E leu no livro, diante da praça, que está fronteira à Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender.”

22 de Abril

“E leu no livro, diante da praça, que está fronteira à Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender.” (Neemias 8.3)

A seqüência em Neemias 8 é muito clara. No primeiro versículo, lemos que Esdras buscou o livro da lei de Moisés. Portanto, ele buscou a Bíblia. No versículo 2, lemos que a congregação se reuniu, e, no versículo 3, que ele começou a ler. E depois consta algo muito importante: “…e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao livro da lei.” No versículo 8 é enfatizado, além disso, que eles “leram no Livro, na lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia.” Esse intercâmbio entre os pregadores e o povo é de vital importância. Ao mesmo tempo, impõe-se como condição que os corações dos ouvintes estejam dispostos a receber a Palavra. Justamente aqui em Neemias 8 nos é mostrada a chave da grande alegria no Senhor: “…todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.” Por eles terem ouvido e recebido a Palavra de boa vontade, houve resultados. O povo foi convencido de seu pecado até o íntimo e entrou em profunda angústia interior. Mas dessa angústia interior é que nasceu a alegria no Senhor.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

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Portanto não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força

21 de Abril

“Portanto não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força.” (Neemias 8.10)

Em que consiste a alegria nessa passagem bíblica? Em poder e força. Mas nunca devemos tirar essa palavra de Neemias do seu contexto, pois a alegria no Senhor nunca é uma questão isolada. Algo deve precedê-la. Por isso encontramos aqui um enigma, que é a alegria interior mesmo no meio de grande aflição. Naquela época, o povo havia voltado do exílio para a terra de Israel, portanto tudo estava aparentemente em ordem, mas interiormente não havia alegria verdadeira. Essa é a situação de muitos cristãos em nossos dias. Por fora parece estar tudo bem e se encontrar em ordem, mas interiormente não é assim. Mas então o que faltou e o que falta? A grande angústia! A angústia de nos sentirmos corrigidos e exortados pela Palavra viva de Deus! Só quando a Palavra de Deus consegue nos levar a uma situação de angústia e inquietação interior nos convencendo de nossa realidade é que nascerá em nós essa grande e poderosa alegria no Senhor. Não existe outro caminho para nós. Faz muita falta a convicção que acontece por meio da Palavra de Deus. E depois dessa angústia interior nasce a alegria no Senhor. Este é o segredo da alegria!

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida

Terça-feira 22 Abril

Cristo morreu por nossos pecados… foi sepultado, e… ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida

(1 Coríntios 15:3-4; João 11:25).

TÍTULO

Tentavam explicar para uma menina de quatro anos que seu bisavô acabara de morrer. Depois de refletir, a pequena perguntou: – Mamãe, me diga, por quanto tempo o vôzinho vai ficar morto?

A pergunta parece ingênua, porém na realidade nos faz pensar. Em Sua Palavra Deus nos diz que os mortos despertarão. O Senhor Jesus não ressuscitou? Portanto, a morte é um estado ou período do qual algum dia a pessoa sairá para estar na presença de Deus. Encontrar-se frente a frente com o Deus justo e santo inspira temor, especialmente se nosso relacionamento com Ele não está resolvido. Contudo, Deus deseja que nos reconciliemos com Ele; Ele mesmo nos proporciona o meio para fazê-lo: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2 Coríntios 5:19). Cristo veio “ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3:17).

Se crermos que Ele pagou com a vida o preço de nossos pecados, então compreenderemos o quanto Ele nos ama, o temor dará lugar à alegria de estar com Deus, e nada, nem ainda a morte, poderá destruir o relacionamento pessoal que Ele estabelece com o ser humano: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá”, disse Jesus a Marta, irmã de Lázaro, a quem o Senhor ressuscitou (João 11:25-26). O que crê está a salvo da morte eterna. Que libertação!

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Porque assim diz o Senhor… E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração

Segunda-feira 21 Abril

O coração do sábio discernirá o tempo.

É tempo de buscar o Senhor.

Porque assim diz o Senhor… E buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração

(Eclesiastes 8:5; Oséias 10:12; Jeremias 29:8,13).

O VALOR DO TEMPO

O tempo que Deus nos concede é muito precioso. Contudo, as pessoas às vezes dizem: “Tenho que matar o tempo!” Por que querer “matar” esse servo que só deseja trabalhar a nosso favor?

Deus nos concede tempo não para que busquemos conforto neste mundo, mas para nos prepararmos para a eternidade.

Porém não pensemos que o tempo trabalhará sem nossa ajuda. Ele sozinho não faz nada. Só passa. Além disso, nunca produziu um grão de trigo ou qualquer outra coisa. Para desfrutar da colheita é necessário semear; então o tempo se encarregará de fazer germinar as sementes, de fazer crescer as plantas e amadurecer os frutos. O mesmo nos sucede em relação à vida eterna: temos de crer durante o nosso tempo.

