E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei.

1 Coríntios 11:2-16

Poucas porções da Bíblia foram objeto de tantas desavenças quanto os ensinamentos deste capítulo (v. 16). Porque o apóstolo – ou melhor, o Espírito Santo – trata de questões que aparentam ser de tão pouca importância como a instrução para que a mulher use cabelos longos ou não ore sem uma cobertura sobre cabeça?

Primeiro convém lembrar que o nosso cristianismo não consiste em alguns atos notáveis realizados ocasionalmente, mas em um conjunto de detalhes que constituem a nossa vida diária (Lucas 16:10). Por outro lado, Deus é soberano e não está obrigado a nos dar razões de tudo o que nos pede em Sua Palavra. Obedecer sem discutir, esta é a única e verdadeira obediência. Assim, podemos dizer que essas instruções se constituem num tipo de teste para cada moça ou mulher cristã. É como se o Senhor perguntasse: “Você faria isso por Mim? Você me ama o suficiente para expor a sua obediência e a sua sujeição mediante este sinal exterior, ou você dá preferência à moda ou à conveniência?”.

Por fim, ainda há uma solene realidade que não deve ser esquecida: o mundo invisível dos anjos observa de que maneira os crentes respondem aos pensamentos de Deus (v. 10). O que eles têm visto em nossa vida?

Nisto, porém, que vou dizer-vos não vos louvo; porquanto vos ajuntais, não para melhor, senão para pior.

1 Coríntios 11:17-34

Havia divisões entre os irmãos em Corinto, e isso se refletia nas reuniões. Os ricos deixavam os pobres envergonhados e provocavam sua inveja. E mais sério ainda: a ceia estava sendo confundida com o ágape (uma ceia de confraternização feita em conjunto na Igreja) e tomada indignamente por muitos. O apóstolo vale-se desta situação para recordar-lhes uma verdade que o Senhor lhe tinha revelado especialmente. A ceia do Senhor é uma santa recordação de Cristo, que se entregou por nós. É uma ceia memorial, que certamente fala ao coração de cada participante, mas também proclama a todos no mundo um fato de essencial importância: Aquele que é Senhor teve de morrer. E nós somos conclamados a anunciar esta morte do Senhor até o Seu retorno. Devemos fazê-lo tal como fomos instruídos, mediante essa linguagem tão nobre e ao mesmo tempo tão simples.

Por fim, esse memorial também fala à consciência do crente, pois a morte de Cristo significa a condenação do pecado. Tomar a ceia sem antes julgar a nós mesmos nos expõe aos efeitos dessa condenação (ainda que somente durante nossa vida neste mundo). Isso explicava a fraqueza de muitas pessoas em Corinto (e talvez entre nós), as doenças e a morte que alcançaram alguns (v. 30). Mas o temor não deve manter-nos afastados da ceia (v. 28). Antes, esse temor deve e pode associar-se a um ardente amor para com Aquele que disse: “Fazei isto em memória de mim” (vv. 24-25).

ntão foi Moisés, e voltou para Jetro, seu sogro, e disse-lhe: Eu irei agora, e tornarei a meus irmãos, que estão no Egito, para ver se ainda vivem. Disse, pois, Jetro a Moisés: Vai em paz.

Êxodo 4:18-31 (leia aqui)

No passado, Moisés havia partido sem o mandado de Deus. Agora que o Senhor o estava enviando, ele deu todas as desculpas possíveis para evitar o chamado: sua incapacidade (3:11), sua ignorância (3:13), sua falta de autoridade (4:1), de eloqüência (4:10), de aptidão para o serviço, e a vontade de que outra pessoa fosse chamada em seu lugar (4:13), o fracasso em sua tentativa anterior (5:23) e a falta de compreensão demonstrada por seus irmãos (6:12). Quantas vezes nós não utilizamos essas mesmas razões para não obedecermos? Os versículos 24 a 26 nos lembram que, antes de partir para qualquer serviço público para Deus, o servo do Senhor tem de colocar primeiro sua própria casa em ordem. Até aquele momento, talvez por influência de sua esposa, Moisés ainda não havia circuncidado seu filho, símbolo da condenação da carne. Deus exigia isso (Gênesis 17:10), e quanto mais necessário e devido na casa de Seu servo. E esta é a questão que agora precisa ser decidida, sob pena de morte!

Os versículos 27 e 28 nos dão uma indicação quanto ao local onde os irmãos devem se encontrar uns com os outros: no monte de Deus — e qual deve ser o tema de suas conversas: a Palavra do Senhor e Seus maravilhosos feitos.

No início do capítulo 3, Moisés diz: “Eis que me não crerão”. Mas, contudo, o Senhor já havia preparado o coração do povo. Os filhos de Israel creram (v. 31; 2 Crônicas 29:36). Mesmo antes da libertação, eles curvaram a cabeça diante do Senhor.

ENTÃO respondeu Moisés, e disse: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te apareceu.

