ele precisaria de mais coragem para fazer isso do que para guerrear contra os sírios. Cada um de nós conhece por experiência própria que a decisão mais difícil, a que exige mais coragem, muitas vezes é a simples recusa de se associar com o mal (Salmo 1:1).

DVD GRAVADO AUVIVO NO CERESP DE BETIM

  O grande julgamento

31 Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele,  então, se assentará no trono da sua glória; 32 e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; 33 e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda;  34 então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. 35 Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; 36 estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. 37 Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? 38 E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? 39 E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? 40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. 41 Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. 42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43 sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me. 44 E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? 45 Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. 46 E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.

E sucedeu que, ouvindo Jezabel que já fora apredrejado Nabote, e morrera, disse a Acabe: Levanta-te, e possui a vinha de Nabote, o jizreelita, a qual te recusou dar por dinheiro; porque Nabote não vive, mas é morto.

1 Reis 21:15-29 (leia aqui)

Acabe é um exemplo típico do homem que sempre quer o que não pode ter. Cheio de riquezas, ele se interessou pela vinha do vizinho. Nosso coração natural está perpetuamente insatisfeito, mas Paulo nos lembra de que “grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento” (1 Timóteo 6:6).

Mentiras e assassinato permitiram que Acabe tomasse posse do objeto de seu desejo. Ele se levanta e examina sua mais nova propriedade com alegria. Mas todo o prazer de Acabe de repente desaparece! Esperando na vinha de Nabote está alguém que o rei conhece muito bem. Elias! O Senhor o encarregou de anunciar ao rei a terrível sentença que o aguarda, uma punição que nos faz pensar no horrendo fim de um homem que traiu o sangue inocente: Judas Iscariotes (Atos 1:18)!

Finalmente, pela primeira vez, Acaba dá mostras de humilhação. Ele sabe pela história de seus predecessores que a palavra do Senhor sempre se cumpre. O ato dele significa “arrependimento para a salvação” (2 Coríntios 7:10)? Infelizmente não, como os capítulos seguintes nos mostrarão. É sempre pelos frutos que a verdadeira conversão tem de ser julgada. Porém, esperando por algum sinal de arrependimento por parte de Acabe, Deus adia a execução da sentença (Ezequiel 33:11).

E SUCEDEU depois destas coisas que, Nabote, o jizreelita, tinha uma vinha em Jizreel junto ao palácio de Acabe, rei de Samaria.

1 Reis 21:1-14 (leia aqui)

Acabe chegou muito perto de despojar tudo o que pertencia ao rei da Síria. Ingrato ao Deus que havia protegido todos os seus bens, ele agora, por cobiça, tenta despojar seu vizinho. Nabote, um israelita fiel, não desistiu de sua herança, conforme diz Levítico 25:23. Será que temos demonstrado a mesma fidelidade, a mesma firmeza, quando somos confrontados com a decisão de manter ou não a nossa herança espiritual? Não desvalorizemos as incomparáveis verdades da Bíblia confiadas a nós (1 Timóteo 6:20; 2 Timóteo 1:14).

Um rei covarde e perverso permite que sua esposa tome a direção e, sob pretexto da autoridade real, uma terrível injustiça é cometida.

Mas Nabote tinha o privilégio de representar Alguém maior que ele mesmo. Na parábola em que o Senhor Jesus se apresenta como herdeiro da vinha, ouvimos as pavorosas palavras: “Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo e apoderemo-nos da sua herança” (Mateus 21:38). No final do mesmo evangelho é dito que duas falsas testemunhas também se apresentaram diante do Sinédrio. Ali Jesus foi acusado de blasfêmia pelos líderes do povo (Mateus 26:60, 65-66), antes de ser condenado à morte “fora da cidade” (v. 13; Hebreus 13:12).

E os restantes fugiram a Afeque, à cidade; e caiu o muro sobre vinte e sete mil homens, que restaram; Ben-Hadade, porém, fugiu, e veio à cidade, escondendo-se de câmara em câmara.

1 Reis 20:30-43 (leia aqui)

É triste não encontrar em Acabe nenhuma gratidão pela dupla vitória que o Senhor lhe dera. Infelizmente a maioria das pessoas é assim,  totalmente indiferente à graça de Deus. Ao desprezá-la, elas insultam a Deus e preparam sua própria destruição. Cristo derrotou um inimigo infinitamente mais poderoso e cruel que Ben-Hadade e seus exércitos. Já agradecemos a Ele por tão gloriosa vitória?

Não apenas vemos Acabe fracassando por não se voltar ao Senhor, mas também por ser indulgente ao poupar o inimigo de Deus e de Seu povo. Pior que isso, Acabe chama Ben-Hadade de irmão! Deus intervém e envia outro profeta ao rei, porém desta vez a voz da graça dá lugar à voz do julgamento.

Às vezes esquecemos, como Acabe esqueceu, que a amizade com o mundo é inimizade contra Deus e contra Seu povo. A humanidade está dividida em duas famílias: a de Deus e a do diabo (João 8:41-44). Eles jamais podem misturar-se. Se somos abençoados por pertencer à grande família cujo Pai é o Senhor, nossos irmãos e irmãs são os filhos e filhas de Deus – e ninguém mais.