ENTÃO os homens de Efraim lhes disseram: Que é isto que nos fizeste, que não nos chamaste, quando foste pelejar contra os midianitas? E contenderam com ele fortemente.

Juízes 8:1-17 (leia aqui)

As lições de humildade que Deus ensinara a Gideão produziram fruto. Ele está pronto a reconhecer o papel que os outros desempenharam na conquista da vitória. A ira dos homens de Efraim desapareceu diante da sua branda resposta enfatizando a importância daquilo que os efraimitas tinham realizado (vv. 2-3). Salientar o trabalho dos outros e apreciar o valor das qualidades do próximo, em vez de colocar ênfase no nosso trabalho e em nossas qualidades, é fruto da vida divina que, por sua vez, nada tem em comum com a hipócrita diplomacia humana. Pedro nos lembra-nos a respeito de um “espírito
manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus” (1 Pedro 3:4). Deus escolheu muito bem os trezentos soldados. Eles não levaram em conta o próprio cansaço, nem o desconforto ou a sede diante do ribeiro (cap. 7). Eles tinham um alvo e o perseguiriam até o fim (v. 4). “Uma coisa faço”, declarou Paulo, “prossigo para o alvo” (Filipenses 3:13-14). Em outra passagem, ele afirma que podemos ser “abatidos, mas não destruídos” (2 Coríntios 4:9). Tal qual Gideão com os homens de Sucote e Penuel, o apóstolo também enfrentou a dolorosa experiência de ser abandonado por todos (2 Timóteo 4:16). Mas que tamanho contraste com a terrível vingança de Gideão! Paulo pôde dizer, como verdadeiro discípulo do Mestre: “Que isto não lhes seja posto em conta!”.

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