Êxodo 4:1-17 (leia aqui)

Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios na residência real do Faraó. Mas ele não aprendeu a conhecer o “Eu sou”. Os anos passados no palácio real não o tornaram um instrumento mais apto para a libertação do povo. O assassinato do egípcio provou isso. Depois de quarenta anos na escola do Faraó, mais quarenta foram necessários na escola de Deus, em Midiã. O resultado disso foi que Moisés não tinha mais nada do que se orgulhar. Antes “poderoso em suas palavras e obras” (Atos 7:22), ele agora declara que não era eloqüente e põe de lado todas as suas habilidades. Mas, apesar de não mais confiar em si mesmo e em seu próprio poder, Moisés tampouco confiava plenamente em Deus. Ele tinha de aprender que, quando Deus chama um homem ao serviço, Ele proporciona todas as condições necessárias para a execução da tarefa.

A vara que se transformou em serpente mostra que, se Deus permite que Satanás aja por um momento, Ele permanece no controle para anular o seu poder. Na cruz, Cristo triunfou sobre os poderes do mal (Colossenses 2:15). A mão colocada sobre o peito (no coração: fonte do mal) que ficou leprosa e depois se tornou novamente sã ilustra o poder de Deus para remover a mancha do pecado.

E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores.

Êxodo 3:7-22 (leia aqui)

Durante os longos anos de servidão no “forno de ferro” do Egito (Deuterionômio 4:20), Deus não esteve indiferente aos sofrimentos de Seu povo. Ele relembrou Suas promessas a Abraão (Gênesis 15:13-14), a Isaque (Gênesis 26:3) e a Jacó (Gênesis 46:4). Aproximava-se o tempo em que Ele próprio Se revelaria aos Seus por intermédio de Moisés, como o Deus dos pais deles e, ao mesmo tempo, como o Deus que pensa amorosamente neles com o propósito de libertá-los. É dessa mesma maneira que Ele pode ser conhecido hoje por todos aqueles que gemem sob o peso de seus pecados! O estado de perdição e miséria de Suas criaturas não O deixaram impassível, pois Ele via as aflições de Israel e ouvia seus gritos e suspiros. Mas Deus não Se satisfaz em apenas tomar conhecimento de seu “sofrimento” (v. 7). Ele acrescenta: “Portanto, desci para livrá-lo” (v. 8).

Deus veio até nós em Jesus; é somente através dEle que somos libertados. Será que Deus já completou Sua obra? Não, além disso, Ele quer nos fazer Seu povo, quer que tenhamos um relacionamento com Ele e quer nos enriquecer (v. 22). Deus revelou Seu Nome a Moisés. Ele é o “Eu
sou“, Aquele que preeenche a eternidade com Sua presença. Ele existe, Ele é e todo o mais resulta disso (Isaías 43:11, 13 e 25).

Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer

Sexta-feira 27 Junho

Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer?

(Isaías 55:2).

DOIS TIPOS DE PÃO

É comum autores não-cristãos ou mesmo aqueles que são hostis a Deus citarem a Bíblia por qualquer motivo. Alguns o fazem irrefletidamente, outros para demonstrar sua erudição ou conhecimento da Bíblia. Uns simplesmente desejam zombar da Palavra. A Bíblia é a santa e inspirada Palavra de Deus; ela não dever ser citada à toa ou frivolamente.

Na entrada de determinado centro cultural está escrito o seguinte versículo em letras garrafais, que podem ser lidas à distância: “Nem só de pão viverá o homem.” Apesar da verdade que essa parte do versículo expressa, é lastimável que as palavras de Jesus em Mateus 4:4, citando Deuteronômio 8:3, não tenham sido reproduzidas na íntegra: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.”

O pão é necessário para a alimentação do corpo, mas a cultura, a ciência, a filosofia e as artes não alimentam a alma. Pelo contrário, tudo isso tende a nos fazer a alma definhar, afastando-a de Deus. Precisamos da Palavra de Deus, expressões de Seus próprios pensamentos, por isso, palavra de salvação e vida. O profeta Jeremias disse: “Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração” (15:16). Na luz da Palavra de Deus, reconhecemos que somos pecadores, mas também vemos que Deus nos deu um Salvador: o Senhor Jesus Cristo.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente

Quarta-feira 25 Junho

Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente.

E disse Agripa a Paulo: Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão! E disse Paulo: Prouvera a Deus que, ou por pouco ou por muito, não somente tu, mas também todos quantos hoje me estão ouvindo se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias

(Hebreus 13:8; Atos 26:28-29).

UM DIA ANTES DO FIM

Um incêndio havia destruído várias casas de uma vila e mergulhado algumas famílias no desespero. A causa era desconhecida. Mas era sabido que a bomba de água do município não havia funcionado, apesar do prefeito ter fixado um cartaz com os seguintes dizeres: “Pede-se limpar a bomba antes de cada incêndio.” É claro que tal ingenuidade nos faz sorrir. Isso me lembra o conselho de um velho professor de escola dominical, que suplicava a seus alunos para receberem Jesus Cristo como Salvador, e estarem prontos para se encontrar com Deus.

– Quando devemos nos preparar? – perguntou um dos alunos.

– Bastaria um dia antes do fim de sua vida. Mas como nada pode predizer o dia de sua morte, resolva esse assunto hoje mesmo… agora mesmo! Hoje é o prazo de Deus. Hoje continuo pecador. O Senhor Jesus quer me salvar agora. Amanhã? É o prazo da despreocupação, da indiferença, dos projetos…

“Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece” (Tiago 4:14). “Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia” (Provérbios 27:1).

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br