Depois de termos crido, sermos salvos, justificados e termos nascido de novo, com o passar dos dias crescemos no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pedro 3:18). E enquanto o tempo desgasta o mundo ao nosso redor, nosso ser interior se fortalece esperando a vinda de Cristo e a eternidade junto dEle. Então o tempo não existirá mais.

Não desperdicemos, pois, o tempo que Deus nos concede. Tampouco deixemos escapá-lo com indiferença. Não busquemos “matá-lo” com futuras distrações. É tempo de buscar a Deus e de servi-Lo.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

E PASSANDO por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.

Atos 17:1-15

De Filipos, Paulo e seus companheiros se dirigem a Tessalônica, outra cidade da Macedônia. Alguns judeus e numerosos gregos, entre eles algumas mulheres nobres, acolhem a palavra que lhes é anunciada (1 Tessalonicenses 1:5). Mas a maioria dos judeus, impelida por Satanás, incita o povo contra os evangelistas. Eles não hesitam em servir-se de homens maus que eles próprios desprezavam; e perante os magistrados da cidade apelam com o mesmo argumento que fora proposto a Pilatos: “Não temos rei, senão César” (João 19:15; v. 7).

A estada de Paulo em Tessalônica acaba sendo breve, por volta de três semanas. Mas Deus assim o permitiu para nosso próprio proveito, pois o apóstolo depois se viu obrigado a complementar os seus ensinos por meio de duas epístolas, tão ricas em instruções para todos nós.

Em Beréia, os judeus são mais nobres e corretos. Em vez de deixar-se cegar pela inveja (v. 5), eles procuram firmar sua fé com o estudo diário da Palavra de Deus, acatando-a como a soberana autoridade (v. 11; João 5:39).

Gostaríamos de recomendar a todos os nossos leitores que sigam o exemplo dessa gente de Beréia (a começar pela consulta das citações bíblicas que indicamos). Este é o objetivo maior destas pequenas meditações diárias.

E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.

Atos 16:16-40

A cura da jovem possessa por espírito satânico acarretou torturas e prisão para os dois servos de Deus. Eles poderiam ter pensado: Que recepção estranha após nos chamarem para ajudá-los aqui! (v. 9). Mas Paulo põe em prática o que mais tarde recomendaria aos cristãos daquela cidade: “Alegrai-vos sempre no Senhor!” (Filipenses 4:4). Coberto de feridas, ainda assim ele e Silas são capazes de cantar na prisão. Certamente, esses sinistros muros nunca haviam ressoado ecos semelhantes. Que testemunho davam esses cânticos a todos os ouvintes! Quanto mais difíceis forem as nossas circunstâncias, tanto mais a nossa paz e nossa alegria falarão aos que nos conhecem! Algumas vezes, esta é a razão pela qual o Senhor nos manda tribulações.

A este fiel testemunho, o Senhor agrega o Seu próprio libertando os prisioneiros. Apavorado, o carcereiro exclama: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo?”. A resposta, maravilhosamente simples, serve para cada alma angustiada: “Crê no Senhor Jesus!” (vv. 30-31). E, por conseqüência, a alegria enche toda a casa.

Após essa memorável noite, os apóstolos são oficialmente liberados; mas eles não deixam a cidade sem antes terem confortado os irmãos (v. 40).

E também Ló, que ia com Abrão, tinha rebanhos, gado e tendas.

Gênesis 13:5-18 (leia aqui)

O período que Abrão passou no Egito fora tempo perdido e as riquezas que adquirira ali somente lhe vieram a ser motivo de preocupação. Foram elas que o levaram a se separar de Ló. Na presença dos habitantes cananeus e ferezeus daquela terra acontecem disputas entre “irmãos” (v. 7). Isto é particularmente triste para o testemunho (1 Coríntios 6:6; João 13:35). Abrão deixa Ló escolher o lugar para onde quer ir. Que espírito humilde e abnegado ele demonstra aqui! Que possamos imitá-lo toda a vez que nos sentirmos inclinados a fazer valer os nossos direitos. Ló escolhe aquilo que lhe agrada, o que atrai a seu coração mundano (v. 10: as planícies do Jordão assemelham-se ao Egito, que, por sua vez, representa o mundo). Já Abrão deixa o Senhor decidir o lugar para ele (Salmo 47:4). E Deus nunca decepciona aqueles que confiam nEle. “Nossos pais confiaram em ti… não foram confundidos” (Salmo 22:4-5). A posse da terra prometida é agora confirmada a Abrão. Deus lhe diz: “Ergue os olhos” (v. 14) e “Levanta-te, percorre essa terra” (v. 17). Canaã é para nós uma figura do céu, e Deus nos conclama, não apenas para contemplá-lo, mas para explorá-lo pela fé. E de que modo podemos percorrer os lugares celestiais “no seu comprimento e na sua largura”? Examinando e meditando na maravilhosa palavra divina.