E seguiu Davi pela encosta do monte das Oliveiras, subindo e chorando, e com a cabeça coberta; e caminhava com os pés descalços; e todo o povo que ia com ele cobria cada um a sua cabeça, e subiam chorando sem cessar.

2 Samuel 15:30-37;16:1-4 (leia aqui)

Essas aflições que Davi está sofrendo agora são conseqüências de seus próprios pecados. Portanto não podem ser comparadas aos sofrimentos do Senhor Jesus, que foram conseqüências de nossos pecados. Contudo, sob certos aspectos, elas nos permitem entender melhor o que nosso Salvador teve de suportar. Veja Davi, acompanhado por poucos amigos fiéis, indo para o Monte das Oliveiras, chorando à medida que subia! Séculos depois, neste mesmo lugar, no Jardim do Getsêmani, o Homem de dores, na agonia de Seu conflito, orou e suplicou com grande clamor e lágrimas ao que o podia livrar da morte (Hebreus 5:7). Davi experimentou ali a traição de Aitofel, seu conselheiro e amigo (mas cujo nome significa ‘irmão louco’!). Foi ali também que Judas avançou à frente dos soldados e oficiais.

Sem dúvida, esse foi o momento em que Davi clamou em agonia no Salmo 55:13-14: “Mas és tu, homem meu igual, meu companheiro e meu íntimo amigo. Juntos andávamos, juntos nos entretínhamos e íamos com a multidão à Casa de Deus”. Pense com que angústia o Senhor deve ter perguntado ao Seu infiel discípulo: “Amigo, para que vieste?”. (Mateus 26:50).

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