SUCEDEU, pois, que, acabando Salomão de edificar a casa do Senhor, e a casa do rei, e todo o desejo de Salomão, que lhe veio à vontade fazer,

1 Reis 9:1-9 (leia aqui)

A obra empreendida por Salomão chega ao fim. O versículo 1 enfatiza que ele se alegrou no que acabara de realizar. Isso nos ensina uma lição. Tenhamos alegria em tudo o que o Senhor nos mandar fazer, por ter sido Ele quem nos ordenou. Agora o Senhor responde à oração do rei. A casa na qual Sua glória habitará será Seu principal motivo para abençoar Israel, para ouvir e perdoar. Na era cristã, é com o nome de Jesus que Deus associa Sua glória e pelo qual ouve as orações dos crentes (João 14:13-14). É por meio de Jesus, e não mais no templo, que Deus em habitar conosco (João 1:14; Colossenses 1:19; 2:9; 1 Timóteo 3:16). Os olhos e o coração do Pai sempre estão dirigidos para o Homem perfeito (v. 3). Nós podemos falar com Ele a qualquer momento em nome de Jesus: “Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido” (Salmo 84:9).

O Senhor coloca diante de Salomão e do povo a responsabilidade deles. A Sua presença no meio deles exigia total separação do mal; caso contrário, esse privilégio lhes seria tirado, e Israel como nação seria eliminada da terra em que habitava.

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Sucedeu, pois, que, acabando Salomão de fazer ao Senhor esta oração e esta súplica, estando de joelhos e com as mãos estendidas para os céus, se levantou de diante do altar do Senhor.

1 Reis 8:54-66 (leia aqui)

O rei chega ao fim da longa oração que fez de joelhos (v. 54). Temos certeza de que essa é uma posição familiar para nossos leitores. Não há nada mais precioso e efetivo do que se ajoelhar pelo menos uma vez ao dia para falar com Deus (em voz alta, de preferência, para evitar distrações). E ainda que possamos esquecer-nos do que acabamos de orar, nossas palavras permanecem “diante do SENHOR, nosso Deus, de dia e de noite” (v. 59). Por fim, é dito que Ele executa “justiça ao seu servo e ao seu povo”. Podemos contar que Deus defenderá nossa causa “segundo cada dia o exigir”. Ele sabe que, se nos der tudo de uma só vez, descansaremos sobre essas provisões para o futuro e deixaremos de contar com Ele somente. Essa é a razão pela qual Ele trata de nossas questões diariamente (“segundo cada dia o exigir”). Jesus similarmente nos ensina que “basta ao dia o seu próprio mal” (Mateus 6:34).

Essa cerimônia de dedicação (ou inauguração) do templo acontece no período da Festa dos Tabernáculos, no sétimo mês de cada ano. Ela terminou com sacrifícios e com júbilo, tal qual em Deuteronômio 16:15.

E também ouve ao estrangeiro, que não for do teu povo Israel, quando vier de terras remotas, por amor do teu nome

1 Reis 8:41-53 (leia aqui)

Para que se possa fazer intercessão, não é suficiente conhecer a fraqueza do coração humano (v. 46). É necessário também, como Salomão, ter confiança na compaixão do coração de Deus. Se Jesus, nosso grande Sumo Sacerdote e Advogado, conhece totalmente o coração do homem, Ele também conhece totalmente o coração de Seu Pai. Mas Seu desejo é que nós tenhamos uma experiência pessoal com o Pai (João 10:17; 16:27).

“Ouve e perdoa”! Nosso capítulo ensina que podemos ir a Deus em qualquer circunstância. Há lugar aos pés do Senhor para os piores pecadores (Lucas 7:37). Ainda hoje, fiel à Sua promessa, Ele não lança fora os que dEle se aproximam (João 6:37).

O pecado é a corrente com a qual os crentes podem tornar-se cativos na “terra do inimigo” (v. 46). Deus está pronto a livrá-los disso. No entanto, o caminho para o perdão passa necessariamente pela confissão. “Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei… e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado” (Salmo 32:5).

Deus ouve e perdoa! Sim, Ele pode perdoar todos por causa da obra de expiação de Jesus. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e just

Quando alguém pecar contra o seu próximo, e puserem sobre ele juramento de maldição, fazendo-o jurar, e vier juramento de maldição diante do teu altar nesta casa,

1 Reis 8:31-40 (leia aqui)

No começo de sua oração, Salomão exalta a fidelidade, a misericórdia (v. 23) e a grandeza do Senhor (v. 27). Agora reconhece do que o povo é capaz, e as conseqüências que os pecados deles podem ter. Nossos pensamentos se voltam de Salomão para Cristo, o grande Sumo Sacerdote. Ele conhece plenamente a fraqueza de coração dos Seus, e clama a Deus antes que Satanás os peneire, orando para que a fé deles não esmoreça. Ele fez isso por Pedro antes que este O traísse (Lucas 22:32). E quantas vezes também, sem que soubéssemos, por
cada um de nós na hora da tentação. De fato, Deus conhece o coração humano (v. 39; Jeremias 17:9-10). E onde este coração enganoso “mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” demonstrou toda a sua infidelidade? Em que circunstância Cristo experimentou a completa corrupção desse coração? Foi na cruz, onde a hostilidade do homem se derramou totalmente contra Ele (Salmo 22:16). Mas esse crime, o maior de todos os pecados de Israel, será perdoado quando sobre a nação arrependida for derramado “o espírito da graça e de súplicas” e eles olharem “para aquele a quem traspassaram” (Zacarias 12:10).

