Porém Sísera fugiu a pé à tenda de Jael, mulher de Heber, queneu; porquanto havia paz entre Jabim, rei de Hazor, e a casa de Heber, queneu. E Jael saiu ao encontro de Sísera, e disse-lhe: Entra, senhor meu, entra aqui, não temas. Ele entrou na sua tenda, e ela o cobriu com uma coberta. Então ele lhe disse: Dá-me, peço-te, de beber um pouco de água, porque tenho sede. Então ela abriu um odre de leite, e deu-lhe de beber, e o cobriu. E ele lhe disse: Põe-te à porta da tenda; e há de ser que se alguém vier e te perguntar: Há aqui alguém? Responderás então: Não.

Juízes 4:17-24; 5:1-11 (leia aqui)

Sísera fugiu a pé; seus novecentos carros de ferro não foram de nenhuma ajuda nesse momento. Ele pensou que acharia refúgio na tenda de Héber, um queneu. Mas, ao invés disso, encontrou a morte pelas mãos de Jael, uma mulher de fé. A história da família de Héber é interessante. Hobabe, seu ancestral, tinha recusado seguir com o povo de Israel (Números 10:29-30). Mas agora os descendentes dele seguiram o povo de Judá (1:16) e tomaram parte nas batalhas e vitórias de Israel.

Baraque surge inesperadamente e encontra seu inimigo morto por uma mulher; portanto ele perdeu sua parte na honra da vitória, como Débora lhe havia dito. Mas Deus discerne fé onde não podemos perceber o menor sinal dela. O nome de Baraque aparece na lista dos heróis da fé no capítulo 11 de Hebreus (v. 32). Que graça isso demonstra! O pouco que o Senhor nos permite fazer para Ele freqüentemente está misturado com a confiança que temos no ser humano, porém mesmo esse pouco é de valor para Ele e será lembrado. Na antiguidade todo o povo cantou nas margens do Mar Vermelho. Nessa época de fraqueza, ouvimos apenas duas vozes, a de Débora e a de Baraque, um homem e uma mulher de fé. Mas a canção deles não é menos triunfante. Ela começa exaltando o Senhor, a quem pertence a glória da vitória.

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PORÉM os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor, depois de falecer EúdeE vendeu-os o Senhor na mão de Jabim, rei de Canaã, que reinava em Hazor; e Sísera era o capitão do seu exército, o qual então habitava em Harosete dos gentios. Então os filhos de Israel clamaram ao Senhor, porquanto ele tinha novecentos carros de ferro, e por vinte anos oprimia violentamente os filhos de Israel.

Juízes 4:1-16 leiam aqui

No norte do país, um inimigo do passado novamente se agrupou sob o mesmo nome – Jabim – e na mesma capital – Hazor (Josué 11:1). E esse inimigo oprimiu Israel por vinte anos. Precisamos tomar o cuidado de não desperdiçar o fruto da vitória de nossos predecessores. O povo teve de lutar novamente, e Débora, uma profetisa, é usada pelo Senhor para julgar e libertar o povo. Mulheres e moças crentes, nunca pensem que vocês devem ficar à parte do serviço na assembléia. Certamente uma mulher não deve exercer autoridade sobre o homem, nem falar publicamente na assembléia (1 Timóteo 2:12; 1 Coríntios 14:34). Mas quantas pessoas conseguiram livramentos maravilhosos através das orações das mulheres cristãs!

Débora chamou Baraque, mas lhe faltou coragem. Ele precisava apoiar-se em alguém. A confiança de Baraque em Deus não era suficiente para que ele fosse à guerra sem ajuda humana (Salmo 146:3). Nossa coragem sempre depende da medida de confiança que temos no Senhor. Se não temos coragem, façamos como os apóstolos em Atos 4. Eles pediram ao Senhor intrepidez (v. 29) e, pelo Espírito, receberam o que haviam pedido (v. 31).

Porém os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor; então o Senhor fortaleceu a Eglom, rei dos moabitas, contra Israel; porquanto fizeram o que era mau aos olhos do Senhor. 13 E reuniu consigo os filhos de Amom e os amalequitas, e foi, e feriu a Israel, e tomaram a cidade das palmeiras. 14 E os filhos de Israel serviram a Eglom, rei dos moabitas, dezoito anos.

Juízes 3:12-31 (leia aqui)

A “vara” que Deus usa agora para disciplinar Seu povo é Moabe, a mesma nação que o Senhor anteriormente impedira, pela boca de Balaão, de se opor a Israel. Dezoito anos se passaram antes de o povo se voltar ao Senhor; anteriormente, oito anos tinham sido suficientes (v. 8). Em Sua misericórdia, Ele suscitou um libertador – Eúde, o benjamita.

Eúde tinha “uma palavra de Deus” para Eglom, rei de Moabe. Tal palavra era nada menos que um punhal de dois gumes, que significava morte para aquele monarca perverso. A epístola aos Hebreus compara a Palavra de Deus, afiada e poderosa, a uma espada de dois gumes (Hebreus 4:12). Hoje ela é uma bênção para aqueles que se permitem ser perscrutados por ela, mas no futuro essa mesma espada condenará e destruirá todos os que não creram nela (Apocalipse 19:13-15). Os bois de Sangar também representam a Palavra de Deus, desta vez na visão do mundo: uma arma aparentemente inútil. Contudo, essa arma tem grande poder e foi forte o suficiente para libertar Israel mais uma vez.

Tanto a fraqueza do homem (Eúde era canhoto) quanto a fraqueza da arma (a junta de bois de Sangar) enfatizam o poder de Deus que liberta a todos os que clamam a Ele.