A fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo Efésios 1.12

Quando falamos que devemos ser algo para louvor da glória do Senhor, pisamos num terreno muito descuidado na Igreja de Jesus. Pensando nesse sentido, vêm ao nosso encontro as palavras que o Senhor disse no fim da Sua jornada aqui na terra: “Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos.” Deus, o Senhor, nos predestinou em Jesus Cristo a sermos algo para louvor da Sua glória. Por intermédio do profeta Isaías, Ele o expressa a cada um de nós pessoalmente: “Serás uma coroa de glória na mão do Senhor…” Se de fato estamos mortos com Cristo, temos condições de penetrar na ilimitada profundidade e amplitude da excelsa pessoa do Deus eterno. Nessa posição, somos deslocados para as esferas eternas do júbilo, e esse louvor e essa graça nos salva de qualquer depressão e desgosto, fortalece nossos joelhos vacilantes e dá ao Senhor a oportunidade de colocar nossos pés sobre a Rocha, que não treme nem oscila. Assim servimos para o louvor da Sua glória, pois o louvor e a gratidão são a mais alta expressão da fé.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

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“Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é.” 1 João 3.2

Muitos cristãos sofrem interiormente porque encontram relatos bíblicos em que o Senhor se manifestou de maneira visível às pessoas. Pensemos, por exemplo, no anúncio do nascimento de Sansão pelo Anjo do Senhor, ou no anúncio do nascimento de Jesus pelo anjo Gabriel a Maria. Você já se pôs a imaginar que maravilhoso seria se acontecesse também a você algo tão extraordinário? Já desejou sentir e ver a seu lado um mensageiro do céu que tivesse vindo para lhe comunicar alguma coisa ou incumbi-lo de alguma tarefa? Será que seria mais fácil crer em Deus se isso acontecesse? Não. Alegre-se por não experimentar algo assim, pois quanto mais se vê, mais difícil se torna o puro e simples crer. Até Zacarias continuou incrédulo depois do aparecimento do anjo e depois de ter recebido sua promessa. Pedro diz – aos muitos crentes que amam intimamente ao Senhor mesmo sem tê-lO visto – que ainda O veremos, e então a alegria será muito maior. Quando isso acontecerá? No momento em que nossos olhos forem abertos por ocasião do arrebatamento. Sim, nesse momento de fato O veremos, com indizível alegria, assim como Ele é!

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram então o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, ele te chama.” Marcos 10.49

Em nossos dias também existem incontáveis “cegos” que ouvem a voz de Jesus, mas não podem reconhecê-lO. Desse grupo fazem parte as pessoas depressivas. Talvez você também não consiga reconhecer a Jesus, talvez sua visão esteja obscurecida, porque em você tudo são trevas. A Bíblia já não fala mais ao seu coração como antigamente. Seu coração está tão pesado que você nem consegue mais orar direito. Saiba que, neste exato momento, Jesus de Nazaré passa por você. Aproveite agora esta oportunidade toda especial. Invoque-O como fez o cego! Se você não puder orar em voz alta, clame a Ele em seu coração: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!” Mesmo que você se encontre no meio de uma multidão de pessoas, Jesus ouve você. O cego Bartimeu não se deixou influenciar pela multidão, e Jesus parou por sua causa. Jesus pára por sua causa se você clamar a Ele. O Senhor Jesus curou o cego imediatamente? Não. Primeiro Bartimeu teve que se aproximar bem de Jesus. E então Jesus abriu os olhos do cego? Ainda não, pois Jesus ainda exigiu a expressão da fé do cego. Bartimeu compreendeu isso e pediu: “Mestre, que eu torne a ver. Então Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou.” Jesus também deseja ouvir o que você espera dEle!

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

E o Espírito do Senhor se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do Senhor.