Então falou Salomão: O Senhor disse que ele habitaria nas trevas.

1 Reis 8:12-30 (leia aqui)

O rei Salomão agora fala. Tomando o lugar do descendente de Arão, ele mesmo faz o papel de sacerdote, pois é um tipo de Cristo, Rei e Sacerdote. Ele relembra o passado: o Egito, a graça demonstrada a Davi, a aliança das promessas.

Quatrocentos e oitenta anos antes, às margens do Mar Vermelho, os israelitas entoaram o seguinte cântico de livramento: “Este é o meu Deus; portanto, lhe farei uma habitação… Tu, com a tua beneficência, guiaste este povo, que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade… Tu os introduzirás e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó SENHOR, aparelhaste para a tua habitação; no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram” (Êxodo 15:2, 13, 17). Cerca de cinco séculos foram necessários para o cumprimento literal dessas palavras. O tempo não afeta a realidade das promessas de Deus (2 Pedro 3:4). Da mesma maneira, Salomão alegra-se ao repetir: “Bendito seja o SENHOR, o Deus de Israel, que falou pessoalmente a Davi, meu pai, e pelo seu poder o cumpriu… Assim, cumpriu o SENHOR a sua palavra que tinha dito, pois me levantei em lugar de Davi, meu pai, e me assentei no trono de Israel, como prometera o SENHOR; e edifiquei a casa ao nome do SENHOR, o Deus de Israel” (vv. 15, 20).

O Senhor havia dito acerca do templo: “O meu nome estará ali” (v. 29). Mais uma vez podemos trazer à memória a promessa do Senhor Jesus: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18:20).

ENTÃO congregou Salomão os anciãos de Israel, e todos os cabeças das tribos, os chefes dos pais dos filhos de Israel, diante de si em Jerusalém; para fazerem subir a arca da aliança do Senhor da cidade de Davi, que é Sião.

1 Reis 8:1-11 (leia aqui)

A casa de Deus estava pronta, e Ele iria tomar posse dela. Salomão reuniu os príncipes do povo, e os sacerdotes trouxeram a arca do concerto para o Lugar Santíssimo. Preciosa arca! Era um símbolo de Cristo. Ela havia testemunhado a fraqueza do povo, sustentando-os na batalha. Havia descido com eles o rio da morte. Agora chegava ao seu local de descanso. Mas algo sempre lembraria a jornada no deserto: as varas permaneciam visíveis. Embora não mais tivessem utilidade, as varas não foram tiradas de seus encaixes. “Os varais sobressaíam tanto, que suas pontas eram vistas…” (v. 8).

Através do esplendor do céu, contemplaremos Jesus em Sua beleza. Mas em Sua Pessoa veremos algo que tocará profundamente nosso coração: as indeléveis marcas de Seu sofrimento na cruz. Assim como as varas da arca, elas permanecerão na glória celestial como testemunhas eternas de Seu divino amor. Que belos também são os pés do Salvador, que se cansaram nos caminhos este mundo para nos buscar (Isaías 52:7), antes de serem traspassados na cruz, quando Ele se deixou pregar para nos salvar! Sobre esses pés santos, Maria derramou o perfume que encheu aquela bendita casa em Betânia, antecipando a casa do Pai, que será eternamente cheia de glória!

Também fez dez pias de cobre; em cada pia cabiam quarenta batos, e cada pia era de quatro côvados, e sobre cada uma das dez bases estava uma pia.

1 Reis 7:38-51 (leia aqui)

Hirão é um tipo do Espírito Santo, “o divino Artífice”, ocupado em preparar tudo aqui no mundo – e em particular o coração dos crentes – para a glória de Deus. O mar, imenso tanque com cerca de 4,5 metros de diâmetro, servia para os sacerdotes se lavarem, enquanto as pias, sobre suas respectivas bases, destinavam-se à lavagem dos utensílios usados nos holocaustos (2 Crônicas 4:6).

Do versículo 48 em diante, temos uma lista de objetos confeccionados em ouro. Salomão, ao trazer as coisas santas de Davi, seu pai (v. 51), nos faz lembrar de Jesus, o Filho, encarregando-Se de tudo o que pertencia ao seu Pai. “O Pai ama ao Filho, e todas as coisas tem confiado às suas mãos” (João 3:35; 17:10). Note que ao mesmo tempo, contrariamente ao que aconteceu com o tabernáculo (Êxodo 35:21-29), aqui não há menção sobre as doações do povo. A razão para isso é a seguinte: no céu, nada que tenha vindo do homem pode entrar. Tudo é divino; tudo se origina na exclusiva e perfeita obra do Pai, do Filho e do Espírito Santo. As três Pessoas que atuaram juntas na primeira criação também estão juntas na glória que virá e na nova criação.