Ficou-se, pois, deitada a seus pés até pela manhã, e levantou-se antes que pudesse um conhecer o outro, porquanto disse: Não se saiba que alguma mulher veio à eira.

Rute 3:14-18; 4:1-6 (leia aqui)

Jesus disse aos discípulos: “Ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo” (Marcos 10:29-30; Hebreus 6:10). Rute não ficou frustrada com sua escolha. Nem perdeu a recompensa. Boaz, que havia pedido a bênção do Senhor sobre ela (2:12), era a própria recompensa que lhe seria dada como prêmio por sua fé.

A mesma coisa é verdadeira em relação ao Senhor e Seu povo. O apóstolo Paulo escreveu: “Perdi todas as coisas e as considero como refugo, para
ganhar…”.  Uma recompensa? Não! “Para
ganhar a Cristo” (Filipenses 3:8).

Mas algo deveria ser feito antes. Rute teria de ser redimida, e Boaz não perdeu tempo para resolver a questão. Apesar do desejo de fazê-lo, o parente mais próximo não o podia (v. 6). Ele nos faz lembrar da Lei e de sua incapacidade para salvar a humanidade ou para trazê-la de volta às bênçãos de Deus. Em contraste, Boaz representa a graça divina. Quando não havia mais recurso disponível, essa graça foi revelada em uma Pessoa, Jesus, o Redentor, que pagou o resgate integralmente.