E Davi permaneceu no deserto, nos lugares fortes, e ficou em um monte no deserto de Zife; e Saul o buscava todos os dias, porém Deus não o entregou na sua mão.

1 Samuel 23:14-29 (leia aqui)

Saul, cego e obstinado, ousou dizer acerca de Davi no versículo 7: “Deus o entregou nas minhas mãos“. Mas no versículo 14 a verdade aparece, com uma dose de ironia: “Deus não o entregou nas suas mãos“. No entanto, o “amado”, o rei “segundo o coração de Deus”, tem de experimentar a amargura e a injustiça, como todos os proscritos da sociedade. Ele tinha de experimentar toda a impiedade, o ódio, a inveja, a ingratidão e ate a traição contra si. Os zifenitas não se assemelham a Judas vendendo o Mestre? Sim, Jesus, o Rei rejeitado, conheceu infinitamente mais que Davi esse transbordar do mal, uma “tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo” (Hebreus 12:3). Ele sofreu da maneira mais profunda possível.

O que Davi aprendeu depois ficou registrado em alguns salmos compostos no deserto (Salmos 54 e 63). A visita de Jônatas o encoraja e conduz seus pensamentos para o futuro. Mas o fiel amigo voltou para a casa dele (João 7:53), enquanto Davi, símbolo de Alguém maior que ele, continuou seus caminho de rejeição com todos os que largaram tudo para segui-lo.

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