1 Samuel 16:14-23 (leia aqui)

O Espírito de Deus se apossou de Davi (v. 13) e se retirou do infeliz Saul, abrindo espaço para um espírito mau atormentá-lo. Deus usou isso para introduzir Davi na corte. Ele era harpista, um músico talentoso que mais tarde se tornou “o suave em salmos de Israel” (2 Samuel 23:1). E nessa ocasião um excelente testemunho é dado sobre ele (v. 18), mostrando que até na corte do rei havia pessoas que conheciam o ungido do Senhor. A passagem de Filipenses 4:22 nos relata um fato similar: havia cristãos na casa de César, o imperador romano. Assim Deus assegura que haja testemunhas em todos os lugares.

Cada detalhe mencionado no versículo 18 nos traz à memória Aquele do qual Davi é um tipo: Cristo é o verdadeiro “rebento do tronco de Jessé”. Acerca Dele está escrito: “Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR” (Isaías 11:1-2). Que testemunho temos dado diante do mundo a respeito de nosso Amado?

“Eu te tomei da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses o chefe sobre o meu povo, sobre Israel”, dirá o Senhor a Davi. Ao cuidar das ovelhas de seu pai, Davi foi preparado para “alimentar” fielmente o povo de Israel (Salmo 78:70-72).

ENTÃO disse o Senhor a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.

1 Samuel 16:1-13 (leia aqui)

O rei, por causa de sua carnalidade, foi rejeitado por Deus, embora o reinado dele ainda se estendesse por alguns anos mais. E outro rei é escolhido, sobre o qual Samuel falou: “Já tem buscado o SENHOR para si um homem segundo o seu coração” (13:14). Esse é Davi, cujo nome significa “amado” – um símbolo de Cristo, que é o Homem perfeito segundo o coração de Deus. Samuel não o reconheceu, pois, apesar da experiência com Saul, o profeta ainda olhava a aparência. Somos muito propensos a julgar de acordo como que vemos e a ficar impressionados pelas qualidades (ou falhas) exteriores. Gálatas 2:6 reafirma: “Deus não aceita a aparência do homem”. Ele olha para o coração! Somos capazes de enganar aos outros e até a nós mesmos com nossa aparência piedosa, porém jamais seremos capazes de enganar a Deus.

Samuel visita a família de Jessé. E foi o jovem pastor a quem esqueceram de convidar para a festa que foi ungido rei “no meio de seus irmãos” pelo Senhor. Essa unção com óleo (um símbolo do Espírito Santo) nos lembra como o amado Filho de Deus foi descrito no Jordão por João Batista: “Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo” (João 1:33; v. 12).

E disse Samuel: Porventura, sendo tu pequeno aos teus olhos, não foste por cabeça das tribos de Israel? E o Senhor te ungiu rei sobre Israel.

1 Samuel 15:17-35 (leia aqui)

Samuel havia passado uma noite de angústia, que talvez o tenha feito pensar sobre outra noite semelhante (3:11): a noite em que deveria anunciar o julgamento sobre a casa de Eli. Saul não completou a destruição de Amaleque e em conseqüência seria rejeitado como rei. Um rei desobediente somente pode conduzir o povo à desobediência; portanto, tem de ser removido do poder.

“Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar” (v. 22). O ato mais brilhante de nossa vida não terá o mínimo valor se não for feito em obediência a Deus. E este versículo pode ser aplicado a todas as obras que a cristandade faz para tentar satisfazer a Deus, em vez de ouvi-Lo e receber Sua Palavra.

Obedecer prontamente é melhor que sacrificar depois. O mesmo é dito sobre a misericórdia e o conhecimento do Senhor (Oséias 6:6; Mateus 9:13), a justiça e o julgamento (Provérbios 21:3), um espírito quebrantado (Salmo 51:16-17) e o amor (Marcos 12:33). Vejamos em Saul o que a carne produz: além da desobediência: vanglória (v. 20), mentira, atribuir culpa aos outros (v. 15 e 21), obstinação, falso arrependimento, busca por prestígio a qualquer custo (v. 30). Que terrível!